quinta-feira, 9 de setembro de 2010
CONHECER E PENSAR
A muito se filosofa a respeito do ato de conhecer. Perguntas tais como: como acontece o conhecer? De que maneira ele se manifesta? O que existe é tal como nos diz nossa consciência ou tem uma mistura de consciência e racionalidade na construção do ente (individuo que conhece)? Todas essas indagações tem aportunado a mente humana que busca respostas. Sabemos que de Heráclito a Parmênides, passando por Platão a Aristóteles Indo dar com os grandes baluartes da filosofia moderna: Descartes, Hume e finalmente Kant. Todos tiveram uma visão e deram suas contribuições a construção e interpretação do conhecimento humano.
Desde o inicio do filosofar grego e mais fortemente com Platão, afirmava-se que, aquilo que percebemos pelos sentidos, não constitui a realidade. Ela esta além dos olhar e cabe uma análise racional para que a percebamos mais do que nos dão os sentidos. Daí começa a guerra para definir a construtora da realidade e do conhecer. A experiência a qual os gregos chamaram de empiria; ou a razão e sua racionalidade. Os empíricos donos de seu empirismo, experimental, diziam que o homem nasce como uma folha e papel em branco. Isto é, a ação do individuo ao logo dos dias de sua existência fazem com que ele construa, através e suas experiências, seu mundo. Seu conhecimento. Os empíricos sempre confiaram no que os sentidos diziam e nas experiências que o ente tem ao lidar com esse mundo manifesto ao seu redor.
Já os Racionalistas afirmavam veementes que somente a razão pode guiar o conhecer humano. O homem tem que estar bem longe dos sentidos para estabelecer o conhecimento exato. Os sentidos acorrentam o homem. É através da razão e longe dos grilhões dos sentidos, que o indivíduo traz que o conhecer é completo. Para eles o visível, o palpável, o auditivo seguido do cheiro e do gosto é apenas uma parte do conhecer. Cabendo uma analise da consciência, razão, a possibilidade de veracidade, ou não, deste ato. Os olhos tornam-se cegos distantes do ente e perto do ser.
Foi Kant, no início da contemporaneidade, buscando dar fim a essa rixa concilia ambas. Ele agrupa as duas frentes. E diz que o conhecer acontece na altura da mistura do racional com as experiências do ente que vive. O modo que acontece essa experiência ligada a uma tenra e tenaz consciência faz o conhecer aparecer de maneira nítida a realidade do ente que vive. O conhecer não é, e não pode ser somente experiência, ele é mais profundo; e acontece no fundo de nossa consciência. Esta consciência possui um profundo racional atuante. E tendência a determinadas coisas. É este racionalismo ligado ao ato dos sentidos, que cria nossas experiências e coordena nosso agir sobre o mundo.
Vendo isto percebemos que o conhecer é uma mistura de experiência e razão. Claro que muitas vezes tendenciados a agir pela experiência. Ou mesmo agimos somente pela pobre e manipulada razão. Pois esta também sofre aprisionada numa consciência que se manifesta em um mundo onde reina o desejo. Porém é neste mundo que existimos. E nele que nossas experiências e nossa razão coordenam nosso agir. Nosso Ser-ai do mundo somente agrupando os as duas correntes podemos ter um vislumbre mais nítido da vida e do viver no mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário