quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A RAZÃO E A BENGALA
O fazer e o pensar, esta duas coisas tem gerado no individuo todo processo de construção de seu mundo, ou bem como, sua forma de perceber esse mundo. O fazer e sem visão, enxerga somente sua meta de fazer, técnica que possui uma finalidade "o fazer", o necessário. Já o pensar tem como função o dissecar das possibilidades, ou mesmo, o analisar a função e questionar o “para que” de tudo. Sua função dentro de um contesto existencial. Por conseguinte vemos que a ciência e a filosofia sempre tiveram suas “brigas”, pois a primeira se preocupa com o que vê, busca entender o que esta ao alcance dos olhos, dando sempre um fim prático a tudo. É sempre limitada em sua ação. É sempre individual. É o pingo na asa esquerda de um mosquito. Já a filosofia busca o análise da ação do ser-ai que cria. Sua responsabilidade ao criar. O ver holístico como um todo, uno e universal. O que esta além dos olhos, que percebe; ou ainda, como os olhos do cientista captão tal ato, ou mesmo, si captão. É Todo o mosquito, toda sua existência no mundo. Sua subjetividade, sua metafisica. Ser no mundo. Um ente jogado na existencia. Parafraseando Einstein, e usando da livre literatura, podemos dizer que a ciência sem a filosofia e sega, e a filosofia sem a ciência e manca. A filosofia é a razão pela qual a ciência se enxerga e a ciência é a bengala na qual a filosofia se apóia.
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