segunda-feira, 14 de março de 2011

Livro sobre a História de Pontalina

 
BASTA CLICAR AQUI  E ESPERAR CARREGAR 

Caro leitor a partir de agora está disponibilizado meu livro sobre a história de Pontalina: SANTA RITA DO PONTAL: RESGATE HISTORICO DE UM POVO. Para quem desejar saber um pouco a historia desta cidade ou talvez aprofundar os estudos históricos sobre a mesma. Lembrado sempre que quem sabe olhar o passado, entende o presente aprendendo a vislumbrar o futuro.   Ninguém vai à frente sem ter certeza por onde pisou.
Espero que gostem.
É que o futuro venha.
Antonio Henrique

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Van Gogh (trecho de uma carta)

Quarto em Arles - van Gogh, outubro de 1888
...Depois, às vezes pode-se até ficar um pouco abstraído, um pouco sonhador. Há quem fique abstraído demais, sonhador demais; talvez seja o que ocorre comigo, mas é minha culpa. Afinal, quem sabe, não havia motivo para isto. Estava abstraído, preocupado, inquieto por uma ou outra razão, mas a gente se refaz! O sonhador às vezes cai num poço, mas dizem que logo ele se reergue.
E o homem abstraído, em compensação, por vezes também tem sua presença de espírito. Às vezes é um personagem que tem sua razão de ser por um ou outro motivo que não distinguimos à primeira vista, ou que, na maioria das vezes, esquecemos involuntariamente. Fulano, que andou agitado como se estivesse num mar tempestuoso, chega enfim ao seu destino: um outro que parecia não valer nada e ser incapaz de exercer qualquer função acaba por encontrar uma e, ativo e capaz de agir, mostra-se totalmente outro do que parecia à primeira vista. Escrevo-lhe um pouco ao acaso o que me vem à pena, ficaria muito contente se de alguma maneira você pudesse ver em mim mais que um vagabundo.
Acaso haverá vagabundos e vagabundos que sejam diferentes? Há quem seja vagabundo por preguiça e fraqueza de caráter, pela indignidade de sua própria natureza: você pode, se achar justo, me tomar por um destes.
Além deste, há um outro vagabundo, o vagabundo que é bom apesar de si, que intimamente é atormentado por um grande desejo de ação, que nada faz porque está impossibilitado de fazê-lo, porque está como que preso por alguma coisa, porque não tem o que lhe é necessário para ser produtivo, porque a fatalidade das circunstâncias o reduz a este ponto, um vagabundo assim nem sempre sabe por si próprio o que poderia fazer, mas por instinto, sente: “No entanto, eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente. No que é que eu poderia ser útil, para o que poderia eu servir; existe algo dentro de mim, o que será então?”.
Este é um vagabundo completamente diferente; você pode, se achar justo, tomar-me por um destes.
Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: “Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada”, e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor.

Trigal com corvos - Van Gogh (1890) 


“Vejam que vagabundo”, diz um outro pássaro que passa, “esse aí é um tipo de aposentado”. No entanto, o prisioneiro vive, e não morre, nada exteriormente revela o que se passa em seu íntimo, ele está bem, está mais ou menos feliz sob os raios de sol. Mas vem a época da migração. Acesso de melancolia – “mas” dizem as crianças que o criam na gaiola, “afinal ele tem tudo o que precisa”. E ele olha lá fora o céu cheio, carregado de tempestade, e sente em si a revolta contra a fatalidade. “Estou preso, estou preso e não me falta nada, imbecis! Tenho tudo que preciso. Ah! Por bondade, liberdade! ser um pássaro como os outros.”Aquele homem vagabundo assemelha-se a este pássaro vagabundo…
E os homens ficam freqüentemente impossibilitados de fazer algo, prisioneiros de não sei que prisão horrível, horrível, muito horrível...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Homem e Ele Mesmo

Mãos que se desenham, de Escher

O homem, estando condenado a ser livre, carrega nos ombros o peso do mundo inteiro: é responsável pelo mundo e por si mesmo enquanto modo de ser (...) A responsabilidade absoluta não é resignação: é simples reivindicação lógica das consequências da nossa liberdade. O que acontece comigo acontece por mim (...) Além disso, tudo aquilo que me acontece é meu; deve entender-se, por isso, em primeiro lugar, que estou sempre à altura do que me acontece, enquanto homem, pois aquilo que acontece a um homem por causa de outros homens e por ele mesmo não pode ser senão humano. As mais atrozes situações de guerra, as piores torturas, não criam um estado de coisas inumano; não há situação inumana (...) A situação é minha por ser a imagem da minha livre escolha de mim mesmo.

Jean Paul Sartre, O ser e o nada (Vozes, S. Paulo,s.d.).

domingo, 9 de janeiro de 2011

Madona Sistina de Vassíli Grossman

Madona Sistina - de Rafael [Raffaello Sanzio/1513-14 ]
 
Essa semana, entediado desse aglomerado de coisas que me cercam, resolvi encarar novas possibilidades, não que estas coisas fossem novas, na verdade a mim são bem tradicionais.  Buscava eliminar essa sensação de clausura que cerca os indivíduos quando moram em edifícios.  A mim este dito arranha céus, tão horripilantes, causa fobia. Mas deixemos esse gosto peculiar e busquemos o que interessa. 
Como estava eu dizendo, gosto do frescor de cara nova.  Gritos, aglomerados, Mcdonald, Burg king, Saraiva, adolescentes e barulho, muito barulho.  Bem, caro leitor,  já deu pra perceber do que realmente, eu gosto; nos fim de sábado a tarde ou no domingo tedioso.  Adoro perambular pelo shopping.  Gastar sola de sapato, mesmo sem por a mão no bolso. Não me importa o nome que leva a fachada, tão pouco a classe, e ou classificação,  que o mercado empõem a loja ou ao consumidor.  A mim o que interessa são pessoas. Prefiro gente, que solidão.  E gente feliz; muito embora ache que felicidade não se compra e nem se negocia, todavia, adoro pagar as prestações a ela impostas pelos ditames da modernidade. Vitrine, beleza, essas coisas me fascinam. Não! Não sou consumista. Nem aplaudo o consumir desenfreado. Pelo nemos é  a bandeira que carrego! Antes sim, "me gusta" o novo jeito de se ver a vida. Solta, despojada e acrescentaria também, descompromissada. Claro que nem todos pensam assim. E nem estou passando com o intuito de desembaraçar questões de quem deve e quem não pode.  A intenção é outra.
 Andei, li, fofoquei, tomei milk sheik do bob´s e com a sensação de um formigueiro subindo pelas pernas resolvemos entrar em uma livraria.  Neste local entre catálogos de yoga, livros de culinária ou de arte, filosofia, econômia e moda. Deparei-me com uma edição da Piauí,  dezembro de 2010, abri deslizando os olhos por seus artigos. Parando naquilo que chamava atenção e descartando os demais. Entre pagina sim , artigo não, enquanto meu sobrinho soltava planos em meus desavisados ouvidos. Eu admirava. Claro havia partes  que me eram desinteressantes. E indagações como: como alguém pode escrever isso? Ou nunca perderia meu tempo lendo isso. Flutuavam por meus neurônios.
Numa passada de pagina misturada ao piscar de olhos deparei com ela. Fitei-a. Era majestosa a Madona Sistina. Estranho que eu, um professor de arte de uma pequena cidade no interior de Goiás, nunca a tivesse contemplado. Provavelmente sim, em épocas distantes, mas naquele momento ela me chamou atenção.  Logo a vontade de folhear foi-se pelo ralo do ar condicionado.  Comecei a ler.  O texto magnífico misturou-se a beleza da obra de Rafael.  As entonações dos parágrafos, mesmo os que passavam pelo terror da guerra, era-me de um degustar levemente adocicado; quase um gole de água  gelada em um dia quente e estando o paladar, de seu degustador,  totalmente seco.  A mulher ali retratada  era nossa mãe, nossa irmã, parceira e ao mesmo tempo amante confidente.  Audaz olho em gestos de entrega.  A mãe que se entrega.  O filho que se deixa levar. O texto falava disso. As letras me puxavam aos parágrafos como imã. E estes me levaram ao final da primeira parte sem saber o que me reservava a segunda. E por assim eu fui.
Diminui o fôlego, em determinadas partes, disparei em outras. Admirando a beleza da Madona de Rafael misturada a leveza da análise de Vassíli Grossman. A história de vida do escritor impôs se nos meandres do texto.  Bem sei que muito de sua visão artística também.  No entanto, a arte  finaliza o conjunto. O observador e suas impressões, a obra e sua história. Arte simplismente. Enquanto meus olhos corriam as linhas do texto, minha mente indagava a graduação de sofrimento do vinho das videiras destes dois grandes artistas. Não consegui responder.
  O conjunto levou-me, não só a comprar a revista, como também a imaginar o quanto algumas pessoas tratam de temas universais de uma forma tão simples. Tão despojada. Rafael e Grossman retrataram o existir do humano, suas dores, seus lamentos, alegrias, belezas, fraquezas e humanidade de uma maneira cotidiana quase trivial. Não é um divino metafísico que se mostra, nas duas obras, mas sim o humano que se declara . Ambas obras se entregam ao homem;  questionando o Ser em construção, que se ramifica sobre si mesmo. O medo, o desafio, o enfrentamento, o infinito, o finito tendo por diante o futuro são interpretações humanas. Não pertencem a um deus. O artista as utiliza como via da comunicação com o pueril existir. Nas duas obras, no texto e na figura, percebemos que os deuses emprestaram muito deles aos artistas quando os fizeram.  Dando, à estes, todo oceano de sensações. Entretanto os deuses tiveram piedade, ou covardia , e   entregaram-lhes a chave, para abrir a porta, que passa um de cada vez;  levando fim a essa angustia  solitária que se faz ao existir.
 E os deuses disseram: Crie! Meus filhos. Crie!  E  é com isso que eles vivem. Até hoje.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

EXISTENCIA E TEMPO


A vida só é curta se a coloco no patíbulo do tempo. As suas possibilidades só são limitadas se me ponho a contar o número de palavras ou livros que a morte me dará ainda tempo de acender. Mas porque me hei-de eu pôr a contar? No fundo, o tempo de nada serve, inútil instrumento de medida que só regista o que a vida já me trouxe. Na verdade nada do que é importante e acontece e me faz vivo, tem a ver com o tempo. O encontro com um ser amado, uma carícia na pele, a ajuda no momento crítico, a voz solta de uma criança, o frio gume da beleza -nada disso tem horas e minutos. Tudo se passa como se não houvesse tempo. Que importa se a beleza é minha durante um segundo ou por cem anos? A felicidade não só se situa à margem do tempo, como nega toda a relação deste com a vida.
Assim, num só movimento, liberto os ombros do peso de dois fardos: o tempo e as tarefas que teimam em me exigir. Nem a vida é mensurável, nem viver é uma tarefa. O salto do cabrito ou o nascer do sol não são tarefas. Como há-de sê-lo a vida humana - força surda a crescer na dor da perfeição? E o que é perfeito não desempenha tarefas. O que é perfeito labora em estado de repouso. É absurdo pretender que a função do mar seja exibir armadas e golfinhos. Evidentemente que o faz - mas preservando toda a sua liberdade. Que outra tarefa a do homem, senão viver? Faz máquinas? Escreve livros? Faça o que fizer, poderia muito bem fazer outra coisa. Não é isso que importa. Importa é saber-se um fim autónomo, que repousa em si mesmo como uma pedra sobre a areia.


Stig Dagerman (Suécia, 1923/1954), A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer, Fenda, Lx, 1989, pag. 20 e 21

Tradução do sueco de Paula Castro e João Daniel Ribeiro

TIRADA DE : http://filosofialogos.blogspot.com/2009/02/existencia-no-tempo.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Karl Popper e o Falsificacionismo

 O Falsificacionismo é um novo critério de demarcação científica. Ele critica o método tradicional da ciência e tem por finalidade uma nova forma de conceber a ciência. As afirmações que não podem ser falsificadas pela experiência não podem constituir-se como conhecimento científico, diz o método cientifico. Logo por exemplo: “Ou chove ou não chove” não é científico, sendo assim, a ciência estabelece que “amanhã à tarde, entre as 15h e as 18h vai chover” tornando científico um ato natural.
Popper critica estes argumentos e mostrando que: As teorias científicas que usam a experiência para confirmação, podendo nunca ser verdadeiras, nem falsas; determina o ato ou fato. Não são verdades, mas sim uma conciliação dos fatos.  Exemplo: A teoria psicanalítica afirma que todo o comportamento humano pode ser explicado pelo complexo de inferioridade.
o    O fato 1: O pai bate violentamente no filho – confirma a teoria – quer mostrar superioridade, impelido pela consciência da sua inferioridade.
o    Fato 2 : O pai é carinhoso com o filho – confirma a teoria – porque o pai revela o seu complexo de inferioridade de modo a suscitar uma reação contrária no filho.
Todos os fatos contrários são interpretados e dados como certos confirmando sempre a teoria. Com isso a ciência atual deixa dúvidas; falseabilidade. Criadas muitas vezes pela indução. 
Para Popper todas as teorias são vagas, nunca visualizam o total do ato e nada dizem acerca do mundo em sua totalidade. As teorias mais informativas são as que correm mais riscos de falsificação exemplo: A previsão amanhã vai chover entre as 15h e as 18h é mais informativa, logo mais facilmente falsificável, logo científica. Se de fato chover, revela-se que a teoria permanece verdadeira, até se revelar falsa e ser substituída por outra. Quanto mais arriscada, mais informativa, e mais facilmente falsificável. Este é o critério de separação entre as afirmações científicas e as que não são.
O filosofo vê na ciência tradicional uma falha e critica duramente o método tradicional no que se concerne “a indução”. Sobre isso ele afirma que os positivistas, para quem a observação era a fonte de toda a investigação e verificação científica, se enganaram pois, partem dos seguinte pressupostos:
o    Há uma observação neutra e pura
o    É possível registrar todo o tipo de dados empíricos.
Popper refuta totalmente estes pressupostos. Para ele não há observação neutra e pura, porque o cientista seleciona e privilegia na realidade os fenômenos que quer observar e não dá valor a outros. Toda a observação já tem uma finalidade, já está sujeita a um critério de escolha. A forma como se classifica os fatos também está sujeita a um método prévio de classificação. Assim o que vamos observar nas formigas não pode ser o mesmo que observamos nos leões. Concluindo á realidades que não são observáveis (átomos). O sujeito afeta o objeto observado.
O pensador ainda afirma que as leis científicas como são universais, não podem ser empiricamente verificáveis. Podem permanecer como conjecturas, até serem falsificadas. Sendo que o método indutivo não é suficiente para provar a universalidade porque por mais casos que se verifiquem é impossível verificar todos e as leis referem-se a todos. Por diante Karl Popper explica que o método hipotético-dedutivo constitui-se de: Formulação de hipóteses explicativas para resolver os problemas. Teste experimental às hipóteses. Nisto todo evidenciado pelo filosofo prova que a ciência não se constitui de verdades incontestáveis, como queriam os positivistas, mas de tentativas ocas de explicar o mundo e a natureza. Quer coisa mais humana?

Antonio Henrique Rosa

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CONHECER E PENSAR


   A muito se filosofa a respeito do ato de conhecer. Perguntas tais como:  como acontece o conhecer? De que maneira ele se manifesta? O que existe é tal como nos diz nossa consciência ou tem uma mistura de consciência e racionalidade na construção do ente (individuo que conhece)? Todas essas indagações tem aportunado a mente humana que busca respostas.  Sabemos que de Heráclito a Parmênides, passando por Platão a Aristóteles Indo dar com os grandes baluartes da filosofia moderna: Descartes, Hume e finalmente Kant. Todos tiveram uma visão e deram suas contribuições a construção e interpretação do conhecimento humano.
    Desde o inicio do filosofar grego e mais fortemente com Platão, afirmava-se que, aquilo que percebemos pelos sentidos, não constitui a realidade. Ela esta além dos olhar e cabe uma análise racional para que a percebamos mais do que nos dão os sentidos. Daí começa a guerra para definir a construtora da realidade e do conhecer.  A experiência a qual os gregos chamaram de empiria; ou a razão e sua racionalidade. Os empíricos donos de seu empirismo, experimental, diziam que o homem nasce como uma folha e papel em branco.  Isto é, a ação do individuo ao logo dos dias de sua existência fazem com que ele construa, através e suas experiências, seu mundo. Seu conhecimento. Os empíricos sempre confiaram no que os sentidos diziam e nas experiências que o ente tem ao lidar com esse mundo manifesto ao seu redor.
Já os Racionalistas afirmavam veementes que somente a razão pode guiar o conhecer humano. O homem tem que estar bem longe dos sentidos para estabelecer o conhecimento exato.  Os sentidos acorrentam o homem.  É através da razão e longe dos grilhões dos sentidos, que o indivíduo traz que o conhecer é completo. Para eles o visível, o palpável, o auditivo seguido do cheiro e do gosto é apenas uma parte do conhecer. Cabendo uma analise da consciência, razão, a possibilidade de veracidade, ou não, deste ato.  Os olhos tornam-se cegos distantes do ente e perto do ser.
    Foi Kant, no início da contemporaneidade, buscando dar fim a essa rixa concilia ambas. Ele agrupa as duas frentes.  E diz que o conhecer acontece na altura da mistura do racional com as experiências do ente que vive.  O modo que acontece essa experiência ligada a uma tenra e tenaz consciência faz o conhecer aparecer de maneira nítida a realidade do ente que vive. O conhecer não é, e não pode ser somente experiência, ele é mais profundo; e acontece no fundo de nossa consciência. Esta consciência possui um profundo racional atuante. E tendência a determinadas coisas.  É este racionalismo ligado ao ato dos sentidos, que cria nossas experiências e coordena nosso agir sobre o mundo.
   Vendo isto percebemos que o conhecer é uma mistura de experiência e razão. Claro que muitas vezes tendenciados a agir pela experiência. Ou mesmo agimos somente pela pobre e manipulada razão. Pois esta também sofre aprisionada numa consciência que se manifesta  em um mundo onde reina o desejo. Porém é neste mundo que existimos. E nele que nossas experiências e nossa razão coordenam nosso agir.  Nosso Ser-ai do mundo somente agrupando os as duas correntes podemos ter um vislumbre mais nítido da vida e do viver no mundo.

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