<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792</id><updated>2011-10-11T09:47:24.528-07:00</updated><title type='text'>TAPIOCANGA  :( Antonio Henrique :)</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6871272175055356605</id><published>2011-03-14T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T10:34:05.567-07:00</updated><title type='text'>Livro sobre a História de Pontalina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-2Mmq8A1UdFY/TX5J-VINTkI/AAAAAAAAAMM/HzYjtrI3BiE/s320/Digitalizar0002.jpg" width="228" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;BASTA CLICAR AQUI&amp;nbsp; E ESPERAR CARREGAR&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #cc0000; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=WPG86O9Z"&gt;http://www.megaupload.com/?d=WPG86O9Z&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro leitor a partir de agora está disponibilizado meu livro sobre a história de Pontalina: SANTA RITA DO PONTAL: RESGATE HISTORICO DE UM POVO. Para quem desejar saber um pouco a historia desta cidade ou talvez aprofundar os estudos históricos sobre a mesma. Lembrado sempre que quem sabe olhar o passado, entende o presente aprendendo a vislumbrar o futuro.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ninguém vai à frente sem ter certeza por onde pisou. &lt;/div&gt;Espero que gostem. &lt;br /&gt;É que o futuro venha.&lt;br /&gt;Antonio Henrique &lt;br /&gt;&lt;span id="goog_732717731"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_732717732"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6871272175055356605?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6871272175055356605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6871272175055356605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6871272175055356605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6871272175055356605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2011/03/livro-sobre-historia-de-pontalina.html' title='Livro sobre a História de Pontalina'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-2Mmq8A1UdFY/TX5J-VINTkI/AAAAAAAAAMM/HzYjtrI3BiE/s72-c/Digitalizar0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-3697266274315825120</id><published>2011-02-17T02:24:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T03:06:06.542-08:00</updated><title type='text'>Van Gogh (trecho de uma carta)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hvdSLgzZwc4/TVz4hEqODxI/AAAAAAAAAL8/sl_ZjltPMu0/s1600/goghchambre-arles.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://1.bp.blogspot.com/-hvdSLgzZwc4/TVz4hEqODxI/AAAAAAAAAL8/sl_ZjltPMu0/s320/goghchambre-arles.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quarto em Arles&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;b&gt;- &lt;/b&gt;van Gogh, outubro de 1888&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;...Depois, às vezes pode-se até ficar um pouco abstraído, um pouco sonhador. Há quem fique abstraído demais, sonhador demais; talvez seja o que ocorre comigo, mas é minha culpa. Afinal, quem sabe, não havia motivo para isto. Estava abstraído, preocupado, inquieto por uma ou outra razão, mas a gente se refaz! O sonhador às vezes cai num poço, mas dizem que logo ele se reergue.&lt;br /&gt;E o homem abstraído, em compensação, por vezes também tem sua presença de espírito. Às vezes é um personagem que tem sua razão de ser por um ou outro motivo que não distinguimos à primeira vista, ou que, na maioria das vezes, esquecemos involuntariamente. Fulano, que andou agitado como se estivesse num mar tempestuoso, chega enfim ao seu destino: um outro que parecia não valer nada e ser incapaz de exercer qualquer função acaba por encontrar uma e, ativo e capaz de agir, mostra-se totalmente outro do que parecia à primeira vista. Escrevo-lhe um pouco ao acaso o que me vem à pena, ficaria muito contente se de alguma maneira você pudesse ver em mim mais que um vagabundo.&lt;br /&gt;Acaso haverá vagabundos e vagabundos que sejam diferentes? Há quem seja vagabundo por preguiça e fraqueza de caráter, pela indignidade de sua própria natureza: você pode, se achar justo, me tomar por um destes.&lt;br /&gt;Além deste, há um outro vagabundo, o vagabundo que é bom apesar de si, que intimamente é atormentado por um grande desejo de ação, que nada faz porque está impossibilitado de fazê-lo, porque está como que preso por alguma coisa, porque não tem o que lhe é necessário para ser produtivo, porque a fatalidade das circunstâncias o reduz a este ponto, um vagabundo assim nem sempre sabe por si próprio o que poderia fazer, mas por instinto, sente: “No entanto, eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente. No que é que eu poderia ser útil, para o que poderia eu servir; existe algo dentro de mim, o que será então?”.&lt;br /&gt;Este é um vagabundo completamente diferente; você pode, se achar justo, tomar-me por um destes.&lt;br /&gt;Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: “Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada”, e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jK885_I3QZU/TVz5wx60zVI/AAAAAAAAAMA/TSKKks2uOH4/s1600/Van+Gogh+-+Campo+de+trigo+con+cuervos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-jK885_I3QZU/TVz5wx60zVI/AAAAAAAAAMA/TSKKks2uOH4/s320/Van+Gogh+-+Campo+de+trigo+con+cuervos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="color: black; font-weight: normal; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Trigal com corvos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; - Van Gogh (1890)&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;“Vejam que vagabundo”, diz um outro pássaro que passa, “esse aí é um tipo de aposentado”. No entanto, o prisioneiro vive, e não morre, nada exteriormente revela o que se passa em seu íntimo, ele está bem, está mais ou menos feliz sob os raios de sol. Mas vem a época da migração. Acesso de melancolia – “mas” dizem as crianças que o criam na gaiola, “afinal ele tem tudo o que precisa”. E ele olha lá fora o céu cheio, carregado de tempestade, e sente em si a revolta contra a fatalidade. “Estou preso, estou preso e não me falta nada, imbecis! Tenho tudo que preciso. Ah! Por bondade, liberdade! ser um pássaro como os outros.”Aquele homem vagabundo assemelha-se a este pássaro vagabundo…&lt;br /&gt;E os homens ficam freqüentemente impossibilitados de fazer algo, prisioneiros de não sei que prisão horrível, horrível, muito horrível...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-3697266274315825120?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/3697266274315825120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=3697266274315825120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3697266274315825120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3697266274315825120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2011/02/trecho-da-carta-de-van-gogh-theo.html' title='Van Gogh (trecho de uma carta)'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hvdSLgzZwc4/TVz4hEqODxI/AAAAAAAAAL8/sl_ZjltPMu0/s72-c/goghchambre-arles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-3043395492080443385</id><published>2011-02-11T09:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T09:42:03.210-08:00</updated><title type='text'>O Homem e Ele Mesmo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pEMqj0-BzQs/TVVye_Cs6RI/AAAAAAAAALg/iUvgqo3l9W8/s1600/escherdrawinghands+desenho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" src="http://2.bp.blogspot.com/-pEMqj0-BzQs/TVVye_Cs6RI/AAAAAAAAALg/iUvgqo3l9W8/s320/escherdrawinghands+desenho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Mãos que se desenham, de Escher&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem, estando condenado a ser livre, carrega nos ombros o peso do mundo inteiro: é responsável pelo mundo e por si mesmo enquanto modo de ser (...) A responsabilidade absoluta não é resignação: é simples reivindicação lógica das consequências da nossa liberdade. O que acontece comigo acontece por mim (...) Além disso, tudo aquilo que me acontece é meu; deve entender-se, por isso, em primeiro lugar, que estou sempre à altura do que me acontece, enquanto homem, pois aquilo que acontece a um homem por causa de outros homens e por ele mesmo não pode ser senão humano. As mais atrozes situações de guerra, as piores torturas, não criam um estado de coisas inumano; não há situação inumana (...) A situação é minha por ser a imagem da minha livre escolha de mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Jean Paul Sartre, O ser e o nada (Vozes, S. Paulo,s.d.).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-3043395492080443385?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/3043395492080443385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=3043395492080443385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3043395492080443385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3043395492080443385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2011/02/o-homem-e-ele-mesmo.html' title='O Homem e Ele Mesmo'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pEMqj0-BzQs/TVVye_Cs6RI/AAAAAAAAALg/iUvgqo3l9W8/s72-c/escherdrawinghands+desenho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1012505437443477383</id><published>2011-01-09T12:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T09:41:17.910-08:00</updated><title type='text'>Madona Sistina de Vassíli Grossman</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TSofbp6-XII/AAAAAAAAALQ/UbNAnkn3L4A/s1600/rafael_madona_sistina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TSofbp6-XII/AAAAAAAAALQ/UbNAnkn3L4A/s320/rafael_madona_sistina.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Madona Sistina - de Rafael [Raffaello Sanzio/1513-14&lt;/span&gt; ]&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Essa semana, entediado desse aglomerado de coisas que me cercam, resolvi encarar novas possibilidades, não que estas coisas fossem novas, na verdade a mim são bem tradicionais.&amp;nbsp; Buscava eliminar essa sensação de clausura que cerca os indivíduos quando moram em edifícios.&amp;nbsp; A mim este dito arranha céus, tão horripilantes, causa fobia. Mas deixemos esse gosto peculiar e busquemos o que interessa.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como estava eu dizendo, gosto do frescor de cara nova.&amp;nbsp; Gritos, aglomerados, Mcdonald, Burg king, Saraiva, adolescentes e barulho, muito barulho.&amp;nbsp; Bem, caro leitor,&amp;nbsp; já deu pra perceber do que realmente, eu gosto; nos fim de sábado a tarde ou no domingo tedioso.&amp;nbsp; Adoro perambular pelo shopping.&amp;nbsp; Gastar sola de sapato, mesmo sem por a mão no bolso. Não me importa o nome que leva a fachada, tão pouco a classe, e ou classificação,&amp;nbsp; que o mercado empõem a loja ou ao consumidor.&amp;nbsp; A mim o que interessa são pessoas. Prefiro gente, que solidão.&amp;nbsp; E gente feliz; muito embora ache que felicidade não se compra e nem se negocia, todavia, adoro pagar as prestações a ela impostas pelos ditames da modernidade. Vitrine, beleza, essas coisas me fascinam. Não! Não sou consumista. Nem aplaudo o consumir desenfreado. Pelo nemos é&amp;nbsp; a bandeira que carrego! Antes sim, "me gusta" o novo jeito de se ver a vida. Solta, despojada e acrescentaria também, descompromissada. Claro que nem todos pensam assim. E nem estou passando com o intuito de desembaraçar questões de quem deve e quem não pode.&amp;nbsp; A intenção é outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Andei, li, fofoquei, tomei milk sheik do bob´s e com a sensação de um formigueiro subindo pelas pernas resolvemos entrar em uma livraria.&amp;nbsp; Neste local entre catálogos de yoga, livros de culinária ou de arte, filosofia, econômia e moda. Deparei-me com uma edição da Piauí,&amp;nbsp; dezembro de 2010, abri deslizando os olhos por seus artigos. Parando naquilo que chamava atenção e descartando os demais. Entre pagina sim , artigo não, enquanto meu sobrinho soltava planos em meus desavisados ouvidos. Eu admirava. Claro havia partes&amp;nbsp; que me eram desinteressantes. E indagações como: como alguém pode escrever isso? Ou nunca perderia meu tempo lendo isso. Flutuavam por meus neurônios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa passada de pagina misturada ao piscar de olhos deparei com ela. Fitei-a. Era majestosa a Madona Sistina. Estranho que eu, um professor de arte de uma pequena cidade no interior de Goiás, nunca a tivesse contemplado. Provavelmente sim, em épocas distantes, mas naquele momento ela me chamou atenção.&amp;nbsp; Logo a vontade de folhear foi-se pelo ralo do ar condicionado.&amp;nbsp; Comecei a ler.&amp;nbsp; O texto magnífico misturou-se a beleza da obra de Rafael.&amp;nbsp; As entonações dos parágrafos, mesmo os que passavam pelo terror da guerra, era-me de um degustar levemente adocicado; quase um gole de água&amp;nbsp; gelada em um dia quente e estando o paladar, de seu degustador,&amp;nbsp; totalmente seco.&amp;nbsp; A mulher ali retratada&amp;nbsp; era nossa mãe, nossa irmã, parceira e ao mesmo tempo amante confidente.&amp;nbsp; Audaz olho em gestos de entrega.&amp;nbsp; A mãe que se entrega.&amp;nbsp; O filho que se deixa levar. O texto falava disso. As letras me puxavam aos parágrafos como imã. E estes me levaram ao final da primeira parte sem saber o que me reservava a segunda. E por assim eu fui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diminui o fôlego, em determinadas partes, disparei em outras. Admirando a beleza da Madona de Rafael misturada a leveza da análise de Vassíli Grossman. A história de vida do escritor impôs se nos meandres do texto.&amp;nbsp; Bem sei que muito de sua visão artística também.&amp;nbsp; No entanto, a arte&amp;nbsp; finaliza o conjunto. O observador e suas impressões, a obra e sua história. Arte simplismente. Enquanto meus olhos corriam as linhas do texto, minha mente indagava a graduação de sofrimento do vinho das videiras destes dois grandes artistas. Não consegui responder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O conjunto levou-me, não só a comprar a revista, como também a imaginar o quanto algumas pessoas tratam de temas universais de uma forma tão simples. Tão despojada. Rafael e Grossman retrataram o existir do humano, suas dores, seus lamentos, alegrias, belezas, fraquezas e humanidade de uma maneira cotidiana quase trivial. Não é um divino metafísico que se mostra, nas duas obras, mas sim o humano que se declara . Ambas obras se entregam ao homem;&amp;nbsp; questionando o Ser em construção, que se ramifica sobre si mesmo. O medo, o desafio, o enfrentamento, o infinito, o finito tendo por diante o futuro são interpretações humanas. Não pertencem a um deus. O artista as utiliza como via da comunicação com o pueril existir. Nas duas obras, no texto e na figura, percebemos que os deuses emprestaram muito deles aos artistas quando os fizeram.&amp;nbsp; Dando, à estes, todo oceano de sensações. Entretanto os deuses tiveram piedade, ou covardia , e &amp;nbsp; entregaram-lhes a chave, para abrir a porta, que passa um de cada vez;&amp;nbsp; levando fim a essa angustia&amp;nbsp; solitária que se faz ao existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;E os deuses disseram: Crie! Meus filhos. Crie!&amp;nbsp; E&amp;nbsp; é com isso que eles vivem. Até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1012505437443477383?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1012505437443477383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1012505437443477383' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1012505437443477383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1012505437443477383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2011/01/madona-sistina-de-vassili-grossman.html' title='Madona Sistina de Vassíli Grossman'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TSofbp6-XII/AAAAAAAAALQ/UbNAnkn3L4A/s72-c/rafael_madona_sistina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8606055405664778238</id><published>2010-09-28T10:36:00.000-07:00</published><updated>2011-02-11T10:09:47.049-08:00</updated><title type='text'>EXISTENCIA E TEMPO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q-EesxfcDOQ/TVV7XX4BomI/AAAAAAAAALk/u8Mk8H27Hx8/s1600/ampulheta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q-EesxfcDOQ/TVV7XX4BomI/AAAAAAAAALk/u8Mk8H27Hx8/s320/ampulheta.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A vida só é curta se a coloco no patíbulo do tempo. As suas possibilidades só são limitadas se me ponho a contar o número de palavras ou livros que a morte me dará ainda tempo de acender. Mas porque me hei-de eu pôr a contar? No fundo, o tempo de nada serve, inútil instrumento de medida que só regista o que a vida já me trouxe. Na verdade nada do que é importante e acontece e me faz vivo, tem a ver com o tempo. O encontro com um ser amado, uma carícia na pele, a ajuda no momento crítico, a voz solta de uma criança, o frio gume da beleza -nada disso tem horas e minutos. Tudo se passa como se não houvesse tempo. Que importa se a beleza é minha durante um segundo ou por cem anos? A felicidade não só se situa à margem do tempo, como nega toda a relação deste com a vida.&lt;br /&gt;Assim, num só movimento, liberto os ombros do peso de dois fardos: o tempo e as tarefas que teimam em me exigir. Nem a vida é mensurável, nem viver é uma tarefa. O salto do cabrito ou o nascer do sol não são tarefas. Como há-de sê-lo a vida humana - força surda a crescer na dor da perfeição? E o que é perfeito não desempenha tarefas. O que é perfeito labora em estado de repouso. É absurdo pretender que a função do mar seja exibir armadas e golfinhos. Evidentemente que o faz - mas preservando toda a sua liberdade. Que outra tarefa a do homem, senão viver? Faz máquinas? Escreve livros? Faça o que fizer, poderia muito bem fazer outra coisa. Não é isso que importa. Importa é saber-se um fim autónomo, que repousa em si mesmo como uma pedra sobre a areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stig Dagerman (Suécia, 1923/1954), A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer, Fenda, Lx, 1989, pag. 20 e 21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução do sueco de Paula Castro e João Daniel Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIRADA DE : http://filosofialogos.blogspot.com/2009/02/existencia-no-tempo.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8606055405664778238?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8606055405664778238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8606055405664778238' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8606055405664778238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8606055405664778238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/09/existencia-e-tempo.html' title='EXISTENCIA E TEMPO'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Q-EesxfcDOQ/TVV7XX4BomI/AAAAAAAAALk/u8Mk8H27Hx8/s72-c/ampulheta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1809473732881535884</id><published>2010-09-15T03:49:00.001-07:00</published><updated>2011-02-11T10:29:24.669-08:00</updated><title type='text'>Karl Popper e o Falsificacionismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ylnZUR__eFY/TVV_97cPQZI/AAAAAAAAAL0/tCbRp4oRYyU/s1600/17_01_mascaras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://2.bp.blogspot.com/-ylnZUR__eFY/TVV_97cPQZI/AAAAAAAAAL0/tCbRp4oRYyU/s320/17_01_mascaras.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;O Falsificacionismo é um novo critério de demarcação científica. Ele critica o método tradicional da ciência e tem por finalidade uma nova forma de conceber a ciência. As afirmações que não podem ser falsificadas pela experiência não podem constituir-se como conhecimento científico, diz o método cientifico. Logo por exemplo: “Ou chove ou não chove” não é científico, sendo assim, a ciência estabelece que “amanhã à tarde, entre as 15h e as 18h vai chover” tornando científico um ato natural. &lt;br /&gt;Popper critica estes argumentos e mostrando que: As teorias científicas que usam a experiência para confirmação, podendo nunca ser verdadeiras, nem falsas; determina o ato ou fato. Não são verdades, mas sim uma conciliação dos fatos.&amp;nbsp; Exemplo: A teoria psicanalítica afirma que todo o comportamento humano pode ser explicado pelo complexo de inferioridade. &lt;br /&gt;o&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O fato 1: O pai bate violentamente no filho – confirma a teoria – quer mostrar superioridade, impelido pela consciência da sua inferioridade. &lt;br /&gt;o&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fato 2 : O pai é carinhoso com o filho – confirma a teoria – porque o pai revela o seu complexo de inferioridade de modo a suscitar uma reação contrária no filho. &lt;br /&gt;Todos os fatos contrários são interpretados e dados como certos confirmando sempre a teoria. Com isso a ciência atual deixa dúvidas; falseabilidade. Criadas muitas vezes pela indução.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Para Popper todas as teorias são vagas, nunca visualizam o total do ato e nada dizem acerca do mundo em sua totalidade. As teorias mais informativas são as que correm mais riscos de falsificação exemplo: A previsão amanhã vai chover entre as 15h e as 18h é mais informativa, logo mais facilmente falsificável, logo científica. Se de fato chover, revela-se que a teoria permanece verdadeira, até se revelar falsa e ser substituída por outra. Quanto mais arriscada, mais informativa, e mais facilmente falsificável. Este é o critério de separação entre as afirmações científicas e as que não são. &lt;br /&gt;O filosofo vê na ciência tradicional uma falha e critica duramente o método tradicional no que se concerne “a indução”. Sobre isso ele afirma que os positivistas, para quem a observação era a fonte de toda a investigação e verificação científica, se enganaram pois, partem dos seguinte pressupostos: &lt;br /&gt;o&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há uma observação neutra e pura &lt;br /&gt;o&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É possível registrar todo o tipo de dados empíricos. &lt;br /&gt;Popper refuta totalmente estes pressupostos. Para ele não há observação neutra e pura, porque o cientista seleciona e privilegia na realidade os fenômenos que quer observar e não dá valor a outros. Toda a observação já tem uma finalidade, já está sujeita a um critério de escolha. A forma como se classifica os fatos também está sujeita a um método prévio de classificação. Assim o que vamos observar nas formigas não pode ser o mesmo que observamos nos leões. Concluindo á realidades que não são observáveis (átomos). O sujeito afeta o objeto observado. &lt;br /&gt;O pensador ainda afirma que as leis científicas como são universais, não podem ser empiricamente verificáveis. Podem permanecer como conjecturas, até serem falsificadas. Sendo que o método indutivo não é suficiente para provar a universalidade porque por mais casos que se verifiquem é impossível verificar todos e as leis referem-se a todos. Por diante Karl Popper explica que o método hipotético-dedutivo constitui-se de: Formulação de hipóteses explicativas para resolver os problemas. Teste experimental às hipóteses. Nisto todo evidenciado pelo filosofo prova que a ciência não se constitui de verdades incontestáveis, como queriam os positivistas, mas de tentativas ocas de explicar o mundo e a natureza. Quer coisa mais humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Henrique Rosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1809473732881535884?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1809473732881535884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1809473732881535884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1809473732881535884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1809473732881535884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/09/karl-popper-e-o-falsificacionismo.html' title='Karl Popper e o Falsificacionismo'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ylnZUR__eFY/TVV_97cPQZI/AAAAAAAAAL0/tCbRp4oRYyU/s72-c/17_01_mascaras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6530204724075007701</id><published>2010-09-09T05:59:00.001-07:00</published><updated>2011-02-15T10:12:52.096-08:00</updated><title type='text'>CONHECER E PENSAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oFC675oisho/TVV8Ra8zZ5I/AAAAAAAAALo/4aVD5nLTHh4/s1600/pensar-12.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-oFC675oisho/TVV8Ra8zZ5I/AAAAAAAAALo/4aVD5nLTHh4/s320/pensar-12.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A muito se filosofa a respeito do ato de conhecer. Perguntas tais como:&amp;nbsp; como acontece o conhecer? De que maneira ele se manifesta? O que existe é tal como nos diz nossa consciência ou tem uma mistura de consciência e racionalidade na construção do ente (individuo que conhece)? Todas essas indagações tem aportunado a mente humana que busca respostas.&amp;nbsp; Sabemos que de Heráclito a Parmênides, passando por Platão a Aristóteles Indo dar com os grandes baluartes da filosofia moderna: Descartes, Hume e finalmente Kant. Todos tiveram uma visão e deram suas contribuições a construção e interpretação do conhecimento humano. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desde o inicio do filosofar grego e mais fortemente com Platão, afirmava-se que, aquilo que percebemos pelos sentidos, não constitui a realidade. Ela esta além dos olhar e cabe uma análise racional para que a percebamos mais do que nos dão os sentidos. Daí começa a guerra para definir a construtora da realidade e do conhecer.&amp;nbsp; A experiência a qual os gregos chamaram de empiria; ou a razão e sua racionalidade. Os empíricos donos de seu empirismo, experimental, diziam que o homem nasce como uma folha e papel em branco.&amp;nbsp; Isto é, a ação do individuo ao logo dos dias de sua existência fazem com que ele construa, através e suas experiências, seu mundo. Seu conhecimento. Os empíricos sempre confiaram no que os sentidos diziam e nas experiências que o ente tem ao lidar com esse mundo manifesto ao seu redor. &lt;br /&gt;Já os Racionalistas afirmavam veementes que somente a razão pode guiar o conhecer humano. O homem tem que estar bem longe dos sentidos para estabelecer o conhecimento exato.&amp;nbsp; Os sentidos acorrentam o homem.&amp;nbsp; É através da razão e longe dos grilhões dos sentidos, que o indivíduo traz que o conhecer é completo. Para eles o visível, o palpável, o auditivo seguido do cheiro e do gosto é apenas uma parte do conhecer. Cabendo uma analise da consciência, razão, a possibilidade de veracidade, ou não, deste ato.&amp;nbsp; Os olhos tornam-se cegos distantes do ente e perto do ser.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi Kant, no início da contemporaneidade, buscando dar fim a essa rixa concilia ambas. Ele agrupa as duas frentes.&amp;nbsp; E diz que o conhecer acontece na altura da mistura do racional com as experiências do ente que vive.&amp;nbsp; O modo que acontece essa experiência ligada a uma tenra e tenaz consciência faz o conhecer aparecer de maneira nítida a realidade do ente que vive. O conhecer não é, e não pode ser somente experiência, ele é mais profundo; e acontece no fundo de nossa consciência. Esta consciência possui um profundo racional atuante. E tendência a determinadas coisas.&amp;nbsp; É este racionalismo ligado ao ato dos sentidos, que cria nossas experiências e coordena nosso agir sobre o mundo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vendo isto percebemos que o conhecer é uma mistura de experiência e razão. Claro que muitas vezes tendenciados a agir pela experiência. Ou mesmo agimos somente pela pobre e manipulada razão. Pois esta também sofre aprisionada numa consciência que se manifesta&amp;nbsp; em um mundo onde reina o desejo. Porém é neste mundo que existimos. E nele que nossas experiências e nossa razão coordenam nosso agir.&amp;nbsp; Nosso Ser-ai do mundo somente agrupando os as duas correntes podemos ter um vislumbre mais nítido da vida e do viver no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6530204724075007701?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6530204724075007701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6530204724075007701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6530204724075007701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6530204724075007701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/09/conhecer-e-pensar.html' title='CONHECER E PENSAR'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oFC675oisho/TVV8Ra8zZ5I/AAAAAAAAALo/4aVD5nLTHh4/s72-c/pensar-12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6065357450633158342</id><published>2010-09-08T03:39:00.001-07:00</published><updated>2011-02-11T10:18:11.670-08:00</updated><title type='text'>A RAZÃO E A BENGALA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-p7xm3h__6yw/TVV9W7KSJ3I/AAAAAAAAALs/7r5yp-Vvx1U/s1600/cafe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-p7xm3h__6yw/TVV9W7KSJ3I/AAAAAAAAALs/7r5yp-Vvx1U/s320/cafe.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O fazer e o pensar, esta duas coisas tem gerado no individuo todo processo de construção de seu mundo, ou bem como, sua forma de perceber esse mundo. O fazer e sem visão, enxerga somente sua meta de fazer, técnica que possui uma finalidade "o fazer", o necessário. Já o pensar tem como função o dissecar das possibilidades, ou mesmo, o analisar a função e questionar o “para que” de tudo. Sua função dentro de um contesto existencial. Por conseguinte vemos que a ciência e a filosofia sempre tiveram suas “brigas”, pois a primeira se preocupa com o que vê, busca entender o que esta ao alcance dos olhos, dando sempre um fim prático a tudo. É sempre limitada em sua ação. É sempre individual.&amp;nbsp; É o pingo na asa esquerda de um mosquito. Já a filosofia busca o análise da ação do ser-ai que cria. Sua responsabilidade ao criar. O ver holístico como um todo, uno e universal.&amp;nbsp; O que esta além dos olhos, que percebe; ou ainda, como os olhos do cientista captão tal ato, ou mesmo, si captão. É Todo o mosquito, toda sua existência no mundo. Sua subjetividade, sua metafisica. Ser no mundo. Um ente jogado na existencia. Parafraseando Einstein, e usando da livre literatura, podemos dizer que a ciência sem a filosofia e sega, e a filosofia sem a ciência e manca.&amp;nbsp; A filosofia é a razão pela qual a ciência se enxerga e a ciência é a bengala na qual a filosofia se apóia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6065357450633158342?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6065357450633158342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6065357450633158342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6065357450633158342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6065357450633158342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/09/razao-e-bengala.html' title='A RAZÃO E A BENGALA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-p7xm3h__6yw/TVV9W7KSJ3I/AAAAAAAAALs/7r5yp-Vvx1U/s72-c/cafe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-643838335262034206</id><published>2010-06-18T11:00:00.001-07:00</published><updated>2011-02-11T10:33:17.937-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q0xvc9gkifQ/TVWA4961xzI/AAAAAAAAAL4/uTQeFeQ9L0s/s1600/saramago_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q0xvc9gkifQ/TVWA4961xzI/AAAAAAAAAL4/uTQeFeQ9L0s/s320/saramago_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;O mundo fica mais pobre de conciência com a morte de Saramago &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pensar, pensar&lt;br /&gt;Junho 18, 2010 por Fundação José Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-643838335262034206?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/643838335262034206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=643838335262034206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/643838335262034206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/643838335262034206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/06/pensar-pensar-junho-18-2010-por.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q0xvc9gkifQ/TVWA4961xzI/AAAAAAAAAL4/uTQeFeQ9L0s/s72-c/saramago_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4967927486950871945</id><published>2010-06-15T06:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T12:31:09.539-07:00</updated><title type='text'>ARTE  CIMENTO NA ALEMANHA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arte é capaz de promover a revolução? Qual seria o papel da arte numa revolução? Analisando o processo histórico Alemão vemos que ocorreu, durante o século XIX em particular, uma “revolução silenciosa” tendo a arte como carro chefe. Muito embora a arte não possua poder para uma transformação radical, política e assim criar um estado, como o Estado Alemão, podemos dizer que ela se tornou naquele século o grito de um país que queria nascer onde quase não havia espaço ou possibilidades para isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Arte foi a voz utilizada, por nacionalistas como Winckelmann, Goethe, Wagner e outros, todos burgueses de plantão, diga-se de passagem, do fragmentado espaço germânico na Europa. Naquela altura o "Zollverein" unia pequenos estados germânicos formando uma aliança aduaneira entorno da Prússia na esperança de concorrer com os grandes, ampliando assim seus mercados. A estética representava a chave que possibilitaria abrir o cofre do ego germânico à vontade de se unir em um estado unificado. Formando assim um Estado nação, que pudesse concorrer com as potências, Inglaterra e França, já há anos unificadas por revoluções políticas. No seio da elite germânica estava a vontade de união, mas faltava algo que amplificasse este grito contido das elites.&amp;nbsp; Precisava de uma melodia harmoniosa que se fizesse aos ouvidos do povo. Incluso neste estava o nascente proletariado filho da já avançada revolução industrial naquela região. É neste contesto a arte entra na historia como cimento ideológico unindo e dando forma a algo ainda disforme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;A Arte não é capaz de promover uma revolução por si só. Ela não possui armas e nem meios físicos&amp;nbsp; para isto, todavia, ela é capaz de fomentar sonhos. Neste sentido, e no caso alemão particularmente, a arte foi o meio ideológico que se fez veículos da burguesia ansiosa por uma adesão para ganho e lucros ainda maiores. Não podemos deixar de falar da cultura e nos símbolos que eram comuns entre germânicos. Este fato possibilitou uma ressonância maior da arte, como ideologia unificante.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Estética foi um veiculo ideológico pesado, crescendo em todas as direções, formando uma “consciência nacional”, um sentido de irmandade, onde antes não havia, para a ascensão do Estado Alemão. Dando sentido a algo que não possuía sentido. Ela foi capar de acalentar idéias no ego de um povo outrora dividido. Ecoando o grito Alemanha por toda “raivosa” Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antonio Henrique Rosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4967927486950871945?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4967927486950871945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4967927486950871945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4967927486950871945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4967927486950871945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/06/arte-como-cimento-na-alemanha-arte-e.html' title='ARTE  CIMENTO NA ALEMANHA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6223421292841216628</id><published>2010-05-07T17:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T10:28:29.329-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;VEJO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além do&lt;br /&gt;substantivo &lt;br /&gt;O adjetivo&lt;br /&gt;Do subjuntivo&lt;br /&gt;O indicativo&lt;br /&gt;Do&amp;nbsp; barulho&lt;br /&gt;Um silêncio&lt;br /&gt;definitivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6223421292841216628?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6223421292841216628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6223421292841216628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6223421292841216628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6223421292841216628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/05/vejo-alem-do-substantivo-o-adjetivo-do.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5989038996980930407</id><published>2010-05-06T11:05:00.001-07:00</published><updated>2010-05-07T18:03:00.579-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="color: #999999; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Absoluto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;O que a intuição diz &lt;br /&gt;me&amp;nbsp;destoa&lt;br /&gt;adiante apenas&lt;br /&gt;o som do silêncio&lt;br /&gt;atordoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5989038996980930407?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5989038996980930407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5989038996980930407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5989038996980930407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5989038996980930407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/05/absoluto-o-que-intuo-me-cega-o-que.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2612708454350733971</id><published>2010-05-04T03:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T17:54:01.864-07:00</updated><title type='text'>Catinga</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: blue;"&gt;&lt;span style="background-color: #d0e0e3;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede &lt;br /&gt;O branco retinto&lt;br /&gt;O comum&lt;br /&gt;O negro  distinto&lt;br /&gt;Qualquer  um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede &lt;br /&gt;O bonito &lt;br /&gt;O bombado &lt;br /&gt;O atleta &lt;br /&gt;O drogado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede &lt;br /&gt;O Bush &lt;br /&gt;O Lula&lt;br /&gt;O Dalai-lama  &lt;br /&gt;O Obama &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede &lt;br /&gt;O rico&lt;br /&gt;O professor&lt;br /&gt;O pobre &lt;br /&gt;O diretor   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede &lt;br /&gt;O burguês&lt;br /&gt;O proprietário&lt;br /&gt;O salário   &lt;br /&gt;O operário  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede&lt;br /&gt;A fé &lt;br /&gt;O Clamor  &lt;br /&gt;O padre &lt;br /&gt;O pastor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fede&lt;br /&gt;Paulo&lt;br /&gt;Ana &lt;br /&gt;Bento &lt;br /&gt;Joana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Henrique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2612708454350733971?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2612708454350733971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2612708454350733971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2612708454350733971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2612708454350733971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/05/catinga.html' title='Catinga'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-9005356769667194984</id><published>2010-05-03T06:28:00.001-07:00</published><updated>2010-05-07T17:31:53.983-07:00</updated><title type='text'>DRUMmond</title><content type='html'>Todo homem é mundo&lt;br /&gt;Todo mundo é fundo &lt;br /&gt;Mundo das dores &lt;br /&gt;Dasdores e seu mundo &lt;br /&gt;Mundo sem fundo &lt;br /&gt;Nos fundos do mundo &lt;br /&gt;Todo ser é mudo &lt;br /&gt;Sujismundo&lt;br /&gt;Ou seria Raimundo?  &lt;br /&gt;Se o mundo não fosse fundo&lt;br /&gt;Não daria mundo&lt;br /&gt;Daria rima &lt;br /&gt;Metrificação  &lt;br /&gt;Entretanto mundo é mundo &lt;br /&gt;Daí a indignação&lt;br /&gt;Please Drummond &lt;br /&gt;Qual solução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Henrique&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-9005356769667194984?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/9005356769667194984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=9005356769667194984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/9005356769667194984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/9005356769667194984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/05/drummond.html' title='DRUMmond'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-967563960078633319</id><published>2010-04-23T09:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T08:33:33.340-07:00</updated><title type='text'>Um Vazio</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TUZq8d7cx5c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TUZq8d7cx5c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Um vazio cheio&lt;br /&gt;de descalço calçada. &lt;br /&gt;Um cerrado ralo &lt;br /&gt;de floresta encorpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esparso de aperto &lt;br /&gt;das pedras batida. &lt;br /&gt;No terreiro goiano&lt;br /&gt;socada espremida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezada vida &lt;br /&gt;quem ti louva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosário de lagrimas &lt;br /&gt;de gente sofrida!&lt;br /&gt;Sólida ilusão.&lt;br /&gt;Esfarela no vento&lt;br /&gt;sertanejo astronauta &lt;br /&gt;morador da lua.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Vai viajar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando for&lt;br /&gt;tire os sapatos.&lt;br /&gt;busca a palavra &lt;br /&gt;De certezas&amp;nbsp; dúbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ti cerca?&lt;br /&gt;Tristeza, alegria&lt;br /&gt;ou dúvida que agonia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grade de vidro?&lt;br /&gt;joga pedra&lt;br /&gt;quebrante. &lt;br /&gt;Cegado tu estás&lt;br /&gt;ofegante.&lt;br /&gt;De olhos teimosos e asas de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o dia!&lt;br /&gt;Já nasceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilo na vida?&lt;br /&gt;Depois do "0" vem o "1".&lt;br /&gt;Matemática atordoante.&lt;br /&gt;Isto ti seduz&lt;br /&gt;né? &lt;br /&gt;Ser obstinante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-967563960078633319?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/967563960078633319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=967563960078633319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/967563960078633319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/967563960078633319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='Um Vazio'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6248439374309418995</id><published>2010-04-16T06:59:00.001-07:00</published><updated>2010-05-07T09:24:59.464-07:00</updated><title type='text'>A Perereca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo trieiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentia-se presa ao passado. No turbilhão que se formou, cada elo deste girava trazendo pergunta ou justificativa para tudo. Nas dúvidas, optou por continuar todo planejado. Nas perguntas, ela não conseguia as respostas que a saciava. Disto surgia mais e mais em uma corrente sem fim. E pensava. Como será a princesa? Será que estes brotos curam mesmo? Como era o nome do reino? Posso confiar naquela danada da gameleira? Esquecendo tão rápido quanto lembrara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O longo caminhar desembocou em uma vereda cheia de buritis. Donde uma mina  jorrava um imenso olho d`água lançando litros do liquido limpo e fresco. Na mente da jovem moça, aparece a sede, provocada pelo sol, que já nascera quente. Procura uma maneira de matar o que a incomodava por ali mesmo.  Logo encontra uma enorme moita de taioba. Apanha uma folha verde e grande; dobra fazendo um copo luzente e brilhoso. Essa técnica apreendera de suas andanças com o pai pelas matas. Ajoelha-se. Enquanto mergulha o verde copo no poço que se formou entorno do olho pujante de água.  Dele retira os primeiros goles refrescando-se, repetindo outras vezes, dando fim a secura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí! Não beba dessa água garota.  Cai fora. Dizia a voz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A jovem do vestido rasgado, ignorando o aviso bebia, bebia e bebia. E bebendo olhou  seu reflexo nágua. No mesmo instante, começou a viajar. Enxergando os momentos bons. Ou os ruins que buscava esquecer. Tão real quanto ela havia imaginado. Tão sensível que a fazia rir e chorar. Não conteve o desejo de tocar. Levou a mão. Foi esticando os dedos tentando apalpar.  Queria sentir.  Abraçar suas visões. Mas todas as coisas se evaporavam na superfície da água. Na tempestade de sentimentos que formou o prazer levava a dor, em um circulo, de mãos dadas, debochava da pobre razão. Foi então que se deitou abeira do poço. Ficando imóvel. Hipnotizada pelas imagens. Perdeu-se. Não havia nela vontade de se levantar. E se tivesse; a força lhe faltava. Estava vencida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Garota. Ta me ouvindo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou... Aqui esta tão bom...  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caraça! Véi. Tu tá na moió noiá! Escuta aqui ôooo garota! Isso ai é o maió bafo de cobra. Sai daí. Ta ouvindo? Nada disto é real. Cai fora. Insistia a voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa eu ficar só um pouquinho mãe. Quero brincar mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que mãe! Que nada.  Olha o seu tamanho. Não sei se um mulherão desse brinca. Tu tá é doidona. Garota tu é a maió pisada. Aí. Vô! Tê que apela contigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Catiti imaginava-se cavalgando em um dia ensolarado por uma planície aberta. Alguém planava a sua frente em um cavalo branco, de crina imponente.  Que balançava ao vento como seda. As partes pratas da ariata do cavaleiro ofuscavam o olhar de qualquer ângulo. Catiti sobre uma égua apalusa. Corria em pelo. Deslizando com o vento agarrada a clina. Seus cabelos soltos eram acariciados pelo ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensara nos desejos. Depois já não pensava nada. Apenas gozava o prazer do momento. Em seu intimo torcia, com todas as forças. Para ser Rudá. O cavaleiro enigmático parou. O animal que o trazia bufava suado. Escorrendo saliva que espumara o contorno da boca, amaciando-lhe o freio entre os dentes. Catiti parara passiva. Sentido apenas o respirar ofegante de sua égua. Um salto tira-o da sela. Libertando o peso das costas de quem o trazia. A rédea deixa solta. Levado o animal decidir o que fazer a partir de então. Apeia. Quero lhe ver direito. Ouvindo essa voz Catiti vai ao chão, tão rápido quanto pode. Abraçando a saudade de tudo que esperava. Tentando ver nele quem a cobiça queria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filha teu lugar não é aqui. E com estas palavras a jovem percebe de quem se tratava. Você tem que cumprir sua jornada. Mas! Pai. Eu queria voltar pra casa com você. Diz Catiti, decepcionada ansiando por um abraço de “sim”. Porém, o abraço não veio. Ao invés dele, uma mão fria toca-lhe o rosto. E acariciando-lhe o ego diz. Seu lugar não é aqui, minha menina. Vá cumpri sua sina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que Catiti tentasse contradizer-lhe tudo evaporou. No lugar do toque da mão permaneceu um frio pregado a face que lhe retomou a consciência. Tão logo quanto pode, abril os olhos; dando de cara com aquilo. Um grito de horror provoca-lhe impulso de passar a mão pelo rosto ao mesmo tempo em que faz a dança do “sai pra lá”. Atirando longe o monstro que a atacava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Credo! Sai pra lá coisa feia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí!  Acho que mereço um obrigado em.... Diz o bicho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assustada Catiti retruca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Éca! Você é uma perereca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você é uma pelelecaaaaa.... Não tem nada melhor pra falar não? Claro que sou perereca. O que esperava? Um elefante. Posso ser perereca.....Eu seiiii. Aí!  Mais sou espada viu. Me chamo Porang. Ao seu dispor. Não vai me agradecer? Ti livrei da maio roubada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conversa começou deste ato. Catiti notou que estava em frente a um ser amigo, mesmo este sendo tão estranho a ela e desgostando da ideia.  Deu trela a conversa, que no início se mostrou agradável e engraçada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perereca macho? Essa é nova pra mim. É engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai! Qual é garota. Você podia ao menos me agradecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro! Desculpa. Obrigado Seo Porang....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é melhor! Garota tu tava numa fria. Ainda bem que eu apareci e ti tirei de lá. Quase foi engolida pelo poço das lembranças. Este poço já matou muitos sabia? Que ta fazendo por aqui? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;To meio perdida, quero ir para o Reino dos Namby. Não sei onde é. E nem como chegar lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinistro! Aí. Posso ir com você? Eu sei como chegar lá. Posso... ?Posso? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto tenta convencer a moça, pulava de folhe em folha. Numa intensidade tamanha que Catiti gritou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para. Fique quieto enquanto esta falando. Pode. Mas... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você é uma perereca minúscula, verde e que usa gravata. Como vai saber chegar lá? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hei! Sai dessa. Aí. Pior é você, toda rasgada e suja. Acha que o rei vai dar moral pra você? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai sim. Eu tenho uma coisa que ele quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há. É? Então. Deixa eu ir. Eu me escondo. Fica sabendo que sou excelente guia. E um ótimo guarda costa. Viu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ha, ha!! Por que eu precisaria de um guarda costa? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei lá. Nunca se sabe né? Nesse mundo louco de hoje em dia. Deixa eu ir vai. Além do mais você não sabe onde fica Namby. Certo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo. Espertinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí tu precisa de mim. Correto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É! Nisto você tem razão.  Esta bem. Você vai.  Mas vê se não me arruma encrenca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demoro! Ai. Eu serei seu amuleto da sorte. Tu vai ver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim espero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por diante o papo se desprendeu.  Porang se mostrou um falador inveterado. Falava sobre tudo. Tanto que Catiti ficou com dor de cabeça por tantas perguntas. Primeiro ele queria saber se podia subir no ombro de Catiti. Depois de instalado, por sinal bem próximo ao ouvido da moça, ele soltava no mínimo umas oitocentas palavras por minuto. Foram tantas que a moça o interrompeu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hei! Devagar. Fale menos. Estou ficando tonta. Me dê a chance de pelo menos tentar responder algumas de suas perguntas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Catiti  respondeu algumas, outras não. O importante é que foi soltando as histórias aos poucos. Esvaziando uma mente que estava cheia; precisando de espaço para guardar novas coisas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ta bom. Diz ai garota. Por que tu ta querendo ir no Reino dos Namby? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom pra início de conversa meu nome não é garota.  Me chamo Catiti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manero! Seu nome. Aí!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, eu to indo fazer uma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que trabulho é esse, que tu ta indo fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra uma perereca você é bem curioso Seo Porang!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz parte. Eu apenas to tentado ser agradável. Atencioso e gentil. Um acompanhante charmoso e simpático. Inteiramente submisso. Ao seu dispor; eu diria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ahmmm...Sei!! De tanto ser agradável e submisso o inhambu ficou rabicó. Sabia? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rilex gata! Os inhambus são todos doidos. Bando de desesperados. Correndo de um lado pro outro. Nós sapos é que somos a espécie mais apta. Centrados. Damos nossos pulos por necessidade e não por esperteza.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sapo? Quem disse que você é um sapo? Você é uma perereca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei! Mas pertenço a espécie. Lembra? Diz ai. O que tu procurando lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou indo levar um remédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra princesa? Aí. Dizem que ela ta nas ultimas. Né vei? Sinistro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então... Estou indo levar esses brotos para dar a ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto fala, leva a mão no bolso, retirando dele os brotos já murchos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu não ta pensando em curar a princesa com esses brotinhos murchos.  Ta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro! São brotos mágicos. Não é o que parece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É! Eu sei. Nada nesse mundo é o que parece ser. Né? Uma garota pobre e surja. Com um vestido rasgado. Trazendo brotos murchos nos bolsos, pra curar uma princesa. Quer entrar em um palácio e espera ser recebida pelo rei? Garota tu é mais loca que eu pensava. Aí! Gostei de tu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja pelo lado bom, pelo menos não sou verde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É! Ninguém é perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçadinho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a conversa, a distancia diminuiu-se dissolvendo no tempo.  Com Porang, Catiti avistou os portões da entrada do Reino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto de Antonio Henrique&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6248439374309418995?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6248439374309418995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6248439374309418995' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6248439374309418995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6248439374309418995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/04/perereca.html' title='A Perereca'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4100854024981200576</id><published>2010-01-28T12:52:00.001-08:00</published><updated>2010-05-07T09:28:27.284-07:00</updated><title type='text'>O Encantado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q1iqYxqOI/AAAAAAAAAJs/FK-6hMd8jqo/s1600-h/catiti+lavando.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434355507474311394" src="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q1iqYxqOI/AAAAAAAAAJs/FK-6hMd8jqo/s400/catiti+lavando.JPG" style="cursor: pointer; display: block; height: 283px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia tempos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contavam-se muitas estórias de encantamento e de sonhos, e essa é uma delas. Trabalhavam em uma fazenda um casal, muito pobre. Viviam lida do dia -a- dia, tinham vários filhos entre eles, destacava-se uma filha, deram-na o nome Catiti, nome de avó tupi; menina bonita de pele morena, cabelos lisos e negros como a noite sem luar, olhos claros e brilhantes, semblante alegre, altiva e esperta que por aquela altura, tinham seus doze anos completos, já mocinha, sempre sonhando sonhos de mulher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia sim- dia -não Catiti ia ao rio lavar as roupas da família, às vezes cantarolava pelo caminho, não pela alegria da lavagem pois não gostava muito da imposição da mãe pelo serviço, outrossim, necessidade de espantar seus medos de menina moça. O rio sempre caudaloso, com grandes barras e ribanceiras a erguer-se por suas margens trançadas por raízes de todos os tamanhos e tipos a beber de suas águas. Raízes sustentavam enormes árvores, em seus galhos pássaros zuretando uns aos outros. Formando assim algazarra de cantos com o barulho das águas a correr. Seu pai havia preparado-lhe uma barra, fizera “picagem” na vegetação, abrira clareira na margem, tirou terra colocou pedra, onde o rio fazia rebojo raso, local de leito pedregoso ancorado por enormes raízes do tipo que se Catiti entrasse nas águas lhe cobririam apenas os pés e tornozelos. Fazendo sombra a isso tudo uma frondosa gameleira com enormes galhos e raízes descobertas.  Às vezes Catiti, entretida na lavagem, escutava vozes, não muitas, parecia sempre ser uma só, sopro do vento, a fazer-lhe sempre um convite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Catiti...”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vem comigo...” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vem comigo Catiti para Emunah...”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconfiada e assustada, resmungava sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou de jeito nenhum... Não vou largar minha mãe e meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos Catiti... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos!...Eu te dou uma casa; lá você terá de tudo, que você quiser, comida, roupas, jóias. Não vai precisar trabalhar nunca Catiti. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com muito custo à voz foi convencendo Catiti a aceitar seu convite. Porém havia um entrave, disse a voz: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh! Catiti... Feche os olhos, você não poderá ver o caminho, não pode ver nada; até chegarmos lá.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizendo isso a voz some, e um silêncio cortante envolve o lugar, aparecendo repentinamente um pássaro voando em sua direção, parando acima dela agarrou-a e a levou. Seus olhos, mesmo que querendo não permaneceram abertos, foram se fechando, um profundo sono abateu sobre ela, ficando na lembrança somente um fio de luz, intangível a transpassar suas retinas, adormeceu.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais desesperados, com o sumiço de Catiti, saíram todos a procurar nos vizinhos ou por onde houvesse sinais dela ou de quem a visse.     &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pássaro sobrevoando uma enorme casa, foi logo dando sinais de pouso. Catiti quase lúcida, já passando o estágio de dormência acordara, via a cena. Era uma velha casa, com enormes varandas a circundar, dava a impressão que lá muito ninguém a habitava, algumas partes já estavam em ruínas.  A grande ave a deixou em uma enorme entrada, por instantes  esquecera que queria, observar o pássaro, não o vira direito. Deixou pra lá, estava assustada com a casa, “devia ser muito bonita”, pensou Catiti.  Mesmo velha via que se era bem feita, com colunas de aroeiras, bem torneadas, grandes e fortes já apodrecidas pelo tempo. Um enorme assoalho era seu piso. Algumas árvores cresceram bem perto das paredes rachando-as  danificando suas estruturas,  janelas eram muitas, todas pareciam estar abertas a um bom tempo. Catiti não fizera de rogada, foi logo entrando pelos portais cheios de detalhes, estava curiosa com que encontraria dentro. Espanto, essa era Catiti ao ver na sala o que a esperava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha de tudo enquanto pudera imaginar em sua cabeça de criança moça; diversão, comida, beleza em uma enorme mesa, nem parecia ser aquela tapera que se via do lado de fora.  Cortinas enfeitando as janelas e paredes, móveis nunca vistos por ela, tapetes a ofuscar intenso brilho do assoalho, marcado por seus pés descalços.  Caminhou para uma anti-sala, nela estava uma grande mesa com doces, bolos, biscoitos, assados e pratos que nunca vira ou ouvira falar.  Uma cadeira solitária ao lado com um vestido de cor branca como flor de cafezal novinho, ainda cheirando a entretela, com enormes rendas e bordados a cair pela saia a esperava; aos pés desta cadeira, um lindo sapatinho enfeitado por uma rosa. No meio da mesa um castiçal de três velas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz a falar a ela mansamente, dizendo: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre Catiti, observe e me diga se esta tudo a seu gosto?  Pergunta a voz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coma e brinque o quanto quiser, tudo isso é pra você.  Troque suas roupas, vista esse vestido branco sobre a cadeira, a noite vem chegando e esta frio, hoje a festa e sua. A festa de uma só. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não está aqui? Onde você está? Apareça. Não ficará comigo? Tenho medo de ficar sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Catiti interrompendo repentinamente a voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Solidão Catiti, coisa que lá muito me acompanha, será também sua melhor amiga de hoje em diante; entretanto te darei uma companhia pra conversar, todos os dias uma ave vira te visitar mas será somente durante o dia, durante a noite estará sozinha.   O pássaro será seu amigo, tudo que contar a ele estará dizendo a mim. Não precisa ficar com medo, nada lhe acontecerá, não lhe farei mal algum, te observo há tempos.  Não se preocupe, não acontecerá nada contigo, eu te amo minha menina.  Deixarei o tempo fazer sua parte. Você só me verá quando for crescida enquanto isso, aguardo a sua decisão de aceitar meu convite de casamento que faço agora. Esta casa é um mundo mágico onde eu sou o senhor. O tempo pra você tem pressa e importância, já para mim, de nada adianta. Dentro destas paredes todos seus sonhos e desejos se realizarão basta pedir. Você não está presa pode ir quando quiseres. Quanto a mim, carrego uma maldição, por isso não posso te ver. Pronto, já lhe disse o que posso com o tempo descobrirás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizendo assim, a voz sumiu, Catiti ficou sozinha, assustada com tudo aquilo,  em um mundo desconhecido, sentia vontade de chorar, seus olhos lagrimejados, piscavam como faróis acessos buscando clarear a noite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casamento ! Mas ... Não disse nada à voz, não sabia o nome dela, apenas imaginava que fosse um rapaz muito bonito, pensando assim se acalmava. Comeu, brincou, enquanto o tempo passava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez ela possa me dizer que lugar é esse, ou mesmo, de quem é essa voz. Pensou ela já levantando em direção a ave. Era uma bonita ave, nunca tinha visto ave igual, parecia uma arará, tinha grandes asas e bico apontando para baixo, asas de cor cinza, tão grandes que quando abrira a envergadura tinha mais de metro, suas garras eram afiadas; Catiti mesmo sem entender de aves, logo vira que era animal de caça, sobre sua cabeça um penacho azul tornava a ave imponente. Aproximou-se dela, quis tocá-la, desistiu ficou assustada, o pássaro era muito imponente. Então perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vim para Cá? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu lhe trouxe Catiti. Retorquiu o pássaro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizendo isso Catiti deu um pulo pra traz, não esperava tão espontânea resposta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recompôs reiterando logo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como ? Sou grande, você é ave pequena, não conseguiria me trazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está em local mágico Catiti, o Emunah, mundo onde as coisas não são como são. Onde o nunca e o agora caminham de mãos dadas, onde o grande e o pequeno não fazem diferença. Eu sou desse mundo de sonhos. A lógica do teu mundo não reina aqui. Aqui o real e o ilusório não são contraditórios, pelo contrário, complementam-se.  As águas que lavastes tuas roupas, nascem no meu mundo, por isso são águas mágicas, quando você nelas entrou ligou-se a esse mundo também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como ? Se nada de diferente eu via no rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso porque as águas do zuí-uiná são encantadas mas não estão ativas, só ativaram perante a presença de alguém ou de algo que pertencem a esse mundo, pois no correr descente do rio suas águas vai se misturaram com outras, não mágicas, perdendo-se pelo seu mundo, daí nunca mais conseguem voltar, sempre tentam, indo e vindo ao céu, mas a magia diluiu-se ao real, isso a destrói totalmente impossibilitando a volta. É somente quando se aproximam de algo ou de alguém de Emunah que retomam seu brilho e poder ansiando voltar ao sonho. E sabia Catiti? Um dos poderes destas águas do meu mundo é diminuir ou aumentar o tamanho. Daí você imagina o que houve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conversa foi acontecendo e a tarde caindo, quando deram por conta, já estava anoitecendo. Catiti curiosa pra saber cada vez mais entretanto, o pássaro a interrompe bruscamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou indo Catiti, já é quase noite, amanhã voltarei.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda falando, abre suas elegantes asas, e sai voando em direção a porta que estava aberta, impossibilitando Catiti despedir-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2H5iovLIBI/AAAAAAAAAJk/Pz1aoIwR3bI/s1600-h/catiti.jpeg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431896999031676946" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2H5iovLIBI/AAAAAAAAAJk/Pz1aoIwR3bI/s400/catiti.jpeg" style="cursor: pointer; display: block; height: 294px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite cai, Catiti sem saber o que fazer, com medo e sozinha, estava cansada demais pra reclamar, procurou um quarto e logo encontrou um, como sempre sonhou, cama enorme e  uma infinita colcha de renda branca cobrindo-a, estava tão cansada que saltou sobre ela e adormeceu, sem se dar conta ainda do que estava acontecendo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias foram passando e passando... Catiti se acostumou, tornara-se amiga de todos no mundo encantado, cuidando de todos que ali viviam, animais domésticos ou não, às vezes perguntava alguma coisinha a mais ao pássaro e ele sempre respondia.  A Voz sempre presente, contando-lhe coisas do mundo real. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu pai e sua mãe, estão bem, às vezes um fica doente daí outro melhora, Seu irmão... Ah! Sua irmã está de namorado vai casar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os anos vieram, Catiti se tornara uma linda moça, todos no mundo encantado já a conheciam. Descobrira toda história, a voz era um jovem, cujo nome era Rudá Yamí Ibiajara,  herdeiro do mundo encantado que fora expulso por uma maldição. Descobrira que Durante a noite, ele não podia ficar no mundo mágico, e que sua forma física, era outra naquele lugar, durante o dia ele era Cauré, o pássaro, com quem ela conversava.   Mais a noite tinha que voltar para o mundo real, e nesse mundo tornava se homem comum. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________...________________...__________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite caíra rápido, ao seu lado, a presença de Catiti se fazia em coisas que a ela pertencia, um vestido, um sapato, pentes; lembravam a doce beleza da linda moça que se tornara aquela, antes, assustada menina. Tudo sonhos, a realidade tomara conta de sua alma, não restava nele nada do mundo que construíra para os dois. Um suspiro de cansaço saída da cena. Por que as coisas para ele sempre tinham de ser assim?  Rudá caminhava pela casa, a pensar sobre sua vida de agora em diante, construiria novos caminhos, afinal ele fora um dia Rudá Yamí, o grande, mesmo depois de tudo não ficaria sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto: Antonio Henrique &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ilustração: Santiago Régis http://santiagoregis.blogspot.com/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Projeto organizado para o curso, Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4100854024981200576?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4100854024981200576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4100854024981200576' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4100854024981200576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4100854024981200576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/01/o-encantado-havia-tempos.html' title='O Encantado'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q1iqYxqOI/AAAAAAAAAJs/FK-6hMd8jqo/s72-c/catiti+lavando.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-815365005579007023</id><published>2010-01-13T09:15:00.001-08:00</published><updated>2010-05-07T09:27:21.596-07:00</updated><title type='text'>CACARECO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedrinho era menino pobre que aspirava ser aviador. Ficava sempre a observar os vôos dos pássaros, ou mesmo, bastava ser imagem de avião que lá estava Pedrinho, olhando e imaginando, divagando em plena luz do dia. Às vezes, cometia algumas insanidades. Chegava até a rasgar as páginas dos livros, levando consigo as imagens de seus anseios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas paredes velhas de um quarto humilde, Pedrinho colava aviões escondendo a dureza do dia-a-dia. Naquele quarto, onde quer que houvesse um espaço, tampou com seus sonhos de todos os tamanhos e tipos e cores. Sobre a cabeceira da cama, havia um Boing, encontrado no lixo, aos pedaços, em uma rua qualquer; o menino juntou, colou e agrupou como pode, ligando as peças, usando para isso, velhos jornais misturados a um grude de cola caseira. Pronto! Lá estava Cacareco, a mais linda nave do mundo. Escultura real da imaginação que nem mesmo um Michelangelo ou um Rodan fariam melhor aos olhos da inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S04Bu7uGhNI/AAAAAAAAAJM/i5E25lNDKi4/s1600-h/cacareco+imagem.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426276506844693714" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S04Bu7uGhNI/AAAAAAAAAJM/i5E25lNDKi4/s400/cacareco+imagem.JPG" style="cursor: pointer; float: left; height: 283px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida nem sempre dava conta das dificuldades que lhe eram muitas. Entretanto, a ideia nunca se acalentava, apenas diminuía por efeito dos dias. Deitado, naquilo que ousava chamar de cama, uma espécie de sacos sobrepostos, coberta por um americano ralo com desenhos de aviões nas nuvens, patrocinados pela mãe em dia de aniversário, sustentado por uma grade com cabeceira, Pedrinho imaginava-se piloto.  Aconchegado como em um colo de mãe, em dia frio, preso às asas de seu desejo, esquecia que estava crescendo, tornava-se um Von Richthofen – O Barão Vermelho - aviador nas asas da imaginação, pairando com o Cacareco em idas e vindas sobre si.  Queria liberdade, cair pleno em seus vôos, buscando esperança em algo que parecia real – seu avião. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo, injusto como sempre, levou para longe as fantasias de menino. A criança de ontem, homem tornou-se. Os aviões, ele deixou pra trás. Afinal, homem que é homem vive com os pés no chão, sonhando com a mão no bolso, existindo preso em sua realidade. Nem o belo Cacareco sobreviveu aos anos. Um dia, a cola soltou despedaçando as peças, impossibilitando colar novamente, devido ao estado de desgaste que as mesmas se encontravam. De tudo isso, restaram apenas lembranças despedaçadas da criança, que um dia virou adulto e deixou de voar.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto: Antonio Henrique &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ilustração: Santiago Régis  http://santiagoregis.blogspot.com/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Projeto organizado para o curso, Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-815365005579007023?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/815365005579007023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=815365005579007023' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/815365005579007023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/815365005579007023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2010/01/cacareco-pedrinho-era-menino-pobre-que.html' title='CACARECO'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S04Bu7uGhNI/AAAAAAAAAJM/i5E25lNDKi4/s72-c/cacareco+imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2858413245848551485</id><published>2009-12-16T12:34:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T04:06:29.691-08:00</updated><title type='text'>A GAMELEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q3A2Qms0I/AAAAAAAAAJ0/BtGjkTo_bno/s1600-h/a+gameleira+catiti.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q3A2Qms0I/AAAAAAAAAJ0/BtGjkTo_bno/s400/a+gameleira+catiti.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434357125568967490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Catiti caminhava sufocada, cercada por grandes árvores, não sabia onde estava apenas seguia o trieiro embaixo de seus pés. Em sua mente a lembrança das ultimas palavras de Rudá Yamí. “Segue seu caminho, você não foi capaz de confiar em mim, não posso mais ficar com você; a partir de agora esta sozinha!” Em seus olhos o medo misturava-se ao desespero. Vivera um bom tempo ali, acostumara as coisas do mundo mágico, já tinha bons amigos, animais grandes ou pequenos, que freqüentavam aquele lugar buscando os carinhos da bela jovem. Tentou explicar, porém em vão, a voz sumira e junto com ela tudo começou a se desfazer como areia ao vento. A velha casa com suas antigas colunas foram se dissolvendo ao sabor do ar e repentinamente se encontrava em meio a um nada; com apenas a roupa do corpo, uma pequena estrada e a densa mata a sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudá! Eu ti verei de novo? Fala! Por favor. Grita apavorada a jovem, girando sobre o seu eixo, a olhar a copa das árvores, sem saber com quem falava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ninguem responde as pergunta de Catiti. Apenas o vento sopra sobre as folhas das árvores assoviando algo estranho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obtendo resposta começou a caminhar, desfazendo das incistentes lagrimas, que escorria pelo seu rosto. O dia abraçava a noite que chegava a passos largos. Na mata densa tudo ficava escuro mais rápido ainda. Lembrou–se por um momento que estava com fome,porem o medo servia lhe de alimento, esquecendo logo em seguida. Apressou os passos, precisava descobrir uma clareira para passar a noite e depois procurar sua família que a anos não via. Imaginou estar fora de Emunah. Por um lado era bom, voltaria pra casa dos pais, pensava ela. Porém logo foi percebendo que aquele lugar, não era bem o mundo que abrigava a casa de seus pais, e nem Emunah. Tudo era diferente do que acostumara a ver nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus passos cansados apressaram-se, precisava sair dali ou encontrar algum lugar adequado para passar a noite. Percebera logo que a floresta estava chegando ao fim. Avistou um limpo, ao longe, que com certeza era o fim daquela horripilante e triste floresta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximando-se da clareira começou a procurar algum recanto seguro para se esconder. No Local havia uma imponente, velha e assustadora árvore, a qual reinava absoluta em um espaço solitário e seco, cercado de árvores mortas, logo após, a densa floresta sumia com a visão. A assombrosa árvore, que era uma gameleira, de tão velha estava secando alguns galhos. Possuia ela um enorme tronco e deste grossos e grandes galhos saiam, é por sua vez, se desdobravam em outros menores e menores em uma infinitude magistral. Em suas profundas raízes o tempo desenhou formas de ondas que perfuravam a desavisada terra; esta por sua vez, enguinorava a possivel dor da sangria das finas e pontiagudas espadas. Por debaixo de seus galhos ninguém ousava permanecer, nem mesmo os mosquitos ou vaga-lumes por ali voavam. Na penumbra da noite tornava-se assombrosa e funesta. Afastando qualquer ser dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linda jovem, desavisada e cansada de tanto andar, pensou logo em por ali albergar-se; subiria em um dos galos e pernoitaria na copa da grande árvores abrigando-se assim, de possíveis perigos noturnos. O sol já havia sumido, minutos antes, quando Catiti trepou nos galhos da velha e frondosa gameleira. Escolhera um galho grosso, próximo a ela, que saindo do troco forma-se uma “V”, onde Catiti acomodou-se como pode e dormiu logo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi passando e logo à adormecida jovem iria descobrir o que a esperava. No céu as estrelas piscavam na densa escuridão, cada qual com um brilho diferente; negras nuvens cobriam e descobriam a insistente lua cheia a brilhar que nascia naquele instante. Então quando a lua rompeu clareando as folas da velha gameleira um barulho de um grotesco bocejo, que parecia vir da árvore, acordou a cansada Catiti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem esta ai? Perguntou Catiti assustada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sois eu quem deveria fazer esta pergunta. Responde uma grossa voz saindo da velha árvore. Fazendo saltar ao chão a assustada jovem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Catiti. Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humm...! Conheço bem o teu nome. Teu nome a precede jovem moça. Vós sois a protegida de Yamí o grande. Quanto a pergunta que tu me fizestes; possuo vários nomes, entretanto podeis me chamar de Umuiná. Falava lenta e assombrosa a gameleira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabe o meu nome? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento... Minha jovem! O vento traz todas as questões e leva todas as respostas deste mundo. Em suas costas viajam o saber. Eu aqui fincada neste chão amaldiçoado, luto com ele, em uma guerra inútil para ambos. Por enquanto eu tenho vencido as batalhas, mas sei que um dia chegará que vou perder a guerra. Fixa aqui eu sei de tudo, meus galhos amparam muitos ventos, e por anos e anos tenho penetrado todos os segredos deste mundo. Sou tão velha quanto Emunah. Sei a porta de varias entradas, e quase todas as saída. Sei como tu aqui chegaste e como viestes. Afirma a árvore com ar malicioso e indulgente, como quem queria algo para si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim é, também deve saber como eu faço para falar com ele, ou mesmo, vê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sei bem como; minha ansiosa jovem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me diga, por favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas... Todos as querem, no entanto saibas que cada uma tem um valor. Na vida tudo tem um preço, e o grande mau dos homens, minha jovem; vou lhe dizer agora, esta em deixar o desespero os precederem. Sabeis que a causa eu poderei lhe dizer, bela jovem, entretanto, cada resposta terá um preço. Estais preparada para ouvir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-me, por favor, farei o que for preciso. O que devo fazer? Insiste Catiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas... Cuidado com elas moça, pois para elas, sempre haverá uma resposta. Estais bem! Sabeis que se vos responderdes quererás ir até o fim? Custando o preço que fordes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Responde enfaticamente a moça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom, minha aflita jovem, que assim seja. O vento balançou em minhas folhas que tu o traíste. Começa a contar velha e esperta arvore, sem saber o que esperava a desavisada Catiti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas! Mas! O traí; como?...Interrompe Catiti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabeis esperar jovem moça, tua fadiga lhe atrapalha. Falava a Gameleira balançando os velhos galhos que mais parecia cabelos esvoaçados, com seu rosto e boca pregada em um caule enrugado e enorme donde saia um toco de galho cortado, da parte central, dando aparência de um nariz, dividindo os olhos da boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yamí destes-lhes de tudo, exigindo apenas confiança. Mas vós ignorais o fato. Mesmo sabendo ser ele encantado por uma maldição, e que esta, não o permitia que a visse, na forma de homem, podendo somente ter com vós na forma de uma ave. Tua curiosidade em conhece-lo os levou a perdição, fazendo recais sobre você também a maldição de vagar por este mundo infinitos anos; e sobre ele, o fardo de lhe perder novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu fiz? Perder novamente, como assim? Retrucava a agoniada moça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma! Minha jovem; lembrais do trato? Vós tereis que pagar as respostas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, qual é o preço? Pergunta Catiti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão três atos apenas; e eu responderes em cada ato seu, uma pergunta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais serão estes atos? Insiste a jovem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro constitui-se de encontrar Danaides filha de Bashiri Rei dos Namby; a menina sofre com um feitiço e esta morrendo. Sua missão é salvá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais como vou salvá-la? Como faço para achá-la? Pergunta preocupada Catiti.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q3-n701UI/AAAAAAAAAJ8/nLDzUamCPhk/s1600-h/a+gameleira2.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q3-n701UI/AAAAAAAAAJ8/nLDzUamCPhk/s400/a+gameleira2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434358186875606338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, lhe darei o antídoto que salvará a moça. Enquanto fala meche em sua copa fazendo aparecer um galho em forma de braço e no final dele uma mão com longos dedos, cheios de folhas, esticados que encaminha em direção a Catiti. Ela por sua vez detém os instintos de pegar, algo que nem sabia o que seria, permanecendo imóvel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estais com medo...!? Pergunta a maliciosa Umuiná. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho medo! Afirma enfática a jovem procurando esconder o sentimento tão visível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma, apanhe êstes brotos meus, são mágicos, fareis com eles um chá e dará a princesa, durante três dias ao nascer do sol. Lembra-te de uma coisa terás de dá-los interruptamente e ao final dos dias Tereis que roubardes algo dela, e me trazerdes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você quer? Perguntas Catiti com ar de desgosto, não querendo seguir com o trato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela possui uma bezerra mágica, traga-a para mim. Lembra-te não podes dizer de onde sois e nem quem a mandou. Muito bem. É somente isto. Podes ir e boa sorte. Falando isso a fisionomia do rosto enrugado da gameleira some na casca grossa e um frio enorme cerca Catiti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu não quiser fazer isso? Retorquiu a moça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vós não fizerdes isso, nunca saberá o que houve com o Yami, e sem ele vós nunca voltareis a tua terra e estarás presa a este mundo para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta bem! Farei como você quiser. Mas como faço para achar êste reino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só voltardes pelo trieiro, no final dele hei de encontrardes o Reino de Namby. Lembre-te jovem moça, caminhe somente durante o dia na floresta, nunca durante a noite. Finaliza a sagas gameleira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catiti coloca no bolso do velho e rasgado vertido branco os brotos. Resolveu esperar amanhecer ali mesmo, seguiria o conselho da árvore, estava tétrica de medo transbordante de dúvida. E não demorou muito o sol nasceu no avermelhado horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Antonio Henrique &lt;br /&gt;Ilustração: Santiago Régis http://santiagoregis.blogspot.com/&lt;br /&gt;Projeto organizado para o curso, Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2858413245848551485?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2858413245848551485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2858413245848551485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2858413245848551485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2858413245848551485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/gameleira.html' title='A GAMELEIRA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2q3A2Qms0I/AAAAAAAAAJ0/BtGjkTo_bno/s72-c/a+gameleira+catiti.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-233107794627406162</id><published>2009-12-07T03:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T03:49:13.684-08:00</updated><title type='text'>Händel Messiah - Hallelujah Chorus</title><content type='html'>&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u6_nJ11BgTE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u6_nJ11BgTE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-233107794627406162?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/233107794627406162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=233107794627406162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/233107794627406162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/233107794627406162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/cavaleiro-monge-mariza.html' title='Händel Messiah - Hallelujah Chorus'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-157761986422060769</id><published>2009-12-04T10:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T10:09:31.957-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - Catástrofe, Suicídio do Fundamento</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LmmQDX7RxPI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LmmQDX7RxPI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-157761986422060769?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/157761986422060769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=157761986422060769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/157761986422060769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/157761986422060769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-catastrofe-suicidio-do.html' title='Nietzsche - Catástrofe, Suicídio do Fundamento'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7413154090570972834</id><published>2009-12-04T09:53:00.002-08:00</published><updated>2009-12-04T09:54:00.786-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - Eterno Retorno, Niilismo, Homem Superior</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RylzsxGD1Kc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RylzsxGD1Kc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7413154090570972834?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7413154090570972834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7413154090570972834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7413154090570972834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7413154090570972834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-eterno-retorno-niilismo-homem.html' title='Nietzsche - Eterno Retorno, Niilismo, Homem Superior'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4742936483470367398</id><published>2009-12-04T09:53:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T09:53:25.708-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - A morte de Deus</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x1NYOUVbxd0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x1NYOUVbxd0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4742936483470367398?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4742936483470367398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4742936483470367398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4742936483470367398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4742936483470367398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-morte-de-deus.html' title='Nietzsche - A morte de Deus'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-3810431367080460608</id><published>2009-12-04T09:52:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T09:52:52.545-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - Super Homem, Além do Homem</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tSZsMcBfZUg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tSZsMcBfZUg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-3810431367080460608?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/3810431367080460608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=3810431367080460608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3810431367080460608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3810431367080460608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-super-homem-alem-do-homem.html' title='Nietzsche - Super Homem, Além do Homem'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1980408499812513868</id><published>2009-12-04T09:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T09:52:14.737-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - Crise dos Valores</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xshMTMvi68Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xshMTMvi68Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1980408499812513868?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1980408499812513868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1980408499812513868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1980408499812513868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1980408499812513868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-crise-dos-valores.html' title='Nietzsche - Crise dos Valores'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2556608015190696139</id><published>2009-12-04T09:50:00.002-08:00</published><updated>2009-12-04T09:51:08.409-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche e o Nazismo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bgzVt8mMaWo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bgzVt8mMaWo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2556608015190696139?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2556608015190696139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2556608015190696139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2556608015190696139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2556608015190696139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzsche-e-o-nazismo.html' title='Nietzsche e o Nazismo'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1570052082211008021</id><published>2009-12-04T09:50:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T09:50:32.746-08:00</updated><title type='text'>Nietzche - Eugenia, antropotécnica, a polêmica Habermas-Sloterdijk</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/luiUEODrjFI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/luiUEODrjFI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1570052082211008021?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1570052082211008021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1570052082211008021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1570052082211008021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1570052082211008021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/nietzche-eugenia-antropotecnica.html' title='Nietzche - Eugenia, antropotécnica, a polêmica Habermas-Sloterdijk'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8564281281814878871</id><published>2009-12-04T09:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T09:49:42.320-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche - Freud, Morte, Vida</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4T3MR5t2XbI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4T3MR5t2XbI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8564281281814878871?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8564281281814878871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8564281281814878871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8564281281814878871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8564281281814878871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='Nietzsche - Freud, Morte, Vida'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7450160349696003959</id><published>2009-12-04T08:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T08:45:42.052-08:00</updated><title type='text'>Beethoven 9 sinfonia - filme"o segredo de beethoven"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dyuKE19e0hU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dyuKE19e0hU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7450160349696003959?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7450160349696003959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7450160349696003959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7450160349696003959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7450160349696003959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/beethoven-9-sinfonia-filmeo-segredo-de.html' title='Beethoven 9 sinfonia - filme&quot;o segredo de beethoven&quot;'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5987361598099328480</id><published>2009-12-03T08:07:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T02:45:39.568-08:00</updated><title type='text'>DÚVIDA, COGITO E MÉTODO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Sxfir7fAeCI/AAAAAAAAAIo/UGdcacjfjHA/s1600-h/Descartes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Sxfir7fAeCI/AAAAAAAAAIo/UGdcacjfjHA/s320/Descartes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411042721638938658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom para início de conversa em Descartes encontramos um ceticismo diferente, uma espécie e ceticismo desconfiado que busca acreditar, analisando todo que cerca o homem de seu tempo; um salvador de algo de perpétuo em um mundo cercado de negações em que vivia descartes, precisava que um que duvidasse mas todavia encontrasse nesta dúvida algo sólido e real. Com isso Descartes pretende criar uma nova ciência e para alcançar seus objetivos ele constrói um método- maneira- para que as coisas ou teses sejam comprovadas de modo que ninguém possa refutá-las. &lt;br /&gt;Partindo dessa premissa ele lança mão da dúvida como principio buscando através de seu método duvidar para compreender. Diante disto Descartes se apega a cogito estruturada pelo Método para construção do conhecer moderno. &lt;br /&gt;E é neste conhecer moderno que obtemos o cogito, o “EU” como sinônimo de minha existência, o existir a partir do meu pensamento, o diferenciar que faz do homem um ser humano por excelência e não pela sua simples existência. O viver não faz do homem um ser humano, ele precisa da razão para isto no pensamento cartesiano. &lt;br /&gt;Então como vemos no pensamento do filósofo Francês a razão é a finalidade da existência, pois somente ela faz o homem existir. Explico melhor: se eu não pensar no mundo que me cerca, e nas ações que decorrem dele, eu não existo como ente e sim como uma coisa que anda e consome desesperadamente, não passo de um animal faminto e famigerado, sem razão de ser. Então é pela razão que eu me diferencio e é somente através da dúvida – cogito – analisada e peneirada pelo método que eu encontro a ‘verdade’ velada, a existência em si. Eu sou um ser que existe por que penso.   &lt;br /&gt;O resultado desta tríade é o conhecer verdadeiro segundo Descartes, pois, é somente com essa tríade – duvida, cogito, método = conhecimento “verdadeiro” – que obteremos o conhecimento ou a ciência moderna sem os ídolos que a permeiam.  &lt;br /&gt; Att: Antonio Henrique Rosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5987361598099328480?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5987361598099328480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5987361598099328480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5987361598099328480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5987361598099328480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/12/duvida-cogito-e-metodo.html' title='DÚVIDA, COGITO E MÉTODO'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Sxfir7fAeCI/AAAAAAAAAIo/UGdcacjfjHA/s72-c/Descartes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6964547080456944</id><published>2009-11-30T10:18:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T10:19:05.932-08:00</updated><title type='text'>DESCARTES: A DÚVIDA COMO PRINCÍPIO A CERTEZA COMO FIM</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SxQNqmcpDQI/AAAAAAAAAIg/vkH07iaBanU/s1600/Hand+with+Reflecting+Sphere+1935+Lithograph.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SxQNqmcpDQI/AAAAAAAAAIg/vkH07iaBanU/s320/Hand+with+Reflecting+Sphere+1935+Lithograph.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409964077905153282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu existo? Se isto constitui uma verdade, qual a prova? No pensamento do Francês René Descartes encontramos a chave, para abrir uma dessas portas, que da luz a esta resposta. Com um dos pai da filosofia moderna, em sua mais sólida forma de construção, tendo como vertente suas duas primeiras meditações, tentaremos aqui dar uma resposta passeando pela filosofia racionalista deste pensador tão influente em nossos dias.&lt;br /&gt;Na Primeira Meditação o pensador adota a dúvida como principio e apresenta critérios para a dúvida: tomar por falso todo o duvidoso; apresentando as razões para esta dúvida: Engano dos sentidos, Composição pela imaginação, Sonho, Loucura, Deus enganador e Gênio maligno.  Neste ultimo o Francês evidencia que nenhum pensamento por si mesmo traz garantias de corresponder a algo do mundo. Anuncia o gênio maligno como um ente que coloca na cabeça dele “certezas”, para ele, este pensamentos é bastante evidentes, contudo, falsos. O gênio maligno estaria continuamente trabalhando para criar ilusões. Com isso, Descartes mostrou que somos falíveis, e que devemos ter muito cuidado ao examinar nossos próprios pensamentos pois estes constitui-se de muitas nuances e definições falsas, temos que buscar a verdade em todos os detalhes, para evitar sermos "enganados" pelo gênio maligno.&lt;br /&gt;Já na Segunda Meditação encontramos algo que resiste à dúvida: a frase "Sou" (cogito) que é para o filosofo verdade certeira sempre que dita ou pensada. O argumento do Cogito é utilizado aqui por Descartes na tentativa de fundamentar sua Teoria do Conhecimento. Pensamento este que tem como norte a desconstrução de toda teoria do conhecimento ate então. &lt;br /&gt;Com esse objetivo, Descartes pretende chegar a um fundamento que seja o mais evidente e verdadeiro possível. Para isso, utiliza de um artifício para levar a cabo seu trabalho: o Princípio da dúvida (Duvidoso=falso). Além disso, Descartes almeja unificar o que é primeiro em termos de conhecimento por natureza e para nós (o EU cartesiano). No percorrer de suas Meditações, ele descarta a Sensação externa - o empirismo - como fundamento do conhecimento através do Argumento do Erro dos Sentidos. Rejeita também a Sensação interna utilizando-se do Argumento do Sonho. Desse modo, refuta completamente a tese de Aristóteles de que a sensação é fundamento para o conhecimento. Nega também os pensamentos de Galileu e de outros influentes de seu tempo, através do Argumento do Deus Enganador, quando estes afirmam que a base para o conhecimento está nas verdades matemáticas. E finalmente, Descartes generaliza e dá conta de todos os argumentos anteriores, utilizando-se do Argumento do Gênio Maligno. Até o final da primeira meditação, Descartes se vê em um ceticismo completo negando toda base da construção do conhecimento ate aqueles dias.&lt;br /&gt;Porém, ao iniciar a segunda meditação, Descartes afirma que mesmo que o Gênio Maligno o engane em toda sua tentativa de obter conhecimento, há sempre a certeza do pensamento (cogito). Só há o engano quando há o pensamento. Desse modo, o Argumento do Cogito mostra que é necessário intuir o Pensamento e a Existência de um modo unificado. "Eu penso, eu existo". Após essa intuição, podemos extrair algumas certezas como:&lt;br /&gt;1)Eu sou&lt;br /&gt;2)Eu sou um res cogitans (substância que pensa)&lt;br /&gt;3) O espírito é mais fácil de conhecer do que o corpo&lt;br /&gt;Desse modo, O “EU” é a certeza de minha existência e o “EU” é também a minha única forma de ver o mundo, e este se constrói pelo argumento do Cogito se constitui da máxima importante para a Filosofia pois mostra que o sujeito é uma necessidade do conhecimento - este somente existira se existir conhecimento -, o que me difere dos objetos sólidos a minha volta, ou mesmo dos animais que me cerca, é minha consciência, “meus pensamentos”; Cogito, ergo sum significa "penso, logo existo"; ou ainda Dubito, ergo cogito, ergo sum: "Eu duvido, logo penso, logo existo" o que muda totalmente o jeito de se pensar a Filosofia Moderna ate aqueles dias. &lt;br /&gt;Ass: Antonio Henrique&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6964547080456944?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6964547080456944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6964547080456944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6964547080456944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6964547080456944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/11/duvida-como-principio-certesa-como-fim.html' title='DESCARTES: A DÚVIDA COMO PRINCÍPIO A CERTEZA COMO FIM'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SxQNqmcpDQI/AAAAAAAAAIg/vkH07iaBanU/s72-c/Hand+with+Reflecting+Sphere+1935+Lithograph.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1304523602911543539</id><published>2009-11-26T12:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T12:55:22.361-08:00</updated><title type='text'>Navio Negreiro</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gyuT-x6a6W8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gyuT-x6a6W8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Com imagens do filme Amistad, realizado por Steven Spielberg. Escute Tragédia no mar (ou O navio negreiro) de Castro Alves, na voz de Paulo Autran.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1304523602911543539?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1304523602911543539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1304523602911543539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1304523602911543539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1304523602911543539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/11/navio-negreiro.html' title='Navio Negreiro'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7864056859522962736</id><published>2009-11-12T10:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T03:29:45.272-08:00</updated><title type='text'>KANT, HEGEL E NIETZSCHE: O ENGATINHAR METAFÍSICO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Svxad9hwrUI/AAAAAAAAAIY/nyq_6bVgh3s/s1600-h/imagem_medium.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 172px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Svxad9hwrUI/AAAAAAAAAIY/nyq_6bVgh3s/s320/imagem_medium.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403293123716623682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer o absoluto, eis ai uma tentativa que engatinha desde os Gregos. Alguns filósofos vêem neste absoluto algo de irreal ou mesmo impossível de ser atingido, outro uma transcendência intocável inspirado na antologia platônica e tem aqueles que imaginam este Ser como uma espécie de "Rainha da Inglaterra" - reina mas não governa - faz tudo mover sem se mover, como queria os aristotélicos. &lt;br /&gt;Kant tinha uma visão diferente, em sua Critica a Razão Pura, para ele o conhecimento esta preso a razão humana, e esta por sua vez foi pautada em valores construídos através da história, e que precisão serem revistos. Sobre Deus, Kant afirma que “ Nada se pode falar da entidade divina, pois se ele existir, ele se situara distante , de maneira superior, do ser humano; qualquer discursos sobre Ele acaba sendo puramente criação humana.” Com isso Kant implanta o chamado criticismo kantiano uma espécie de análise da razão até então super valorizada que vigorava desde os Gregos.&lt;br /&gt;Outros por sua vez restabelecem o divino, recolocando-o no lugar de “fato”, e deixando intocável em seu altar, este é o caso de Hegel e seu Idealismo. Para este a filosofia e a religião são na verdade facetas da mesma moeda, isto é tentativa de interpretação da divindade superior onde uma nega, a outra afirma, entretanto todas tentam explicar a mesma coisa. Nesta visão de tese, antíteses e síntese vive a metafísica na tentativa de entender este "espírito ou  sujeito  perpetuo" e universal.  &lt;br /&gt;Tal realidade – enquanto espírito afirma Hegel – possui uma vida independente da vontade humana, isto é, seu movimento independe desta vontade que cerca o homem, pois ela tem própria natureza, contem em si sua natureza transformadora característica de uma dialética gerada por contradição, que por sua vez da início a uma nova tese e essa levará a uma antítese fincando assim indefinidamente uma síntese. Como dito anteriormente Hegel restabelece a divindade – o idealismo – outrora destituído do poder por Kant.  Esta metafísica hegeliana vem trazer de volta o espírito de um povo, ou melhor, traz de volta o absoluto para o pensamento filosófico.    &lt;br /&gt;Já Nietzsche, contrario a Hegel, chuta a sutileza kantiana pro lado e define logo, “ Deus esta morto”, com isto ele afirma, influenciado por Kant, que os valores são uma construção do homem, que é humano demasiadamente humano, e se há algo ou algum Ser Superior este encontra se vivo e presente lendo este texto, explico melhor: Nietzsche devolve a nós homens e mulheres o fardo da existência e nos lembra que não podemos negar o Übermensch (super homem) que existe em nós. Negar as coisas deste mundo – ideal asceta - é negar a nossa existência; e isto não era uma lógica aceita no pensamento nietzscheniano. Como vemos Nietzsche nega a metafísica, para ele a metafísica constitui-se da “vontade” presente neste  homem; e nunca fora deste. &lt;br /&gt;Se Deus morreu o céu metafísico também, então, o homem encontra-se sozinho para resolver seus problemas e tem de agarrar com unhas e dentes a sua “vontade”.  Toda filosofia Nietzschiana gruda-se ao ceticismo/liinista para resolver sua problemática, com isso nega a transvalorização dos valores estabelecidos (Deus, lógica, fé, verdade, razão).      &lt;br /&gt;  O niilismo aqui é a falta de uma resposta a pergunta que não quer calar “por que?” Nesta  ausência de sentido, o ser humano encontra se perdido mas, é somente estando perdido que ele pode se encontrar, e esta busca da a ele segurança e significação de existência. Todavia o niilista mostra que não há onde chegar, uma finalidade absoluta inexiste, daí resta somente a busca ou a existência  como alternativa da vida.  neste sentido busca dar um futuro ao homem criticando a historia da filosofia como sendo uma historia de ilusões, pois se constituiu da negação do homem como homem e tentando construir um individuo fora de seu espaço, um homem metafísico fruto do ideário platônico fora do real.  &lt;br /&gt;Daí o início do meu “engatinhando”, tentamos dar lógica a algo que não faz a nossa lógica; a religião, com o seu religar-se a algo, e a filosofia com sua busca da sabedoria nunca podem dar respostas certeiras, pois a primeira é filha da inspiração, do sentimentalismo e a segunda filha da lógica, da razão histórica humana, ambas limitadas; tornado se impossível trazer uma verdade metafísica do por que?  Este “algo” que esta além do nosso bem e mau, nunca – e quero aqui me dar ao luxo de ser cético – saberemos se existe um fim a tudo, ou mesmo uma finalidade, por um fato bem simples, se a lógica é uma construção histórica  e humana ela jamais poderá ser utilizada para tentar explicar algo fora desta lógica. &lt;br /&gt;Não afirmo nem que há, nem que não há caro leitor, um Ente; penso que isto não é tese para afirmar este barqueiro que iniciou suas aulas de remo a pouco em um pequeno e insignificante barco, a beber água pelas bordas, num oceano infindável da compreensão metafísica. Afirmo sim, a incapacidade da lógica humana em compreender este Ente. &lt;br /&gt;Em sintese resta-me somente a sede de buscar grudada a uma necessidade de existência, nua e cristalina, a minha frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Antonio Henrique&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7864056859522962736?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7864056859522962736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7864056859522962736' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7864056859522962736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7864056859522962736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/11/engatinhar-metafisico.html' title='KANT, HEGEL E NIETZSCHE: O ENGATINHAR METAFÍSICO'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/Svxad9hwrUI/AAAAAAAAAIY/nyq_6bVgh3s/s72-c/imagem_medium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-3664169016656430213</id><published>2009-11-09T10:20:00.001-08:00</published><updated>2009-11-12T11:35:09.623-08:00</updated><title type='text'>PLATÃO E O FILME MATRIX</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/te6qG4yn-Ps&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/te6qG4yn-Ps&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar como Platão, esta seria a melhor forma de responder a pergunta: como Platão enxergava o mundo? A cosmologia chamada clássica foi apresentada por ele em seu livro Timaeus. O Ateniense acreditava que o Criador - o Ser eterno, incriado, atemporal, perfeito e incognoscível - havia feito o universo de acordo com um plano racional. Por este fato, o universo não seria eterno, pois havia sido criado e seria mutável. Neste ponto há uma consonância com Parmênides e Heráclito. O primeiro constrói a ideia de Ser (o Ser é ) e o segundo da a esse ideia dinâmica e mutabilidade (vir-a-ser). Longe de atingir toda complexibilidade da interpretação do Ser, queremos apenas mostrar as influencias sofridas por esse pensador grego/ateniense na tentativa de conciliar esses dois controversos pensadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão apresenta uma cosmologia que parte da distinção entre o mundo mutável do vir-a-ser e as "Formas" que existiriam de maneira eterna. Ele reconhece que qualquer especulação sobre o vir-a-ser do mundo não pode ser considerada verdadeira, mas isto por uma questão de princípio, e não por falta de evidência. Os problemas da física não podem ser resolvidos por métodos observacionais: tal atividade não passaria de mera "recreação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cosmologia do filosofo socrático envolve as Formas puras, as entidades particulares que são modeladas de acordo com as Formas, e uma teleologia, personificada por um demiurgo, o artesão divino, que impõe ordem à matéria moldando-a. Tal demiurgo não seria onipotente e nem teria criado o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na questão do conhecimento Platão parte do pressuposto que existem dois mundos. O primeiro é constituído por idéias eternas, invisíveis e dotadas de uma existência diferente das coisas concretas. O segundo é constituído por cópias das idéias (coisas sensíveis). Com base neste pressuposto afirmou que os sentidos estão permanentemente a enganar-nos. A verdadeira realidade não nos é dada pelos sentidos, mas só pode ser intuída através da razão, e está no mundo das idéias. Esta teoria das idéias surge em diálogos como Fédon, como um pressuposto aceito pelos vários interlocutores. O homem platônico vive em uma Matrix de sombras, longe do real, restando a ele aceitar ou questionar esta verdade implantada; entretanto somente filosofo  - no filme Neo - poderá sair da caverna e questionar o mundo sensível, e buscar a verdade. Mais de uma coisa Platão nos adverte, aquele que escolher sair da caverna jamais poderá voltar, é uma ida sem volta.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A dialética para o filosofo de Atenas é a essência da filosofia; recai sobre o processo ela, a razão e a discussão, levando progressivamente à descoberta de importantes verdades e do esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quanto a Ética Platão, como Sócrates, combate o relativismo moral dos sofistas. Sócrates estava convencido que os conceitos morais se podiam estabelecer  racionalmente mediante definições rigorosas. Estas definições seriam depois assumidas como valores morais de validade universal. Platão atribui a estes conceitos éticos-políticos o estatuto de Idéias (Justiça, Bondade, Bem, Beleza, etc), pressupondo destes logo que os mesmos são eternos e estão inscritos na alma de todos os homens.  A sua validade é independente das opiniões que cada um tenha dos mesmos. Para Platão a Justiça consiste no perfeito ordenamento das 3 almas e das respectivas virtudes que lhe são próprias, guiadas sempre pela razão. A felicidade consiste neste equilíbrio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim na política os fundamentos do pensamento político de Platão, decorrem de uma correlação estrutural com as diferentes almas ou partes de uma mesma alma, criando uma organização social ideal (utópica). Para Platão, cada classe social devia apenas dedicar-se à sua função e virtude especifica, só quando isto acontece é que numa sociedade reina a harmonia e a felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finalidade do Estado é educar os cidadãos na respectiva virtude, assegurando deste modo a sua felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a gnosiologia platônica, o modo como ele via mundo - A matrix - de onde caberá a nós escolher a pílula vermelha ou azul. O conhecimento ou a ignorância. Qual você escolhe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-3664169016656430213?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/3664169016656430213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=3664169016656430213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3664169016656430213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3664169016656430213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/11/platao-e-o-filme-matrix-pensar-como_5119.html' title='PLATÃO E O FILME MATRIX'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6563935465257706138</id><published>2009-10-14T04:21:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T04:24:42.698-07:00</updated><title type='text'>Arte e Vida na II Guerra</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/518XP8prwZo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/518XP8prwZo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6563935465257706138?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6563935465257706138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6563935465257706138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6563935465257706138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6563935465257706138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/10/arte-e-vida-na-ii-guerra.html' title='Arte e Vida na II Guerra'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6344412887017112733</id><published>2009-10-01T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T11:33:02.459-07:00</updated><title type='text'>Nietzsche e os Valores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SsT0HAXmTeI/AAAAAAAAAIQ/IdJnwbnrmv8/s1600-h/Nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SsT0HAXmTeI/AAAAAAAAAIQ/IdJnwbnrmv8/s320/Nietzsche.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387699455437196770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, dizia Nietzsche, é o criador dos valores(bem, mau, verdade, mentira, pecado), mas esquece sua própria criação e vê neles algo de "transcendente", de "eterno" e "verdadeiro"(vontade dos deuses), quando os valores não são mais do que algo "humano, demasiado humano".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6344412887017112733?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6344412887017112733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6344412887017112733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6344412887017112733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6344412887017112733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/10/nietzsche-e-os-valores.html' title='Nietzsche e os Valores'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SsT0HAXmTeI/AAAAAAAAAIQ/IdJnwbnrmv8/s72-c/Nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8903899699282160217</id><published>2009-09-15T12:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T12:50:30.448-07:00</updated><title type='text'>Oh !! Amarga e Doce  Fortuna</title><content type='html'>Carl Orff: Carmina Burana&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QEllLECo4OM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QEllLECo4OM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em Latim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fortuna,&lt;br /&gt;Velut Luna&lt;br /&gt;Statu variabilis,&lt;br /&gt;Semper crescis&lt;br /&gt;Aut decrescis;&lt;br /&gt;Vita detestabilis&lt;br /&gt;Nunc obdurat&lt;br /&gt;Et tunc curat&lt;br /&gt;Ludo mentis aciem,&lt;br /&gt;Egestatem,&lt;br /&gt;Potestatem&lt;br /&gt;Dissolvit ut glaciem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sors immanis&lt;br /&gt;Et inanis,&lt;br /&gt;Rota tu volubilis&lt;br /&gt;Status malus,&lt;br /&gt;Vana salus&lt;br /&gt;Semper dissolubilis,&lt;br /&gt;Obumbrata&lt;br /&gt;Et velata&lt;br /&gt;Michi quoque niteris;&lt;br /&gt;Nunc per ludum&lt;br /&gt;Dorsum nudum&lt;br /&gt;Fero tui sceleris.&lt;br /&gt;Sors salutis&lt;br /&gt;Et virtutis&lt;br /&gt;Michi nunc contraria&lt;br /&gt;Est affectus&lt;br /&gt;Et defectus&lt;br /&gt;Semper in angaria.&lt;br /&gt;Hac in hora&lt;br /&gt;Sine mora&lt;br /&gt;Corde pulsum tangite;&lt;br /&gt;Quod per sortem&lt;br /&gt;Sternit fortem,&lt;br /&gt;Mecum omnes plangite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Fortuna,&lt;br /&gt;És como a Lua&lt;br /&gt;Mutável,&lt;br /&gt;Sempre aumentas&lt;br /&gt;Ou diminuis;&lt;br /&gt;A detestável vida&lt;br /&gt;Ora oprime&lt;br /&gt;E ora cura&lt;br /&gt;Para brincar com a mente;&lt;br /&gt;Miséria,&lt;br /&gt;Poder,&lt;br /&gt;Ela os funde como gelo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sorte imensa&lt;br /&gt;E vazia,&lt;br /&gt;Tu, roda volúvel&lt;br /&gt;És má,&lt;br /&gt;Vã é a felicidade&lt;br /&gt;Sempre dissolúvel,&lt;br /&gt;Nebulosa&lt;br /&gt;E velada&lt;br /&gt;Também a mim contagias;&lt;br /&gt;Agora por brincadeira&lt;br /&gt;O dorso nu&lt;br /&gt;Entrego à tua perversidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A sorte na saúde&lt;br /&gt;E virtude&lt;br /&gt;Agora me é contrária.&lt;br /&gt;Dá&lt;br /&gt;E tira&lt;br /&gt;Mantendo sempre escravizado&lt;br /&gt;Nesta hora&lt;br /&gt;Sem demora&lt;br /&gt;Tange a corda vibrante;&lt;br /&gt;Porque a sorte&lt;br /&gt;Abate o forte,&lt;br /&gt;Chorai todos comigo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8903899699282160217?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8903899699282160217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8903899699282160217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8903899699282160217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8903899699282160217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/09/oh-amarga-e-doce-fortuna.html' title='Oh !! Amarga e Doce  Fortuna'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7442252049273074274</id><published>2009-08-18T10:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T10:43:45.696-07:00</updated><title type='text'>A HARMONIA DESAFINADA</title><content type='html'>Per speculum in ænigmate &lt;br /&gt;“Por reflexo em enigma”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje parece que a metafísica perdeu espaço para a ciência, parece que a filosofia tornou-se uma simples epistemologia científica. Será mesmo isso verdade?  Toda nossa hera foi forjada com as forças da Revolução Industrial e sua mente filosófica positivista. Observamos também que a filosofia durante o século XIX serviu como “justificativa” aos atos científicos ou mera interpretação de uma “ciência deus”.  Para dizer a verdade o homem se esqueceu da Metafísica e pendeu muito as inclinações Kantianas da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais e a metafísica? O que é?  Ela morreu no século XIX? William James definiu-a muito bem como “apenas um esforço extraordinário obstinado para pensar com clareza”. Ao contrário do que muitos haviam predeterminado, ela não morreu, apenas deu um tempo. A metafísica é um dos alicerces da filosofia; foi ela que indagou aos primeiros filósofos gregos a questão do Ser enquanto Ser. Parmênides foi um de seus precursores, com sua Lei da Contradição do ser, juntamente de Heráclito e sua transitoriedade, foram os dois primeiros a trazer a tona os problemas metafísicos, após estes vieram Platão e depois Aristóteles. O primeiro, procurando integrar o pensamento Heleata ao de Heráclito, criando assim uma conjuntura – uma união dos contrários – entre os dois présocraticos. O segundo – Aristóteles – traduzindo a lógica, e suas novas interpretações sobre o ser. Tudo fazendo parte de um esforço homérico na tentativa de definir o “além do mundo físico”, os “porquês” das coisas, físicas ou não, isto é a Metafísica; tornando-a cognoscível como ciência. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  E o conhecer, de que se consiste? Desta questão apresenta-se a “realidade”; e a metafísica foi a primeira a tentar entender esse fato. Por incrível que pareça, em sua miséria, ela tem dado conta do recado, e ao mesmo tempo infernizado a ciência, a qual tenta de todas as formas negá-la, cada vez provando-a. Mas isso não responde nossa pergunta. O que constitui esse espaço que nós denominamos de realidade? Constitui-se de algo incognoscível, e intangível para a ciência. Por que sabemos – ou pensamos saber – do que o real é constituído. O que vemos, sentimos, cheiramos ou ouvimos nos parece sempre ser a realidade pura e nua. Entretanto não é bem assim, na verdade todos esses sentidos não passam de impressões criadas por nossa mente. Nada é o que mostra ser.  O real, é mais que aparenta, mais que imagem, mais que essa coisa que se manifesta a minha frente, sólida ou não, ao qual eu posso medir ou calcular. Ai entra à metafísica, na tentativa de entender e evidenciar esse “ponto cego” da ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa “cegueira” humana e a incapacidade da ciência, até agora, em decifrá-la nos fala Bertrand Russell em Os problemas da filosofia:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;... se qualquer outra pessoa normal entrar em meus aposentos verá as mesmas cadeiras, mesas, livros e papéis que eu vejo, e que a mesa que vejo é a mesma mesa que sinto pressionada contra meu braço. Tudo isso parece tão evidente que nem vale a pena ser mencionado, a não ser em resposta a quem duvide de que conheço alguma coisa. Não obstante, tudo isto pode ser posto em dúvida de um modo razoável, e requer em sua totalidade uma discussão muito cuidadosa antes que possamos estar seguros de que o expressamos de uma forma que é completamente verdadeira. [...] Podemos ver a olho nu as veias da madeira, mas ao mesmo tempo a mesa parece lisa e uniforme. Se a observássemos por intermédio de um microscópio veríamos saliências, relevos e depressões, e todo tipo de irregularidades que são imperceptíveis a olho nu. Qual é a mesa “real”? Temos, naturalmente, a tentação de dizer que a que vemos através do microscópio é mais real. Mas esta impressão mudaria, por sua vez, se utilizássemos um microscópio mais poderoso. Portanto, se não podemos confiar no que vemos a olho nu, por que deveríamos confiar no que vemos por intermédio de um microscópio? Assim, mais uma vez, a confiança inicial que tínhamos nos sentidos nos abandona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como estamos vendo, a filosofia nasceu de um esforço metafísico, tentando traduzir o real, dissecá-lo e tirar dele nossas interpretações. Lembrando que toda a Metafísica seguiu sozinha, carregando a filosofia ou se confundindo com ela, por um bom tempo. E ainda hoje ela constitui-se o alicerce fundamental da razão filosófica. A cética ciência não atribuiu em nada de interessante, no tocante a ferramentas interpretativas a metafísica; muito pelo contrario, é a metafísica que busca questionar o papel desta, e de suas descobertas, mostrando que a técnica é as vezes ilusória. Igual são nossas noções de realidade matemática ou de física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Dos filósofos gregos, já citados acima, passando pelos medeivalistas – Agostinho e Tomas de Aquino - chegando até os modernos – Kant e Hume – percebemos uma tentativa de conciliar ou mesmo interpretar, supervalorizando ou minimizando, a metafísica no jogo filosófico; construindo assim uma noção da gnosiologia do saber. Hora uma fé cega, outra hora uma ciência cética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando os modernos desiludiram-se com o modesto pensamento metafísico, a ciência começou a assumir o papel central da grandiosidade do conhecimento; “amadureceu” supervalorizando a técnica e desvalorizando a razão metafísica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras do filósofo francês Jacques Maritain a Metafísica em nossa época se traduz da seguinte forma: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia pensar que a metafísica, nas épocas de impotência especulativa, brilha ao menos pela modéstia. Mas a mesma época que lhe ignora a grandeza ignora-lhe também a modéstia. Sua grandeza: ser sabedoria. Sua miséria: ser ciência humana.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia nos dias atuais essa miséria tem sido questionada, tanto a Ciência, quanto a Filosofia, buscam uma reconciliação – basta lembrarmos da física quântica – A pobre ciência esta tão perto do conhecimento e tão longe da sabedoria. É isso que os cientistas vêm percebendo – ou não; que sem metafísica a ciência é cega, em sua técnica e surda em sua melodia. É como se aprender a tocar fosse somente o frisar de dedos sobre as cordas de um violão; desconsiderando outros fatores presentes no “saber tocar”. A ciência se quiser melodiar a música do conhecimento deve – como somente agora começa a dar sinais de que esta acontecendo – aprender que tocar, é muito mais do que somente dedos, cordas, barulho e técnica, têm que ter “Razão de ser”, trazer a música de outro mundo e dar ao som, a melodia divina, e não somente produzir barulho unilateral – como até agora tem feito.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ciência precisa da filosofia, como a música precisa dos acordes, instrumentos e harmonias. Ambas têm que constituir um “todo” harmonioso. A primeira sozinha não conseguiu nunca entender o vazio ou o nada – nem evidenciá-lo -  e a segunda solitária nunca provara suas teorias, somente à união de ambas pode trazer o conhecimento do real. Somente a Filosofia pode dar algumas respostas – mesmos que teóricas – sobre essa inatingível realidade que se constitui o “Nada”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A Metafísica decifra o “Nada” – de onde tudo deriva - a filosofia constitui a razão – o pensar sobre; e a ciência é a técnica – o fazer-se.  Todas têm que permanecer afinadas para que a sinfonia do saber possa tocar sua música universal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertrand Russell. Os problemas da filosofia. Trad. Jaimir Conte. Florianópolis: 2005.&lt;br /&gt;MARITAIN, Jacques. Grandeza e Miséria da Metafísica. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;http://revista.permanencia.org.br/&gt;. Acesso em: 15/08/2009.&lt;br /&gt;FERRATER MORA, José - Diccionario de Filosofía. 5ª ed. Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 1965. 2 volumes [existe uma versão portuguesa abreviada das Publicações Dom Quixote, Lisboa, 4ª ed., 1978].&lt;br /&gt;TAYLOR, R. Metafísica, Rio de Janeiro: Zahar. 1969.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7442252049273074274?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7442252049273074274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7442252049273074274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7442252049273074274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7442252049273074274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/harmonia-desafinada.html' title='A HARMONIA DESAFINADA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8346873452634841681</id><published>2009-08-07T11:22:00.001-07:00</published><updated>2009-08-08T06:16:40.367-07:00</updated><title type='text'>MADAME BUTTERFLY</title><content type='html'>Sem querer ser repetitivo, mas já sendo, eu de novo trago um vídeo do youtube. Sempre faço como sinto, esse é meu lema. Ou meu infortúnio. Queria ser diferente... talvez eu nunca seja feliz por me entregar demais aos meus prazeres ou as minhas coisas ... mas do que valeria a vida sem a dor ou o prazer á nos atormentar...&lt;br /&gt;Somos escravos - embora eu não me sinta assim - desses dois senhores e nem sempre nossa pobre vida sai como a gente planeja, quer ou busca.  Dai vem decepção, tristeza, medo, incertezas e desilusão.&lt;br /&gt;Porém uma coisa não podemos esqueçer nunca ... que é vivela; seja ela como for...&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5ofaoLKPz7c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5ofaoLKPz7c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8346873452634841681?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8346873452634841681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8346873452634841681' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8346873452634841681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8346873452634841681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/sem-querer-ser-repetitivo-mas-ja-sendo.html' title='MADAME BUTTERFLY'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8104480303302654981</id><published>2009-08-06T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T06:03:39.567-07:00</updated><title type='text'>Icaro</title><content type='html'>Icaro...&lt;br /&gt;Ah! Sonho de ser livre....&lt;br /&gt;Incondicionalmente livre ... &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wxIERN5-E8U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wxIERN5-E8U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8104480303302654981?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8104480303302654981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8104480303302654981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8104480303302654981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8104480303302654981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/icaro.html' title='Icaro'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4632818829286093913</id><published>2009-08-05T05:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T13:46:05.812-07:00</updated><title type='text'>E tudo começou pelo nariz...</title><content type='html'>E tudo começou pelo nariz, queria mudar, afinou e esticou sua ponta. Depois achou melhor mexer no queixo também. Não contente, começou a implicar com sua cor, queria ser claro, branquear - isso dizia as pessoas, mas nunca confirmado por ele - esticou o cabelo. Como um topázio branco cresceu.  Achava-se feio. Quando criança não tinha tempo de brincar, sua função era cantar, seu pai não deixou sua voz engrossar. Fabricado o menino queria ser feliz, crescer. Alguns reclamavam de suas idéias, outros diziam “vitiligo”; mas ele, são pela arte, somente cantava de brincadeira. Em suas mudanças mudou a arte da música, em seu espetáculo inventou dança e dançou. Casou, separou, cresceu, filhos vieram - todos brancos. Dinheiro, poder, inveja, acusações, crimes.  Tudo porque sua lei era lei de infância sem capitalismo – adolescente sem razão. Hoje voltou a sua origem inicial, tudo que criou era filho da sua cidade, de seu povo, até seus defeitos era história de uma nação “semraçamista” que sonhadora, busca uma nova unidade em si mesmo. Quem de nós pode questioná-lo, dizer que era louco?!... Será que em nós não reina uma loucura insana também? Duas coisas diferenciam-nos dele, a coragem, e a arte. Ousado, inovador, transformador, polêmico, artista. Tudo pela arte de viver arte, sonho de criança no mundo. Como eu queria ter um nariz desse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4632818829286093913?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4632818829286093913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4632818829286093913' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4632818829286093913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4632818829286093913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/e-tudo-comecou-pelo-nariz.html' title='E tudo começou pelo nariz...'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6741073565270170279</id><published>2009-08-04T11:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T06:34:27.816-07:00</updated><title type='text'>O Novo Criando Momento</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QdFVkDgyXEE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QdFVkDgyXEE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6741073565270170279?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6741073565270170279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6741073565270170279' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6741073565270170279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6741073565270170279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/blog-post.html' title='O Novo Criando Momento'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-558278726906458667</id><published>2009-08-04T10:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T11:50:30.328-07:00</updated><title type='text'>O Velho Sem Arrependimento</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q3Kvu6Kgp88&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q3Kvu6Kgp88&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Non, je ne regrette rien/Não me arrependo de nada – tradução de marcos fontinelli&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composição: Michel Vaucaire/Charles Dumont&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Non, rien de rien    -     Não, de forma alguma&lt;br /&gt;Non, je ne regrette  rien  -  Não, eu não me arrependo de nada&lt;br /&gt;Ni le bien quõn m’a fait  -   Nem o bem que fizeram,&lt;br /&gt;Ni le mal, tout ça m’est bien égal  -  Nem o mal, tudo é  igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Avec mes souvenirs   -   Com minhas lembranças&lt;br /&gt;J’ai allumé le feu    -  Eu alimentei o fogo&lt;br /&gt;Mes chagrins, mes plaisirs   -  Minhas aflições, meus prazeres&lt;br /&gt;Je n’ai plus besoin d’eux    -  Eu não preciso mais deles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balayés mes amours   -   Varri tudo, meus amores&lt;br /&gt;Avec leurs trémolos    -  Junto com seus aborrecimentos&lt;br /&gt;Balayers pour toujours   -  Varri para sempre                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Je repars a zero    -   Eu recomeço do zero&lt;br /&gt;Non, rien de rien    -   Não, de forma alguma&lt;br /&gt;Non, je ne regrette  rien   -   Não, eu não me arrependo de nada&lt;br /&gt;Ni le bien quõn m’a fait     -  Nem o bem que fizeram,&lt;br /&gt;Ni le mal, tout ça m’est bien égal   -   Nem o mal, tudo é  igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Non, rien de rien    -   Não, de jeito nenhum&lt;br /&gt;Non, je ne regrette rien   -   Não, eu não me arrependo de nada&lt;br /&gt;Car ma vie, car me joies   -   Pois minha vida, minha felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pour aujourd’hui ça commence avec toi  - No dia de hoje começam com você&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-558278726906458667?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/558278726906458667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=558278726906458667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/558278726906458667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/558278726906458667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/08/sem-arrependimento.html' title='O Velho Sem Arrependimento'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5115548154094497341</id><published>2009-07-30T05:33:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T13:42:26.443-07:00</updated><title type='text'>Lagoa</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OzrUs08-SWs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OzrUs08-SWs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;A lagoa é mansa &lt;br /&gt; suja de água limpa circular&lt;br /&gt;antes seu contorno me saciava &lt;br /&gt;hoje me sufoca&lt;br /&gt;queria saber pescar&lt;br /&gt;ter canoa&lt;br /&gt;ser ponte&lt;br /&gt;planar sobre sua lâmina &lt;br /&gt;ultrapassar seus limites&lt;br /&gt;quiçá evaporar. &lt;br /&gt;mas hoje somente me afundo&lt;br /&gt;densa que estou. &lt;br /&gt;oxalá eu me tornasse leve &lt;br /&gt;para escorrer de você &lt;br /&gt;uma gota que fosse&lt;br /&gt;como nevoa esvaizante&lt;br /&gt;virar nuvem &lt;br /&gt;e depois chover   &lt;br /&gt;encher outros rios,lagos e mares&lt;br /&gt;para talvez um dia voltar&lt;br /&gt;suave&lt;br /&gt;minada e filtrada &lt;br /&gt; assim saudosa de seus ângulos  &lt;br /&gt; fazer-se sua novamente&lt;br /&gt;sutilmente &lt;br /&gt;diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5115548154094497341?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5115548154094497341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5115548154094497341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5115548154094497341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5115548154094497341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/lagoa.html' title='Lagoa'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8937951982053103550</id><published>2009-07-27T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T03:05:50.544-07:00</updated><title type='text'>Um Beijo...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gPRESlT4Ccg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gPRESlT4Ccg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo era tudo o que pretendia - não na boca; talvez na face - estando enfrente ao seu objeto de desejo; uma boca de carne de pêssego, com respirado ofegante, e um cheiro de campo florido, que nunca sentira antes. "Aaah! A pele." Pele ela não tinha; parecia veludo do mais puro grau. Cabelos negros como a densa escuridão. Um olhar no fundo do mar de olhos verdes, dava a ele vontade de nadar em uma noite quente e iluminada pela presença da lua, tendo como companhias esparsas estrelas a testemunhar homérica aventura. O onírico de um rosto, preso em corpo de princesa, o atraia como mosca puxada pela luz. Ela sentia um calor nunca sentido, um fogo interno a consumir-lhe as entranhas e indo ter com suas partes baixas conversas intimas, velado pelo receio e a insegurança de um "não! Não posso. Não! Não devo..." Tudo paulatinamente perdendo importância. O Deslizar de sua mão penetrante, suada e quente, pelo rosto do amado, causava-lhe uma sensação maravilhosa de calafrios na espinha. Ela queria algo, impossível á seus dezesseis anos até então. Sua boca seca pedia água que jorrava na fonte dos lábios enfrente a seus olhos. Ele desejava-a e tremia como nunca, com a cabeça a dizer-lhe ao corpo de sua masculinidade e este procurando conter algo a mais que subia. “Macho não treme!” era o fluido passando por sua cabeça, dando ordens ás pernas para se manterem firmes. Foi então que tudo aconteceu. Ela não suportando mais de sede, pulou logo na fonte, extraindo dela baldes de beijos intermináveis, sedenta que estava; pondo um fim em falas sem importância. Ele derrotado momentaneamente, foi se acalmando e relaxando, entregando e aceitando o fato de não ter tido a coragem primeiro. O roçar de algo que saia de suas bocas passando lentamente pelos pescoços e terminando invadindo ouvidos desavisados arrepiavam-lhe as almas. Por trais dos muitos beijos perderam-se: cabeças, cabelos, roupas, corpos e juízos. Os dois tornaram-se um; se misturam numa dança prazerosa e frenética de lentos movimentos, cujos bailarinos, que nunca haviam dançado, entregaram-se ao ritmo alucinante dos prazeres e gemidos. Terminado a música, sobraram corpos suados, roupas abertas e um relaxar supremo contrapondo a uma tonelada na consciência pela loucura momentânea. “Meu Deus! O que fizemos.” Embalava o recompor rápido de poucas roupas,deixando o tempo falar por si. Com um, saindo pela tangente escura de uma noite; e a outra, procurando uma porta aberta, já carregando uma lembrança física da aventura. Oooh! Sofrimento inútil. Tudo estaria correto se não fosse o fato de serem irmãos. Por diante silêncio, apenas silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8937951982053103550?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8937951982053103550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8937951982053103550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8937951982053103550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8937951982053103550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/um-beijo.html' title='Um Beijo...'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2933754399085137407</id><published>2009-07-09T05:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T05:19:11.279-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplesmente Mercedes ...&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WyOJ-A5iv5I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WyOJ-A5iv5I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me dois olhos que, quando os abro&lt;br /&gt;perfeitamente distingo o preto do branco&lt;br /&gt;e no alto céu, o seu fundo estrelado&lt;br /&gt;e nas multidões, o homem que eu amo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me o ouvido que, em toda a amplitude,&lt;br /&gt;grava, noite e dia, grilos e canários&lt;br /&gt;martelos, turbinas, latidos, chuviscos&lt;br /&gt;e a voz tão terna do meu bem amado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me o som e o abecedário&lt;br /&gt;e, com ele, as palavras com que penso e falo&lt;br /&gt;mãe, amigo, irmão e luz iluminando&lt;br /&gt;a rota da alma de quem estou amando.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me a marcha dos meus pés cansados&lt;br /&gt;com eles andei por cidades e charcos,&lt;br /&gt;praias e desertos, montanhas e planícies&lt;br /&gt;pela tua casa, tua rua e teu pátio.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me o coração que todo se agita&lt;br /&gt;quando vejo o fruto do cérebro humano,&lt;br /&gt;quando vejo o bem tão longe do mal,&lt;br /&gt;quando vejo no fundo do teus olhos claros.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à vida que me tem dado tanto&lt;br /&gt;deu-me o riso e deu-me o pranto&lt;br /&gt;assim eu distingo a felicidade da tristeza,&lt;br /&gt;os dois materiais de que é feito o meu canto&lt;br /&gt;e o canto de todos, que é o meu próprio canto&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Obrigado à Vida&lt;br /&gt;Obrigado à Vida&lt;br /&gt;Obrigado à Vida&lt;br /&gt;Obrigado à Vida&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;de Violeta Parra&lt;br /&gt;( Trad. de F.L. )&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2933754399085137407?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2933754399085137407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2933754399085137407' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2933754399085137407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2933754399085137407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/simplesmente-mercedes.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1526346623702273866</id><published>2009-07-08T11:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T05:17:22.906-07:00</updated><title type='text'>SEGURANÇA</title><content type='html'>Ufa! Cheguei; que sufoco... quase me afoguei &lt;br /&gt;nessas águas em que pensei saber nadar.&lt;br /&gt;Mas agora estou a salvo. &lt;br /&gt;Sentado no barranco observo o rebojo desse rio. &lt;br /&gt;Mas a terra esta rachada, não há raízes e segurança se vai pelas fendas e brechas &lt;br /&gt;desse espaço que separa eu de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Não. Vou cair novamente...?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de me afogar.&lt;br /&gt;Mas essa terra que cá me encontro, não é segura.&lt;br /&gt;Esse barranco esta com profundas fendas e uma hora ou outra vai abrir.&lt;br /&gt;Lançando tudo novamente ás novas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu não sobreviver...?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1526346623702273866?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1526346623702273866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1526346623702273866' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1526346623702273866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1526346623702273866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/seguranca.html' title='SEGURANÇA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-131251762920727084</id><published>2009-07-07T03:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T04:03:14.496-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um pouco de mim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eWcfN5YOj5o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eWcfN5YOj5o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;                                                                   &lt;center&gt;  …ou um pouco de nós? &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sonhos são aquilo que nos fazem diferentes ou semelhantes”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-131251762920727084?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/131251762920727084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=131251762920727084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/131251762920727084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/131251762920727084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/httpwww_07.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-982406994852019183</id><published>2009-07-03T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T04:53:06.292-07:00</updated><title type='text'>POLUCA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Meninada gritando pelo terreiro, correndo salvando uns aos outros, tudo fazendo parte de uma das brincadeiras mais desejada do dia - salve cadeia - entre eles na maioria de cor negra, havia uma “branquela”. Todas as crianças a chamavam de Tia. Ela era a mais nova de uma geração de 13 irmãos, dos quais 12 eram filhos legítimos de mãe Preta; somente ela era “contrabandiada”. Era filha das aventuras de Chico, marido de mãe Preta, mas criada por ela como filha legitima. Afinal “ela não tem culpa das safadezas do Chico!”. Dizia sempre Preta quando questionada sobre a “branquela”. Foi trazida bebê pelos braços do pai. Este quando chegou, com a menina nas mãos, perguntou quem a queria. Preta nada disse. Dos filhos somente a mais velha, que era beata, tirou-a dos braços do pai e com ela ficou. “Oh...! Minha filha, seu pai vai arrumar mais uns 500 filho pro ce cria!” Preta a queria, mais ficava com receio, afinal já criara 12 filhos dele. Naquela altura marido e mulher já não viviam mais juntos, ou melhor, não dormiam juntos, pois era ele quem mandava em tudo; com anuência de Preta é claro. &lt;br /&gt;De filha recusada a menina passou a ser criada com todo esmero e mimo por Preta; marcada pela inveja e raiva dos irmãos. “Foi achada no mato!” Dizia sempre Ganga, o caçula antes dela, somente para vê-la chorar. A menina tinha um sonho. “Ser preta!” Assim como a mãe que ela conhecia. Vivia ali a perguntar. “Por que somente ela era branca se todo mundo era preto?” Chorava sempre pelos cantos o sonho em ser negra acalentada pela mãe atenciosa que lhe falava: “Minha filha! Ganga também era branco, daí com o tempo, ele escureceu e ficou preto. Cê vai ficar preta também sô!” As palavras da mãe ecoava pelos ouvidos da menina como música fomentando seu sonho impossível. Contentando-a e impedindo os contínuos choros pelo fato. &lt;br /&gt;Todas as crianças eram filhas dos irmãos da menina. Alguns até mais velhos que a mesma, entretanto, todos lhe tomavam benção. Tudo por obrigação, porque respeito era outra história. Eram crianças e entre estas, essa hierarquia familiar se perdeu. &lt;br /&gt;A fazenda era grande, plantavam-se cana - de - açúcar e dela retiravam o sustento da família; produzindo pinga e rapadura. Levantavam cedo - madrugada - para pegar na lida. A meninada - sempre sonolenta - cabia a lavagem dos tachos de cobre, nas fornalhas recém acesas, tomar garapa, comer moça branca e amanhecer dormindo sobre o bagaço de cana, pertinho do calor das fornalhas. Ao acordar, um cheiro doce de caldo de cana misturava-se ao azedo do bagaço do dia anterior. O sol trazia junto com ele, enxames de abelhas, zumbindo em seus ouvidos acordando assim a meninada que logo saiam a “zoretar” pelo terreiro. Tocando e fechando gado para ordenha. Para então a pouco tomar leite-com-café adoçado por açúcar mascavo.&lt;br /&gt;O engenho não parava. De madrugada moia-se a cana; impulsionado pelo canarinho e sabiá, dois grandes bois amarelos, que emprestavam suas forças as engrenagens do engenho fazendo tudo girar. De manhazinha, depois que o sol nascia, apurava-se o melado (com a espumadeira), colocando-o, antes de endurecer, nas formas; debaixo destas, jogavam-se folhas verdes de bananeira. “É pra não prega!” Explicava o velho “Seo” Lucas, um negro, cortador de cana da fazenda. Então, se cobria todas as formas, com argila fresca - tirada de um brejo ali próximo - justificando-se que aquele ato clareava o açúcar.&lt;br /&gt;Na hora do almoço era aquela folia. Meninada para almoçar; no prato feijão preto, arroz branco, molho de frango tingido por açafrão e fatias de queijo fresco. Prato cheio, barriga cheia. Após o almoço; doce de leite ou rapadura; “pra tira o sal da boca.” Falava Mãe Preta. &lt;br /&gt;Uma hora ou outra a meninada brigava. As vezes por coisa comum, outras por deixar alguém fora da brincadeira. Quando a “enrusga” era com a menina o choro vinha logo. “Vô conta tudo pra mãe!” então corria para a barra da saia de mãe Preta. “O que foi? Vai brinca!” Não resolvia. Ficava ali pelos cantos. “Ta comendo barata né !?”Questionava Ganga. Apenas para aumentar a mânha.  Então da sala emanava um resmungo grotesco, grosso e meio rouco. “Da essa menina pra mim; Dona Preta! Chô leva ela pra casa.” Arrancando da cintura um facão, passando-o pelo assoalho e “abugalhando” os olhos cheios de lágrimas da menina. Era o “Seo” Lucas dando um fim a “choro de menina manhosa”. Por diante engolia-se o choro. O medo estava presente. “Home feio!” ela não ousava chorar mais perto dele. Secava as lágrimas na ponta da saia do vestido, engolia o soluço e saia.&lt;br /&gt;Durante a tarde de sol, depois da chuva. Um cheiro de terra molhada misturava-se ao perfume da florada dos pés de manga no mês de agosto. O terreiro chamava a meninada para voltar logo a correr. “Pega...pega... menino!” “Salve cadeia... Corre!” “Pic...! Um, dois, três. Ta prezo!” Durante as corridas, algumas vezes, um ou outro, caia - ralando tudo - o choro nascia inevitável. Dai Tia aparecia dizendo. “Minino; cala boca! Chora não! Porque se não dá pro luca”.  Se oce chora, eles dão ce poluca!  E assim ficou o nome dela a partir de então.  Todos esqueceram o “branquela”; passando-a a chamá-la de “Poluca”. Hoje, meninos não há mais. Irmãos são poucos os que Deus ainda não levou. Restando a ela filhos, netos e uma vida de viúva. Mas uma coisa não aconteceu; e saudosa ela, ainda hoje, espera a promessa ser cumprida. Pois continua sendo branca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-982406994852019183?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/982406994852019183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=982406994852019183' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/982406994852019183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/982406994852019183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/07/poluca.html' title='POLUCA'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2110980739608327705</id><published>2009-06-21T08:34:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T08:36:18.581-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro de mim&lt;br /&gt;será o último de Nós&lt;br /&gt;o último de mim&lt;br /&gt;será ninguém&lt;br /&gt;entre Nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2110980739608327705?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2110980739608327705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2110980739608327705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2110980739608327705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2110980739608327705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/06/nos-o-primeiro-de-mim-sera-o-ultimo-de.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6678201353954828600</id><published>2009-03-30T10:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T11:46:14.959-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SdJbSb-UTAI/AAAAAAAAAII/psGtI3aMw10/s1600-h/eros+perfeito.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SdJbSb-UTAI/AAAAAAAAAII/psGtI3aMw10/s320/eros+perfeito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319414482182884354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O AMOR DE PLATÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Hei Você! Você mesmo que esta lendo estas linhas, responda-me se puderes. Você seria capaz de definir-me o amor? Certamente você me diria que sim, correto? Então eu lhe proporia que me exemplificasse, por diante me daria mil e um exemplos e explicações do amor. Certamente esses conceitos hora viriam carregados de suas experiências próprias, de sua visão de mundo, hora de seus gostos e desejos. Certamente você omitiria algumas formas de amor por conveniência, ou por ignorância, preconceito ou mesmo por ausência na mente de determinadas formas de amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Você não foi o único a tentar conceituar o amor, desde tempos idos pessoas buscam definir esse conceito “amor”, poetas o cantam, filósofos o conceituam, escritores dispõem dele para construírem fantásticas historias de homens e mulheres, no entanto, não conseguimos, ate os dias atuais, defini-lo completamente.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;       Foi Platão um dos primeiros filósofos a construir algo entorno do amor. Foi ele através de seu “O Banquete”, que tenta dar razão a algo que não tem razão. É no decorrer das paginas deste pequeno grande livro,caro(a) colega, que vamos tendo uma compreensão deste tão abstrato, e ao mesmo tempo concreto desejo/sentimento. Platão coloca nas palavras de pessoas como Agaton, Aristodemos, Sócrates, Fedro, Pausânidas, Eriximaco, Aristófanes e Alcibíades o mesmo assunto; todos eles presentes em um banquete na cidade de Atenas, desta reunião saem discursos inflamados, regrados a bons goles de vinho, das mais variadas formas de Eros. Começa com sua suposta genealogia divina e vai passando de boca a boca a sofistica do Eros. Alguns dos presentes no banquete nos fazem enredos das formas de amor, outros nos dão uma noção de ética através dele. Com isso Platão demonstra uma idéia de seus conceitos de amor e de como os gregos viam este sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O amor para Platão e algo superior, vive no mundo dos homens e no mundo dos deuses. É algo “ligador” de tudo, do qual as pessoas não têm senão algumas impressões do que seja realmente este sentir. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Um dos convidados do distinto banquete fala que os homens no início eram seres duplos chamados de andrógenos (homem/homem, mulher/homem e mulher/mulher) e que estes tentaram uma desastrosa ação contra os deuses sendo logo depois punidos. Os deuses resolvem dividi-los, formando dois seres individuais, disto resultou segundo Platão, a eterna procura por nossa metade; os andrógenos depois de divididos, passaram à existência a procurar sua própria metade. O eterno desejo de falta (saudade), pois, segundo Platão, apenas podemos desejar, caro (a) leitor(a), aquilo que nos falta; não buscamos necessariamente aquilo que já possuímos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Aqui em Platão encontramos uma tentativa de explicação, através dos mitos, de um sentimento, muito embora não seja uma explicação totalmente mitológica, pois da um enfoque filosófico nestas, Platão retira de Eros (amor) a condição de deus e o torna algo que une, uma espécie de “cola” entre os mundos sensível e o das idéias, algo entre os homens e os deuses ou entre os próprios seres humanos “o intermediário”. O amor como força de união, coaguladora e agrupadora de tudo. Em termos relacionais ele da ao amor conceitos relativos, retira dele o absoluto, e diz ainda que deva ser pensado como fator relativo, pois constituí amor (ligação) de algo a alguma coisa, digo, aquilo que unifica (o cimento) os seres; o amar estabelece relação (o desejo) entre quem ama e o objeto amado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      O amor é um dos maiores bens dos homens, juntamente com a ética, justiça, sabedoria e inteligência, ele não é bom nem necessariamente ou mau em si mesmo explica Platão. Na verdade carissimo(a), Platão relaciona o amor com a verdade; para o ateniense a verdade do amor vai além da força, da forma ou do poder. Quando se ama, independente da maneira deste amor, pretende ser correspondido, ser unificado (ser amado), ou seja, que este sentimento seja verdadeiro (uno). Quando somente um ama não há amor (ligação), mas somente sofrimento (separação). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;      Platão concebe o amor também como desejo, do algo perdido ou do algo que nunca possuí; objeto que anseio pessoal. Se eu já possuo o objeto, não desejo; e se eu não o desejo, necessariamente não amo; então somente posso amar (buscar) aquilo que eu não tenho. Como vemos o amor nasce de quem ama (busca) em direção ao objeto desse amor (desejo). Mas ele somente sobreviverá se for recíproco (unificador), caso contrário perece retornando sua busca novamente. Então amigo(a) leitor(a) lhe desejo boa procura e bons desejos e que eles sempre os sejam favoráveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6678201353954828600?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6678201353954828600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6678201353954828600' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6678201353954828600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6678201353954828600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/03/busca-de-eros-hei-voce-voce-mesmo-que.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SdJbSb-UTAI/AAAAAAAAAII/psGtI3aMw10/s72-c/eros+perfeito.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-8664301529215989907</id><published>2009-03-23T12:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:10:37.116-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Revoltosos Sonhos Interrompidos&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto apenas era o que se discernia, se viesse de cima, fixo naquela longa estrada isolada; à medida que se aproximava constatava-se que deveria existir vida na mancha negra, pelos movimentos que dela partia, eram lentos e morosos quase ilegíveis, escorrendo vagarosamente pela imensidão avermelhada da terra, como uma folha seca arrastando-se lentamente, empurrada pela brisa que sopra. Já quem por terra seguisse, o verde de um cerrado triunfante ilhava a visão, com suas arvores tortas distantes uma das outras, sendo que debaixo, ou entre esses espaços, facilmente se encontraria variados tipos de capim disputando com arbustos, grandes ou pequenos, cheios de flores ou frutos, criando a sensação de uma triste palheta suja de variadas cores, esquecida em algum canto pelo ausente pintor; o vazio do nada circundava marcando toda visão numa difícil confusão. Logo, solido visualmente era apenas a estrada, a sumir com suas curvas, cortando a imensidão viezadamente; dificultando mais a percepção visual estava uma quase invisível névoa esvaindo pouco a pouco pelo calor do nascente sol. À medida que se aproximava, notava-se que o ponto movia-se com um ligeiro trotar, que agora, mais próximo, distinguiam-se melhor os dois esguios cavaleiros, de encontro ao vento, lado a lado, balbuciando assuntos inaudíveis. Seus cavalos, produziam movimentos repetitivos e por onde quer que passassem, por aquele chão batido, deixavam marcas na umedecida estrada; uma-a-uma os cascos perfuravam, hora a areia, hora a terra vermelha, limpa e sem vida, trincada, dias antes, pelo calor do sol. Subindo e descendo, causando impressão aos olhos, em um vai e vem, quase invisível dando aparência, a quem olhassem de lado, de tratar-se de uma melancólica pintura impressionista, de imagem leve porém, com grossas pinceladas apaziguante da alma. A seqüência de movimentos produzia sons de toc-toc-toc-toc multiplicados por oito cascos, misturando-se ao canto de invisíveis pássaros. Um pueril, raro efeito de pesados grãos de areia, subia por entre os cavaleiros, levandos a vagar pelo ar, dissolvendo-se por entre as folhagens da beira da estrada; um cheiro inebriante de folha nova, após uma longa chuva noturna de outono, acompanhava-os, por onde que passassem os arrependidos cavaleiros.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eta vida doida essa nossa sô” interrompia a solidão do momentâneo silêncio, produzida por um dos corpos ali sentados sobre ricas arreatas; a de um deles, havia desenhos em forma de ‘s’ sem fim, e a do outro, um grosso pelego de couro de carneiro, tornava macio o assentar-se; ambos possuíam estribos de bronze trabalhados e sobre eles belos riscos de nada. Naquele balanço eterno, um dos corpos enquanto falava, indicava a boca o resto de um cigarro de palha, feito na noite anterior, recém aceso . Sua boca e nariz fino eram divididos por um discreto bigode de dezessete anos, agora esfumaçado momentaneamente, colado a uma cara de sono e cansaço. De resto, sobre a cabeça um requintado chapéu úmido, escondia a cabeleira negra cacheada avulsa; debaixo do chapéu, uma gola de camisa de algodão, ressequida pelo calor do corpo, tecida e fiada em casa de mãe; cobria o seu jovem e esguio dorso. “Será que fizemos a coisa certa?” Perguntava ao parceiro de estrada enquanto a conversa continuava, se arrastando solta, para não morrer. Do outro lado, uma mão vagarosamente agarrava algo, procurando não ouvir, já mudando o rumo da conversa, trazendo para a luz do dia um objeto arredondado preso a cintura pela dourada corrente afixada na fivela da calça xadrez de algodão fresco, colido, descaroçado, cardado, fiado e tecido por uma jovem e bonita esposa dias antes. Navegava por sua cabeça, enquanto os pensamentos dissolviam-se em palavras vagas soltas pelo momento; coisas da vida, o quanto tinha sido bom, seu casamento e suas aventuras, a questão dos revoltosos, agora acabada, mas viva em suas lembranças. Falando foi separando o joio do trigo de sua tenra historia de vinte sete anos. Agarrou logo o objeto que buscava no balanço de um amassado paletó de linho branco e continuo olhando o que o objeto revelava. Tudo acontecendo no balançar dos segundos que os ponteiros indicava, dando aos dois solitários cavaleiros, da estrada isolada, o instante exato do acontecido seis horas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas almas, léguas de distancia do nada, na imensidão esverdiante do cerrado, com cabeça pesada pedindo perdão pelo ocorrido, cheia de medo e prazer, sentados sobre dois grandes apalusas. Um branco, com longas manchas pretas sobre suas ancas outro  com poucas diferenças, mas, com uma imponente crina trançada. Manoel, cuja mãos ainda meio sujas, balbuciava algumas palavras inaudíveis desabafando, tentado justificar o injustificado, às vezes esfregando a cara para limpar a consciência. O que havia dito “eta vida doida essa nossa sô”, Olímpio, estava preso as lembranças das falas de mulher e de vida; coisas que homem não precisa escutar. Sabia que o viver às vezes lhe pregava peças, tipo aquela em que se metera. Com o relógio na mão, agarrando-o com sua força inteira dizendo a si mesmo que sua postura era correta. Seu pensamento passeava por outras terras, estava ansioso por esquecer o ocorrido. O fato como um cheiro indesejado impregnara-se nele, pensou em um banho, lembrando no mesmo instante que se encontrava léguas de casa; desde então passou a estar louco por um rio, queria se lavar; imaginando água limpar consciência. O reflexo do objeto em contato com o sol o chamou atenção, estava em sua mão, e por alguns instante ficou a esfregá-los por entre os dedos, passando de um lado a outro , dando mais brilho ao que já tinha.  Abriu-o mais uma vez, não pelas horas, mas pelo conteúdo que ele carregava, preso na tampa interna uma foto lembrara o rosto de quem tanto amava. E por mais alguns minutos o tempo dissolveu na lembrança perdendo seu sentido original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um “cobramos nossa dívida...” sai da boca, seguida de varias outras palavras pelo espaço soltas, a quem pudesse ouvir, como que queria dar continuidade a algo que não tinha fim. Tendo pela frente um ouvido cúmplice, procurando ver alguma coisa invisível que o distraísse na vegetação. As horas dissolviam-se por entre cascos de cavalos acompanhados de um longo e tedioso assovio indiferente mudara momentaneamente a direção da conversa vinda de uma das partes. Manoel chegara à conclusão de que não havia nada mais a fazer. Palavras eram inúteis, diferente da noite anterior, em que “eles gritavam como mulheres”, pensou ele, saltando pela boca, “Bando de covardes”. Passando a fio da memória, acontecidos e restos de sonhos impossíveis. “Cê conhecer o Cavaleiro da Esperança?”. Interrompia o silencio momentâneo fazendo brotar um assunto. Deste gesto fluíram instantaneamente as respostas da boca de Olímpio.“Prestes? Ah sim! Era ...” quebrando finalmente o absurdo e teimoso silêncio. Pela cabeça jovem de Manoel caminhavam sonhos que a de Olímpio nunca encontrara pessoalmente. Olímpio achava que Prestes era um bandido, sendo mesmo caso de polícia. O sonho que tivera assim como Manoel tinha os agora era tolice. Coisa de jovem. “Esses comunistas dizem que Sab das coisas mais na verdade não Sab de nada;” eram as palavras que saia da boca de Olímpio, tentado retirar pelas inúteis fala os sonhos de um jovem, que não aceitava de forma alguma as conclusões a que chegara seu companheiro de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que Olímpio afirmava, nem de perto, tirava de Manoel a vontade de ingressar na coluna, ou mesmo de conhecer Prestes, porém uma coisa tinha contra sua vontade; Prestes estavam quilômetros de onde eles estavam nunca iria conhecê-lo. Sabia das histórias da coluna por pessoas, que ouviam radio, e contava a ele, ou mesmo por lembrança, anos antes, de terem vistos a coluna. Ele se fazia um verdadeiro investigador perguntando sobre a coluna, bastava alguém dizer que tinha visto a coluna que lá estava Manoel, debulhando perguntas sobre como eram e de onde tinham vindo e... Eram muitos cavaleiros, chegaram galopando pela empoeirada rua do comercio e fecharam um venda, pegaram nela o que precisavam, diziam que pagariam, deixando papeis e promessas sem valor.  Mas tudo aquilo não tirava dos retirantes a magia do ideário, nem tão pouco, a audácia de estar sempre conhecendo locais novos, saindo para Manoel do marasmo daquela vida em cidadezinha, alem da honestidade indelével do comunista, intocável em seus pensamentos. “então Mané é por isso que eu não falo no Prestes”. “Não! Olímpo você é que não gosta da idéia de ir embora e deixar a Ana”, a conversa costurava entre sonhos e estocadas, de um lado e de outro, não havia vencedores, isso serviu para ambos esquecerem o tempo perdendo assim noção das horas. Um sabia que o outro não poderia fazer nada; os dois não passavam agora de sonhos mortos. Tanto de um lado quanto do outro. O mais velho não teria prazo pra seus planos de jovem casado e o jovem amigo não poderia ir onde queria, devido a léguas de distância que se encontravam agora de seus lares. &lt;br /&gt;(continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-8664301529215989907?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/8664301529215989907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=8664301529215989907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8664301529215989907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/8664301529215989907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/03/revoltosos-sonhos-interrompidos-um.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4973663952267030405</id><published>2009-03-23T11:34:00.001-07:00</published><updated>2009-04-04T06:02:13.053-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SckG6no3YVI/AAAAAAAAAH4/QqO7qhWdQLY/s1600-h/grecia+em+ruinas.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SckG6no3YVI/AAAAAAAAAH4/QqO7qhWdQLY/s320/grecia+em+ruinas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316788439230144850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ética! Está ai uma prática pouco exercitada hoje em dia, seria a ética coisa relativa? Parece que na égide do século XXI, os seguidores de Protágoras estão enterrando seus contemporâneos socráticos e platônicos. Parece que não há mais local para algo holístico no sentido humano. O absoluto perdeu poder para o relativo, tal qual como queria Protágoras “o absoluto é algo relativo”. Isso significaria afirmar que a ética, como algo socrático/platônico, caiu por terra? A ética virou convenção?&lt;br /&gt;Eu aqui penso que relativismo em ética seria quase um individualismo sobre classes, uma superação das vontades de um indivíduo sobre o outro, uma conveniência. Algo caótico sobrepondo a algo antes cosmológico. Em nosso atual momento o relativismo ganha poder liderado pelas mentes de uma sociedade burguesa tapada, corrosiva e ansiosa por beleza de prazeres momentâneos. Parece que o lógico esta de regime, proibido de comer “o absoluto” agora se delicia com o manjar dos deuses do relativo diet consumista. Qual será o resultado disso? O conhecimento perdeu peso. A loucura ganhou forma. A sociedade criou mecanismos á pensarem por ela, "ideologias de insanidades". Não se pensa; pensar é absoluto e consequentimente ilógico. Que ambiguidade grotesca é essa? Imagina pensar ilógico! Tem lógica? Isso tudo é coisa de nosso século. Logo os séculos XIX e XX que nasceram sobre o ar profético das ciências que se anunciava ser o ápice da razão e do conhecimento morreram desiludidos. E o século XXI seria o século de Protágoras? O do relativismo consolidado? Do fabricado e "pensado", do sem fronteiras,da "comunicação global",do sofismo, do homem superior a tudo, do lasser passer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4973663952267030405?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4973663952267030405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4973663952267030405' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4973663952267030405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4973663952267030405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/03/etica-esta-ai-uma-pratica-pouco.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SckG6no3YVI/AAAAAAAAAH4/QqO7qhWdQLY/s72-c/grecia+em+ruinas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-6951146082289093407</id><published>2009-01-07T09:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T10:36:25.316-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Gnosiologia do Conhecimento?&lt;br /&gt; O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às vezes me vem à mente algumas questões bobas e por alguns instantes me pego fazendo perguntas, e busco em meu pequeno terreno “sólido gasoso” chamado mente as resposta, que na maioria das vezes não encontro suficiente argumentação que convença as minhas angustias. Um exemplo clássico disso é agora, me veio à cabeça “O que é conhecimento?” “Como conhecemos?” Daí caminhando vou para o território da filosofia tentar encontrar uma estrada de fácil acesso para chegar a meu porto seguro; muito embora desconfiando que porto seguro não haja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos então do inicio, que para mim esta na etimologia, isto é, em sua definição e origem. Conhecimento é uma palavra com sentido polissêmico. Segundo nosso amigo  o dicionário Aurélio, “conhecer: ter noção, conhecimento, informação; saber. Ser muito versado em; ter relação, convivência. Experiência...” E por ai vai.  Isso já nos da uma luz, todavia ha mais coisas neste ato, pois a meu ver, conhecer vem do mais intimo ser de cada um. É algo inato, entretanto precisa ser exercitado, daí a complexibilidade em definir ou mesmo entender o conhecimento, pois em cada individuo esse fenômeno acontece de forma única.  Em todos os tempos, deste seu mais ínfimo nascer, a filosofia busca abordar a questão do conhecimento, tentando explicar ou teorizar ou ate conhecer o conhecimento, mas as coisas sempre esvaem  por entre os dedos dos pensadores. Se formos aqui pontuar nomes de filósofos que tentaram resolver essa problemática, entraríamos no contexto estério infindável, pois todos eles de certa forma, tentaram resolver essa questão; de Pitágoras a Platão, passando por Kant indo dar em Sartre, sem exceções, buscaram a resposta e encontraram apenas mais perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais e eu nessa historia? Onde fico. O que eu entendo por conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, conhecer e entender o conhecimento se tornou para a filosofia sua busca principal; e eu, como postulante a filosofo, não poderia deixar de dar pitacos sobre a temática.  Com isso digo de cara que a filosofia, e somente ela, pode tentar dar fim a essa problemática, mesmo que esta não tenha fim. Mais e daí? O que é conhecer para mim? Bom para mim, somando se tudo, o empirismo, racionalismo, kanticismo e a fenomenologia todas outras correntes evidencia-nos uma abordagem ampla e individual da problemática do conhecer. A palavra gnosiologia vem do grego e quer dizer conhecer ou conhecimento, é como Platão chamava o conhecimento, que por sua vez traz em sua genese a qualidade de radical, pois abrange pesquisa profunda e fundamentada, experiencias individual  do tipo que cada uma das interpretações/experiencias acaba por ter influencias de seus pesquisadores e da maneira como eles enxergaram o mundo e seu tempo. Por isso eu afirmar que "o conhecer" tem haver com nossa experiência, com aquilo que nos atinge e com o quanto fomos influenciados por determinadas idéias, mas também não nego ter haver com pesquisa continua e incessante que faz disso tudo uma busca de fio de Ariadne.  Foram Piaget e Vygotsky que nos falam sobre as formas como captamos o mundo a nossa volta interagindo com o mesmo, isso mostra que aprender tem mais haver como nossas experiências vivenciadas, erros e acertos, e com aquilo que nos permeia. Desta atitude brota, a meu ver, o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fazia minha 6ª série (7º ano agora), me lembro muito bem das falas de uma professora de ciências, embora não me venha a mente o nome dela, sempre dizia em sua sabedoria de senhora vivida, que "celebro é um músculo se não usarmos vai atrofiando e murcha"; eu, menino que era, não entendia muito bem o que Dona Célia, acabei de lembrar o nome da “danada”, queria dizer. Passado os tempos, hoje percebo sua sabedoria e trago seus dizeres como exemplo para mostrar que inteligencia tem haver com o modo como captamos e trabalhamos as informações que recebemos do meio e não somente com um apanhado de teoria que lemos em algum livro de alto ajuda. Exemplo disso é a de pessoas que lêem vários livros, em detrimento das que leram somente um, ou até nenhum; em alguns casos as que leram somente um, ou nenhum, destacam-se melhor que as que leram vários; isso acontece devido algumas pessoas conseguirem captarem de maneira salutar e melhor as informações do meio que as cerca, enquanto  outras ficam somente no acumulativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão é a distinção clássica entre conhecimento e sabedoria; um necessariamente não substitui o outro. Conhecimento tem haver com como o individuo capta as informações e sabedoria possui relação direta com o age deste perante se e perante o meio que o cerca. A sabedoria esta em como o indevido usa seu conhecimento e não em como ele acumula. Concluímos ai que a sabedoria está na maneira como as pessoas utilizam suas experiências cotidianas para o bem comum ou em prou de se próprio buscando o ser humano; o chamado “agir bem”. O conhecimento já é algo relacionado com tudo que eu capto ao meu redor e apreendo, acumulo, discrimino; o conhecimento relaciona-se com acumulo de capacidades, diferindo da sabedoria que esta no campo da aplicação do agir. Neste sentido o conhecimento é individual, lógico, psicológico e biológico, dialogando com a sabedoria que é ética, filosófica e moral; o como agimos e trabalhamos as informações que adquirimos. Entender e teorizar a gnosiologia é uma tarefa homérica, e um tema não somente para os gigantes pensadores tratarem, mas também, para todos nós postulantes solitários a filosofia.    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Isso responde sua pergunta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-6951146082289093407?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/6951146082289093407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=6951146082289093407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6951146082289093407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/6951146082289093407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2009/01/gnosiologia-do-conhecimento-o-que-isso_7731.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1994764812753076118</id><published>2008-12-10T08:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T08:57:54.269-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“DEVEMOS JULGAR UM HOMEM MAIS PELAS SUAS PERGUNTAS QUE PELAS SUAS RESPOSTAS”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Voltaire&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1994764812753076118?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1994764812753076118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1994764812753076118' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1994764812753076118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1994764812753076118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/12/devemos-julgar-um-homem-mais-pelas-suas.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-732571053137662332</id><published>2008-12-01T01:36:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T12:48:56.282-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2H4J9VGp1I/AAAAAAAAAJc/Rndb4aKgcuk/s1600-h/catiti.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2H4J9VGp1I/AAAAAAAAAJc/Rndb4aKgcuk/s400/catiti.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431895475551119186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:26.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family: &amp;quot;Old English Text MT&amp;quot;"&gt;O Encantado &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:20.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family: &amp;quot;Old English Text MT&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:20.0pt;mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family: &amp;quot;Old English Text MT&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:26.0pt; mso-bidi-font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Old English Text MT&amp;quot;"&gt;H&lt;/span&gt;avia tempos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Contavam-se muitas estórias de encantamento e de sonhos, e essa é uma delas. Trabalhavam em uma fazenda um casal, muito pobre. Viviam lida do dia -a- dia, tinham vários filhos entre eles, destacava-se uma filha, deram-na o nome &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-style: normal;mso-bidi-font-style:italic"&gt;Catiti, nome de avó tupi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;; menina bonita de pele morena, cabelos lisos e negros como a noite sem luar, olhos claros e brilhantes, semblante alegre, altiva e esperta que por aquela altura, tinham seus doze anos completos, já mocinha, sempre sonhando sonhos de mulher. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dia sim- dia -não Catiti ia ao rio lavar as roupas da família, às vezes cantarolava pelo caminho, não pela alegria da lavagem pois não gostava muito da imposição da mãe pelo serviço, outrossim, necessidade de espantar seus medos de menina moça. O rio sempre caudaloso, com grandes barras e ribanceiras a erguer-se por suas margens trançadas por raízes de todos os tamanhos e tipos a beber de suas águas. Raízes sustentavam enormes árvores, em seus galhos pássaros zuretando uns aos outros. Formando assim algazarra de cantos com o barulho das águas a correr. Seu pai havia preparado-lhe uma barra, fizera “picagem” na vegetação, abrira clareira na margem, tirou terra colocou pedra, onde o rio fazia rebojo raso, local de leito pedregoso ancorado por enormes raízes do tipo que se Catiti entrasse nas águas lhe cobririam apenas os pés e tornozelos. Fazendo sombra a isso tudo uma frondosa gameleira com enormes galhos e raízes descobertas. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Às vezes Catiti, entretida na lavagem, escutava vozes, não muitas, parecia sempre ser uma só, sopro do vento, a fazer-lhe sempre um convite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Catiti...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Vem comigo...” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Vem comigo Catiti para Emunah...”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desconfiada e assustada, resmungava sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Não vou de jeito nenhum... Não vou largar minha mãe e meu pai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vamos Catiti... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vamos!...Eu te dou uma casa; lá você terá de tudo, que você quiser, comida, roupas, jóias. Não vai precisar trabalhar nunca Catiti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Com muito custo à voz foi convencendo Catiti a aceitar seu convite. Porém havia um entrave, disse a voz: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Oh! Catiti... Feche os olhos, você não poderá ver o caminho, não pode ver nada; até chegarmos lá.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dizendo isso a voz some, e um silêncio cortante envolve o lugar, aparecendo repentinamente um pássaro voando em sua direção, parando acima dela agarrou-a e a levou. Seus olhos, mesmo que querendo não permaneceram abertos, foram se fechando, um profundo sono abateu sobre ela, ficando na lembrança somente um fio de luz, intangível a transpassar suas retinas, adormeceu.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os pais desesperados, com o sumiço de Catiti, saíram todos a procurar nos vizinhos ou por onde houvesse sinais dela ou de quem a visse. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O pássaro sobrevoando uma enorme casa, foi logo dando sinais de pouso. Catiti quase lúcida, já passando o estágio de dormência acordara, via a cena. Era uma velha casa, com enormes varandas a circundar, dava a impressão que lá muito ninguém a habitava, algumas partes já estavam em ruínas. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A grande ave a deixou em uma enorme entrada, por instantes &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;esquecera que queria, observar o pássaro, não o vira direito. Deixou pra lá, estava assustada com a casa, “devia ser muito bonita”, pensou Catiti. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mesmo velha via que se era bem feita, com colunas de aroeiras, bem torneadas, grandes e fortes já apodrecidas pelo tempo. Um enorme assoalho era seu piso. Algumas árvores cresceram bem perto das paredes rachando-as&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;danificando suas estruturas,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;janelas eram muitas, todas pareciam estar abertas a um bom tempo. Catiti não fizera de rogada, foi logo entrando pelos portais cheios de detalhes, estava curiosa com que encontraria dentro. Espanto, essa era Catiti ao ver na sala o que a esperava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tinha de tudo enquanto pudera imaginar em sua cabeça de criança moça; diversão, comida, beleza em uma enorme mesa, nem parecia ser aquela tapera que se via do lado de fora.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Cortinas enfeitando as janelas e paredes, móveis nunca vistos por ela, tapetes a ofuscar intenso brilho do assoalho, marcado por seus pés descalços. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Caminhou para uma anti-sala, nela estava uma grande mesa com doces, bolos, biscoitos, assados e pratos que nunca vira ou ouvira falar. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Uma cadeira solitária ao lado com um vestido de cor branca como flor de cafezal novinho, ainda cheirando a entretela, com enormes rendas e bordados a cair pela saia a esperava; aos pés desta cadeira, um lindo sapatinho enfeitado por uma rosa. No meio da mesa um castiçal de três velas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A voz a falar a ela mansamente, dizendo: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Entre Catiti, observe e me diga se esta tudo a seu gosto?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Pergunta a voz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Coma e brinque o quanto quiser, tudo isso é pra você.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Troque suas roupas, vista esse vestido branco sobre a cadeira, a noite vem chegando e esta frio, hoje a festa e sua. A festa de uma só. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Você não está aqui? Onde você está? Apareça. Não ficará comigo? Tenho medo de ficar sozinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Catiti interrompendo repentinamente a voz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Solidão Catiti, coisa que lá muito me acompanha, será também sua melhor amiga de hoje em diante; entretanto te darei uma companhia pra conversar, todos os dias uma ave vira te visitar mas será somente durante o dia, durante a noite estará sozinha. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;O pássaro será seu amigo, tudo que contar a ele estará dizendo a mim. Não precisa ficar com medo, nada lhe acontecerá, não lhe farei mal algum, te observo há tempos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Não se preocupe, não acontecerá nada contigo, eu te amo minha menina. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Deixarei o tempo fazer sua parte. Você só me verá quando for crescida enquanto isso, aguardo a sua decisão de aceitar meu convite de casamento que faço agora. Esta casa é um mundo mágico onde eu sou o senhor. O tempo pra você tem pressa e importância, já para mim, de nada adianta. Dentro destas paredes todos seus sonhos e desejos se realizarão basta pedir. Você não está presa pode ir quando quiseres. Quanto a mim, carrego uma maldição, por isso não posso te ver. Pronto, já lhe disse o que posso com o tempo descobrirás. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dizendo assim, a voz sumiu, Catiti ficou sozinha, assustada com tudo aquilo, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;em um mundo desconhecido, sentia vontade de chorar, seus olhos lagrimejados, piscavam como faróis acessos buscando clarear a noite. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Casamento ! Mas ... Não disse nada à voz, não sabia o nome dela, apenas imaginava que fosse um rapaz muito bonito, pensando assim se acalmava. Comeu, brincou, enquanto o tempo passava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez ela possa me dizer que lugar é esse, ou mesmo, de quem é essa voz. Pensou ela já levantando em direção a ave. Era uma bonita ave, nunca tinha visto ave igual, parecia uma arará, tinha grandes asas e bico apontando para baixo, asas de cor cinza, tão grandes que quando abrira a envergadura tinha mais de metro, suas garras eram afiadas; Catiti mesmo sem entender de aves, logo vira que era animal de caça, sobre sua cabeça um penacho azul tornava a ave imponente. Aproximou-se dela, quis tocá-la, desistiu ficou assustada, o pássaro era muito imponente. Então perguntou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como vim para Cá? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu lhe trouxe Catiti. Retorquiu o pássaro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dizendo isso Catiti deu um pulo pra traz, não esperava tão espontânea resposta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Recompôs reiterando logo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como ? Sou grande, você é ave pequena, não conseguiria me trazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Está em local mágico Catiti, o Emunah, mundo onde as coisas não são como são. Onde o nunca e o agora caminham de mãos dadas, onde o grande e o pequeno não fazem diferença. Eu sou desse mundo de sonhos. A lógica do teu mundo não reina aqui. Aqui o real e o ilusório não são contraditórios, pelo contrário, complementam-se. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;As águas que lavastes tuas roupas, nascem no meu mundo, por isso são águas mágicas, quando você nelas entrou ligou-se a esse mundo também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas como ? Se nada de diferente eu via no rio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Isso porque as águas do &lt;span style="mso-bidi-font-family:Arial"&gt;zuí-uiná&lt;/span&gt; são encantadas mas não estão ativas, só ativaram perante a presença de alguém ou de algo que pertencem a esse mundo, pois no correr descente do rio suas águas vai se misturaram com outras, não mágicas, perdendo-se pelo seu mundo, daí nunca mais conseguem voltar, sempre tentam, indo e vindo ao céu, mas a magia diluiu-se ao real, isso a destrói totalmente impossibilitando a volta. É somente quando se aproximam de algo ou de alguém de Emunah que retomam seu brilho e poder ansiando voltar ao sonho. E sabia Catiti? Um dos poderes destas águas do meu mundo é diminuir ou aumentar o tamanho. Daí você imagina o que houve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A conversa foi acontecendo e a tarde caindo, quando deram por conta, já estava anoitecendo. Catiti curiosa pra saber cada vez mais entretanto, o pássaro a interrompe bruscamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vou indo Catiti, já é quase noite, amanhã voltarei.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ainda falando, abre suas elegantes asas, e sai voando em direção a porta que estava aberta, impossibilitando Catiti despedir-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A noite cai, Catiti sem saber o que fazer, com medo e sozinha, estava cansada demais pra reclamar, procurou um quarto e logo encontrou um, como sempre sonhou, cama enorme e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;uma infinita colcha de renda branca cobrindo-a, estava tão cansada que saltou sobre ela e adormeceu, sem se dar conta ainda do que estava acontecendo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os dias foram passando e passando... Catiti se acostumou, tornara-se amiga de todos no mundo encantado, cuidando de todos que ali viviam, animais domésticos ou não, às vezes perguntava alguma coisinha a mais ao pássaro e ele sempre respondia. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A Voz sempre presente, contando-lhe coisas do mundo real. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Seu pai e sua mãe, estão bem, às vezes um fica doente daí outro melhora, Seu irmão... Ah! Sua irmã está de namorado vai casar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E os anos vieram, Catiti se tornara uma linda moça, todos no mundo encantado já a conheciam. Descobrira toda história, a voz era um jovem, cujo nome era&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Rudá &lt;/span&gt;Yamí &lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Ibiajara&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Tahoma;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;herdeiro do mundo encantado que fora expulso por uma maldição. Descobrira que Durante a noite, ele não podia ficar no mundo mágico, e que sua forma física, era outra naquele lugar, durante o dia ele era &lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Cauré&lt;/span&gt;, o pássaro, com quem ela conversava. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mais a noite tinha que voltar para o mundo real, e nesse mundo tornava se homem comum. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;________________...________________...__________________&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A noite caíra rápido, ao seu lado, a presença de Catiti se fazia em coisas que a ela pertencia, um vestido, um sapato, pentes; lembravam a doce beleza da linda moça que se tornara aquela, antes, assustada menina. Tudo sonhos, a realidade tomara conta de sua alma, não restava nele nada do mundo que construíra para os dois. Um suspiro de cansaço saída da cena. Por que as coisas para ele sempre tinham de ser assim?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Rudá caminhava pela casa, a pensar sobre sua vida de agora em diante, construiria novos caminhos, afinal ele fora um dia Rudá Yamí, o grande, mesmo depois de tudo não ficaria sozinho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Antonio Henrique &lt;br /&gt;Ilustração: Santiago Régis http://santiagoregis.blogspot.com/&lt;br /&gt;Projeto organizado para o curso, Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-732571053137662332?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/732571053137662332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=732571053137662332' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/732571053137662332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/732571053137662332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/12/o-encantado-h-avia-tempos_01.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/S2H4J9VGp1I/AAAAAAAAAJc/Rndb4aKgcuk/s72-c/catiti.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7746897757484606862</id><published>2008-11-06T03:17:00.000-08:00</published><updated>2009-03-26T10:02:18.888-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold;font-size:29px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" ;font-family:'Bauhaus 93';font-size:24px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold;font-size:29px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold;font-size:29px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold;font-size:29px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold;font-size:29px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;O TREM AQUI VAI LONGE...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:22.0pt;mso-bidi-Bauhaus 93&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Duas louras enfeitavam aquela mesa de bar. Uma olhava a outra esperando alguém ali perto tomar decisão e passar a mão em uma delas. Aquelas sim eram louras, de forma que quem as visse, dava tesão; sede por seus corpos suados. Mesas espalhadas rarefeitas pelo espaço, algumas com mais outras com menos cadeiras, desenhavam o pobre botequim de chão batido. Frente às mesas, um balcão velho calçado por tijolos, sustentava um vidro pueril, separando os espaços; de fora, e do interior no exprimido lugar. Dentro do velho balcão teias de aranhas faziam festas as escassas balas já vencidas esparramadas sobre um vidro pueriu trincado, dizendo que por ali, havia tempos, não se passava uma mão. A mesa das louras, posicionada no centro, era amarela com marca de cervejaria gritante no meio, causando a sensação de ser o único enfeite do butiquim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Naquele espaço distinto, com o suor escorrendo pelo corpo delgado de uma das louras, ainda meiada de liquido, já esquecendo a outra, que trazia dentro de si restos de sobra estava dois seres. Enfrente a eles, pequenos dois copos americanos espumavam-se ate as bocas, causando sensação de sede e frescor aos olhos no disputado pedaço de mesa. Mãos levando mais uma vez goles doces da gelada loura as bocas dos dois homens ali sentados. Aquela já seria a septuagésima vez que o ato se repetia ininterruptamente. Enquanto contavam piadas, sobre eles ou sobre a vida, relaxado o apertado espaço da existência. Em outras mesas a solidão e a sozinheis conversavam um papo de surdo e mudo ao som do vento. No canto esquerdo, ali encostado em uma parede sem reboque, empilhavam se garrafas, roupagens das louras, vazias esquecidas. Pela altura já passava da décima garrafa a conversa do homens ali sentados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;        O bar, ou melhor o cubículo, era de um ar meio insosso, que nos fins de tarde quem esperasse jogar conversa fora iria encontrar no lugar um bom aperitivo para tais planos e uma geladinha loura; afinal ninguém na vida era de ferro na favela Brasil; trabalho, miséria, fome, cansaço dissolvia em copos de uma geladinha. O lugar era um coração de mãe sem os carinhos da mesma, uma igreja aos não crentes, algo diferente e contraditório, sujo e bom; quem por ali passasse seria mal atendido, por um velho senhor de barbas com cara de poucos amigos, mas mesmo assim, havia corajosos que teimavam enfrentando o desafio. Os móveis do ambiente somavam se de mesas poucas com raras cadeiras; do lado de dentro um velho freezer fazia som ambiente dando roncados de tipos terminais, retomando instantaneamente o batido da lataria, gerando louras espetaculares. De fora um fio esticando a visão, limitando o  terreno do bar com o do vizinho alheio, sustentava roupas recém lavadas, ainda pingando água, refrescando e perfumando, dando ao ar por ali, cheiro de sabão em pó. Penduradas perto uma das outras, estavam as roupas, em bonitos coloridos de azuis, vermelhos, amarelos separados por brancos bem lavados, balançando ao sabor do vento. Eram pedaços de panos, velhos e novos, camisas, calças, camisetas, cuecas, sutiã e calcinhas, fazendo do visual uma folia de Arcádia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;         &lt;/span&gt;No meio das roupas destacava-se um velho pano de prato, bem alvejado,  sobre sua lapela uma gritante frase: “O homem guiar-se-á pela palavra de Deus”. Um dos bêbados percebera e leu a distinta, dando fim ao assunto anterior, soltando logo seus pensamentos pela boca. “E se Deus for mudo...?” perguntando ao ar, deixando ao outro a contestação filosófica, que finalizou tudo com um silêncio; do tipo que se importava pouco com isso. Na situação momentânea, em questão, era muita filosofia para pouca lucidez; não teria nada a fazer. Daí vai cortando a pergunta do outro. “Não sei de nada, só sei que se Deus for cargo, pode tomar cuidado, que tem gente querendo tomar seu lugar”. Termina o dizer com o dedo pra cima seguido de um grito, “ mais uma ai seu Chico!!! Que o trem aqui vai longe...”. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7746897757484606862?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7746897757484606862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7746897757484606862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7746897757484606862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7746897757484606862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/11/filosofia-de-boteco-duas-louras.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1625119049277422077</id><published>2008-10-04T09:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-04T08:56:25.786-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOedFrjXg1I/AAAAAAAAAHg/br1nkcBr-7k/s1600-h/xicara+de+caf%C3%A9.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253340211266945874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOedFrjXg1I/AAAAAAAAAHg/br1nkcBr-7k/s320/xicara+de+caf%C3%A9.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(14,0,16)font-size:24;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Olha o cafezinho!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;      Passava das quatro horas da tarde, de uma sexta feira quente de setembro, quando avistamos a última casa do quarteirão daquela longa jornada semanal. Eu e Marlon pedíamos votos pra sua campanha política. Aquela seria a primeira eleição da longa carreira como político que o Marlon teria. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Eu, jacú no assunto, desavisado dos atrevelhos da política, nem imaginava o que me esperava. Chegamos frente a um portão velho, batemos palmas, logo uma simpática velhinha nos veio atender. Era de idade avançada, mas muito ativa e de vivacidade brilhante; cumprimentamos, abraçamos e sem delongas a Tia chamou-nos à entrar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;        Entramos e sentamos. Era uma área aberta, com canteiros de lado das paredes, cheio de plantas, e no meio de um deles, havia uma jabuticabeira coberta de brancas flores perfumadas. Instantaneamente meu estômago se fizera reclamar, levado pelo excesso de cheiro somado às dezenove xícaras de café que tomara durante a tarde. Enquanto a conversa rolava, as manobras espaciais de meu estômago não deixavam a cabeça sair dos cafés anteriores; contribuindo com isso, estava o medo de que a senhora nos chamasse a tomar mais  líquido viscoso. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;          Não tardou, a Tia com uma voz enrouquecida com o tempo pelo cigarro de palha, que trazia sempre por entre os dedos, anunciara: “Maria trais uma xícara de café ai pra nois”.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;       O medo que se fazia, virou realidade. Eu, tentei avisar que não precisava, que já havíamos tomado ainda há pouco. Mas foram inúteis minhas tentativas, de tão deslumbrada que a Tia estava com a ilustre visita, do Marlon é claro, nem ouviu minhas súplicas. Por diante conversa fluía com dois objetivos: o do Marlon, tentando angariar o voto; o meu, acompanhado a idéia e rezando para evitar o café. Naquela altura, o cheiro já se anunciava, pestiando todo o ar, vindo da cozinha, ali próximo de onde estávamos. O odor parecia usar minhas células olfativas como taba de catira, sapateando pelas narinas, cativando para dançar com meu estômago. Meu estômago?! Esse já me avisara, horas antes, de suas circunstâncias. Não aceitaria o catira.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;       A conversa caminhava a passos lentos, passando pelas histórias de família e coisas do gênero. Foi então que pinta Maria, a filha beata da Tia, carregando em uma das mãos uma bandeja com três xícaras, debruçadas sobre um bonito crochê, na outra, a garrafa do indesejado líquido, tento sua tampa meio aberta, exalando fumaça pelo recém passado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;       Olha o cafezinho quentiiiiinho! Enunciou ela; com ar de quem queria agradar já desagradando.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;      Se fosse apenas olhar não seria problema! O problema era cheirar e tomar; além do mais, era o que me faltava, aquela maldita frase, ouvida vinte vezes por dia, durante cinco dias por semana, somada aos dois meses de campanha. Era tudo que o pobre de meu estômago não queria ouvir. Estava eu, tão prático ao olfato de café que simplesmente me tornei um Sommelier no quesito café, capaz de dizer, olfativamente, se havia açúcar ou não, se era forte, fraco ou ralo apenas pelo cheiro exalante da garrafa. O dito da questão, pelo cheiro, anunciava ser dos bons: forte e amargo, típico do chamado boca de fumo.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    A maldita beata parou enfrente a mim, de primeiro é claro, dizendo: “moço bonito tem preferência”. Oferecendo-me uma das xícaras da bandeja, entortando a garrafa e despejando o líquido pitando de quente; de minha parte fique tentando dizer: “Só um tiquinho... Por favor, acabamos de tomar”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;      Entretanto ficou somente na vontade, a desgramenta encheu tanto a xícara que transbordou, prestando atenção que estava ao assunto do Marlon, nem ouviu meus argumentos. Foi então que pensei; “Bom... eu tomarei só um gole, e esquecerei o resto na xícara” . O problema foi que a solução não aconteceu como planejada, enquanto eu levava a boca, a xícara, apenas como modo de cortesia, procurando parar de respirar por alguns minutos para evitar o cheiro. Falando ao estomago, que não era o que os olhos viam. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Marlon solta uma das dele. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;       Tia? E o Tio, como ele está? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;        Seu Tio meu filho?!... morreu já fais dois anos.  Retorquiu a saudosa senhora. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;     Eu, na altura do campeonato, com o nariz tampado e tentando não sentir o cheiro, escorreguei, ou melhor, assustei metendo goela abaixo, metade do líquido da xícara, o quente café fritou-me a boca, língua e desceu rasgando as paredes do inocente esôfago, escorrendo e queimando o que via pela frente, indo ter com seus companheiros, lá no fundo de meu estomago.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;      Mas antes que algo desse mais errado Marlon, salvou o estimado voto retrucando:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    “Morreu pra vocês Tia, por que pra mim, ele vive em meu coração...!” Enquanto falava colocava a mão sobre o coração, seguido de olhar de cachorro que caiu da mudança, com cara de madeira de lei. A pobre velha, seduzida, ficou tão emocionada que saiam lágrimas de seus olhos. Dos meus também, mas por outro motivo, o pernicioso café quente. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;     Foi então que levantei, pela deixa escapatória de Marlon, e foi instantaneamente lembrando:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;       Marlon... Vamos! Temos que andar muito hoje ainda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;      Levantamos, abraçamos e despedimos; a Tia sagrou seu voto a nós, e saímos. Eu, com o couro da boca solto em bolhas, e o paladar reduzido temporariamente, jurando nunca mais na vida tomar esse trem; e o Marlon, com mais um voto na urna, salvaguardado a vereança pelo recurso da oratória. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1625119049277422077?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1625119049277422077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1625119049277422077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1625119049277422077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1625119049277422077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/10/olha-o-cafezinho-passava-das-quatro.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOedFrjXg1I/AAAAAAAAAHg/br1nkcBr-7k/s72-c/xicara+de+caf%C3%A9.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5795993101305799687</id><published>2008-09-29T12:15:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T05:13:45.863-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOEtNcX6_rI/AAAAAAAAAHQ/Q4dEt3oOLQk/s1600-h/velha+janela.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOEtNcX6_rI/AAAAAAAAAHQ/Q4dEt3oOLQk/s320/velha+janela.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251528349468786354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Cidadezinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;            &lt;span style=";font-family:arial;" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Num lugar muito distante, em outro tempo, debaixo de ralas nuvens, destacava-se uma austera, porém elegante Igreja; entorno dela, uma prosaica cidadezinha crescera, com casas grandes, algumas luxuosas, no centro; outras simples, pequenas e insignificantes nas periferias, sendo veladas pelas imponentes torres, desse prédio sagrado, a superar todas as habitações, avisando aos moradores, através de seus sinos, a agenda diária dos felizes habitantes. O sol estava a pino esquentando uma manhã de segunda feira e o protocolo do dia eram as eleições municipais, onde quer que houvessem pessoas, famintas que eram, amontoavam-se buscando palpites e insinuações, fios de miadas com objetivo preposto, defender seus prediletos ou atacar seus adversários. Tudo era motivo de chancelaria, passavam a fio o filme da vida de seus candidatos, investigando os prefeitaveis e vereaveis, importavam-se especialmente com atos grandiosos dos afortunados. Buscavam as questões do tipo: as roupas da primeira dama, as notas não quitadas dos candidatos nos comércios, suas sexualidades e outras grandes e importantes jurisprudências aos olhos investigadores de fofocas do lugar. Os contra, eram nomeados, de bandidos ou irresponsáveis “surrupiadores”, bem como, qualquer outro adjetivo nobre. E os de suas preferências pessoais, davam-no qualidades de santo protetor em forma de deus na terra. Grupos de pessoas, verdadeiros legionários, digladiavam-se, em um duelo heraclitiano, onde os ricos, sábios senhores do poder, velavam pela honra e justiça de todos. “Mediocratas” intelectualizados que eram, podia-se facilmente encontrar entre eles pessoas que nunca lera uma página de um livro, entretanto, versavam fluentemente sobre toda temática da obra, do tipo que nem o próprio escritor saberia fazê-lo. Pesquisadores com afinco dos sabugos nucleares das pequenas vidas alheias; verdadeiros mestres da sabedoria e do dinheiro a esparramarem receitas mirabolantes do nada pelas cabeças dos desocupados. Os pobres; coitados, de tão pobres, perderam-se em suas penas pessoais imaginando-se incapazes de gerir sua própria existência, sendo então á seus olhos, obrigados a delegarem a outros seu destino, de preferência a um rico, pois esse sim, saberia governar. De ambos os lados, pobre ou ricos, todas as pessoas da cidadezinha eram sábios e experientes administradores, cursaram todas as faculdades da vida e por isso, possuíam planos administrativos para ela.  Projetos mirabolantes do tipo que teriam que enquadrar a eles economicamente para serem realizados; quer dizer, nem uma idéia. Os patrícios, pobres e ricos da cidadela, aguardavam um salvador, uma espécie de enviado, que desceria à cidadezinha e resolveria todas as mazelas existentes; preparando caminho para o todo poderoso capitalismo industrial chegar. Todos os pobres empregavam seus votos ao primeiro espanador de milagres que aparecesse, entretanto, existiam alguns mais pobres que outros e estes, preferiam preiteáveis que se mostrassem sensíveis a causa ecológica da localidade distribuindo micos-leões-dourados, onças e garoupas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; uma fauna inteira, em troca da confiança do mesmo. Já os sábios ricos, intelectualizados que eram, não viam com bons olhos a alternância de poder, visto que, mesmo entre os ricos, haviam partidários contrários, mas sempre caminhavam para mesma direção, a mesma forma de governo; o poder teria que ser dividido, entre os próprios ricos, nunca entre os pobres. Onde já se viu prefeito pobre! Aos desprovidos financeiramente caberia apenas o cargo de faz nada e ganha, o mui importante vereança. As ruas da cidadezinha estavam atoladas de santinhos, panfletos messiânicos; verdadeiras receitas, testadas por quem nunca fizera bolo; que por onde quer que passassem os olhares viam se planos de nada, misturados as coisas de coisa nenhuma. Com mensagens velhas ou novas, esbravejando slogans gritantes, que muitos dos votantes, nunca conseguiriam, ou mesmo, perderiam tempo, lendo tais projetos de nada. A tarefa preiteada, dos nobres colegas, era tentar prover e captar, os estimados votinhos dos grandes e inteligentes cidadãos da localidade para engordarem-se, durante quatro anos de mandato, embolsando todo mês um acréscimo, um tanto quanto vaidoso, as suas rendas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;As pessoas na cidadezinha, sem distinção, eram de índole: honestas e trabalhadoras, algumas destas tinham dificuldades, quanto a precisam do termo trabalho, mas todos trabalhavam indistintamente; e nesse trabalho, durante conversas de café, discutiam-se planos úteis aos seus dias, juntados a isso, também nas esquinas, encontrava-se locuções vernáculas bem distintas, sobre os políticos; pretensos candidatos da respeitável localidade. Da boca desses habitastes saiam, o tipo do carro do candidato, seus empréstimos pessoais quitados, não obstantes alguém falava em roubo, daí um logo esbravejava: pode roubar, desde que faça! Isso existe mesmo. Agora, roubo mesmo, na expressão gráfica da palavra, não havia na cidadezinha, salvo casos, algumas galinhas que um ou outro sacrificou na noite sexta feira santa pro sábado da aleluia. Na cadeia, local apenas alguns pobres, maconheiros de plantão, que furtavam pra sustentar seus poucos prazeres. A juventude da cidadezinha era toda engajada e preocupada com o futuro, de suas orgias regradas a cervejas, um verdadeiro carnaval de votos saiam de lá, eram todos doidos para o novo ou o velho, candidato derramar rios de Skol por suas sedentas goelas, satisfazendo seus mais íntimos desejos políticos futurísticos. Há que se destacar aqui que nem todos eram assim, havia aqueles que preferiam festas, levando os políticos a se tornarem cassinos ambulantes a liberarem fichas de ingressos para festas open bar, tudo no saudável, digno e salutar ambiente; sem falar nos que preferiam vales gasolinas pra combustão de suas titans, presos em prestações a perderem nos sessenta meses das mesmas. Professores? Sim, a cidadezinha também tinha, e esses eram os verdadeiros defensores da cultura participativa local, enciclopédias ambulantes, sempre preocupados consigo mesmo, e com a quantia salarial do mês, porém com augusta predisposição aos diários de sala, buscando seus ideais de coisa alguma; sempre a procura de aperfeiçoamentos dominicais do pastor ou do vigário da igrejinha, com o Sr. Jesus, a vigiar a índole e a honestidade dos mesmos. Mulheres na política? Também na cidadezinha disputavam-se vagas, no legislativo é claro, por acharem-se incapazes de gerirem a si, ou mesmo, por serem ignoradas. Precisando quase sempre do amparo, tanto econômico quanto social, dos homens, guardiãs dos filhos e esposas de maridos; às vezes fazendo dos filhos sonhos atrasados do seu próprio eu. Muitas delas, escondiam-se em bíblias e  rosários, jogando para as costas dos deuses seus vils destinos, sim, eram verdadeiras mulheres, modelos a outras de castidades e conduta íntegra. Nuvens encobriram novamente as torres da igreja na cidadezinha, parecendo dizer que naquele dia, ao por do sol, cairia uma chuva, lavando todo o que havia pra lavar, mandado todo ancorado de sujeira para o novíssimo esgoto sanitário municipal. Fechando assim, outro dia dos felizes habitantes da cidadezinha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5795993101305799687?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5795993101305799687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5795993101305799687' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5795993101305799687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5795993101305799687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/cidadezinha-num-lugar-muito-distante-em.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SOEtNcX6_rI/AAAAAAAAAHQ/Q4dEt3oOLQk/s72-c/velha+janela.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1630470000117430283</id><published>2008-09-21T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T10:29:59.016-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNpMgkNX9GI/AAAAAAAAAHA/T8yjNJLjEeQ/s1600-h/arvore+seca+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249592438013031522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNpMgkNX9GI/AAAAAAAAAHA/T8yjNJLjEeQ/s320/arvore+seca+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,51,0)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Pontalina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="Georgia: ;color:black;"&gt;Hoje amanheceu chovendo mansamente. Após longa estiagem é bom chover, renova a casca grossa rachada pelo sol escaldante. Incansado, procurando o que não perdeu, está meu Ser de nada; coisa de gente, pois, só gente procura destino. Não sei o que procuro, indefinida que sou; mais anseio por essa busca que germina dentro de mim. Praga visceral, nasceu em meus galhos e trepou dentro de minhas veias, tomando conta do tronco que finquei no chão, com profundas raízes, quando pensava estar pronta; sugando a seiva que me deram como vida. Folhas? Já não existem mais, o outono as levou, deixando para traz apenas galhos secos quebradiços querendo primavera. Chove chuva e devolva verde onde ele abandonou, escorra por esse cerni secular de aroeira podre pois, dentro dele, florestas inteiras aguardam você libertá-las; esvai por entre as reentrâncias e saliências desta couraça e leve água onde eu pensava estar seco, devolvendo insegurança a esta estabilidade mórbida. Faça com que ao final dessa odisséia ofegante, renasçam em todos meus galhos, esperança flamejante  em brotos verde. Chove chuva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1630470000117430283?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1630470000117430283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1630470000117430283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1630470000117430283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1630470000117430283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/hoje-tarde-choveu-mansamente.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNpMgkNX9GI/AAAAAAAAAHA/T8yjNJLjEeQ/s72-c/arvore+seca+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4578990633569718595</id><published>2008-09-18T05:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-20T06:12:22.441-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNTIHPtV6RI/AAAAAAAAAGo/BlwZftFMfe8/s1600-h/me+pintando.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNTIHPtV6RI/AAAAAAAAAGo/BlwZftFMfe8/s320/me+pintando.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248039492594821394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Caminhada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Todo dia faço caminhada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;nessa ânsia angustiante por melhoras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;saio andando pelas ruas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;vendo pessoas que como eu&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;buscam algo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;somos um mar de gente&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;navegando a procurar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;beleza e saúde sem fim, felicidades&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a quem busque estética e agilidade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;menos barriga, cuca fresca &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;vaidade e ilusões de eternidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;afinal todos sonhamos vida e buscamos sonhos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;então, esquento&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;passando logo a correr&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;por alguns minutos ouso desafiar meu preparo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;fadiga muscular e impotência  interrompe meu projeto&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;devido em grande parte a ausência de exercícios desse corpo inerte&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;dando a esse corredor a volta a seu estágio caminhante&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;então vou diminuindo, trocando passos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;chego a parar e por instantes fingindo chegar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a frente passam amigos com fôlegos ainda grávidos pelo sonhos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;enfrentando espaços desagradando a imobilidade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;minha consciência desafia a gravidade dessa existência&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;obrigando-me a finalizar o que comecei&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;e se me dói os pés pelo trajeto&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;tiro logo os sapatos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;calos arde-me nas lembranças das pegadas futuras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;por diante sinto a terra grudenta quente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;no calor do cansaço revitalizante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;assim engano a exaustão que destrói minha vontade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;amenizando a dor que deveras senti&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;por intantes, com pés nus, pisando vou&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;tatiando espaços&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;meus olhos mostram a direção a um corpo teimoso&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;asfalto e chão são companheiros fieis dessa ofegante jornada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;pedras enfrento todas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;driblando algumas, evitando outras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;penso que trecho de pedras é espaço de possibilidades &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;todavia sigo nesse caminho enganador de pernas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ao fim alcançar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;daí suado, chego sempre mais velho &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;experiência pelos erros cometidos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;emagrecendo a consciência gorda desse indivíduo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;vencido pelo euforia momentânea da chegada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;esperando novo dia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;outra seis horas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;para nova caminhada iniciar.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt;font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4578990633569718595?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4578990633569718595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4578990633569718595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4578990633569718595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4578990633569718595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/caminhada-todo-dia-fao-caminhada-nessa.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SNTIHPtV6RI/AAAAAAAAAGo/BlwZftFMfe8/s72-c/me+pintando.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-3652760450672612309</id><published>2008-09-14T13:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T09:45:33.411-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM1yufgpr9I/AAAAAAAAAGI/xqQRo3j0EJI/s1600-h/Herbi.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245975284014493650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM1yufgpr9I/AAAAAAAAAGI/xqQRo3j0EJI/s320/Herbi.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande';"&gt;Fusca da Estrela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Da constelação fulgurante de minha infância, entre os seis sete anos, restam-me na lembrança poucas estrelas, todavia uma dessas raras ocorrera às vésperas de natal, na noite do dia 24 para ser exato. Estava eu arrumando, sairia com minha mãe, íamos fazer compras. Eu, sonhos de criança, imaginando o que minha mãe iria me disponibilizar como presente; arrumei e fiquei de guarda esperando o chamado. Este ocorrera logo.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;__Vamos lá Roberto. Dizendo isso foi logo me advertindo dos acontecimentos futuros.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;__Olha não é pra você me pedir nada, Viuu!&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Fiquei somente com aceno de cabeça, assinalando que havia entendido muito bem a mensagem, e "tadim" de mim, ou melhor de minhas pernas, se não entendesse, o preço seria alto, caso transgredisse o acordo. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;La fomos nós, subindo pela Avenida Comercial, eu, agarrado a mão de minha mãe, observa as luzes de natal, sempre gostei delas, pareciam estrelinhas, piscando e piscando, não entendia como piscavam tanto. A rua, cheia de gente indo e vindo freneticamente, toda enfeitada; a cada dois postes de luz colocaram-se enfeites de natal de formas e cores variadas: sino, estrela, vela, pinheiro e Papai Noel. Ficava contando quantos eram e buscando os detalhes, seus piscados, imaginando que quando Jesus veio ao mundo, alguém teria colocado vários enfeites daquele lugar onde ele nasceu; tipo do presépio da Igreja, que eu freqüentava aos domingos, obrigado em grande parte por Dona Tereza, minha catequista, é claro.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Minha mãe, buscava itens pro jantar de natal, nada demais, só um quilo de carne, bife de preferência, algumas verduras, coisas do gênero de quem tem pouco dinheiro pra gastar. Na época não andávamos bem das pernas, meu pai doente, não trabalhava, então o dinheiro que entrava emanava do esforço de minha mãe, oriundos das lavagens de roupa; e de meu irmão, dez anos à frente da idade que eu tinha. Em casa as coisas eram poucas, alguns cacos de moveis e uma velha TV, longe destas de plasma hoje é claro, era uma Telefunken de 14 polegadas em preto e branco, isto é, mais branco que preto com imagem trêmula chuviscada; adquirida pelo esforço das galinhas poedeiras, coitadas pagaram o pato, ou melhor a televisão, por um bom tempo minha mãe juntou e vendeu ovos, se capitalizando para a aquisição. Na fonte fresca de minhas lembranças, ainda bebo meu primeiro dia de televisão em casa, não queria nem ir a escola, amigos? Nem resolvia me chamar, teve de Dona Margarida interferir, e como sempre; ditar as regras. “Desliga isso ai e vai tomar banho menino, ta quase na hora da escola”. Para mim nem um defeito possuía aquela caixa mágica cheia de botões girantes.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Retornemos a Avenida Comercial, enquanto caminhávamos, encontramos uma velha amiga da família e paramos. Eu de início nem percebi onde estávamos, interessava a mim somente os enfeites de natal. Logo me vi enfrente a uma enorme vitrine, dentro da loja a "Imegine" de John Lennon embalavam as compras; a desfilar pela vitrina, brinquedos dos mais variados tipos. Imediatamente um dele me chamara atenção, piscava muito, e mesmo com todo o barulho de gente comprando e músicas natalinas, observei que dele saia som, parecia sirene de ambulância ou de viatura policial, pois não distinguia, como ainda hoje não o distingo, a diferença destes sons.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Larguei, ou melhor, fiz minha mãe largar minha mão, e pós me enfrente a vitrina. Era um fusca, tipo “Herbie 53”, idêntico ao que vi pela televisão na Sessão da Tarde, com listas pelo capú. Por um bom tempo, fiquei parado observando-o, como era bonito, grande e em seu teto piscava luzes de variadas cores, vermelha, amarela, verde, enquanto acontecia isto, rodava sobre seu eixo buzinando. Ai, ai... Era lindo, eu queria um daqueles.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Logo, deram falta de mim, senti quando uma mão agarrou-se a minha, puxando-me para próximo dizendo, “vem pra cá, ta cheio de gente você pode se perder”. A contrapuz instantaneamente e fui logo pedindo. “Mãe me dá aquele fusquinha!” Então me puxando, colocou-se enfrente a mim e com poucas palavras convenceu-me do contrário. Neste meio tempo, aproxima-se de nós um vendedor que foi logo dizendo, “o que desejam?” abracei-me as pernas de minha mãe fui logo ouvindo. “Nada não moço, só estamos vendo mesmo.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Dizendo isso, começamos a andar, o fusca foi comigo, em meus pensamentos; luta titânica, coitado do meu ego, persuadido a calar, entre o querer e o não poder. Descemos Avenida Comercial, em direção a nossa casa, um barraco meia água, uns cinco quarteirões de onde estávamos, pelo caminho Dona Margarida tentava me tirar a decepção por não ter ganho o fusca; enquanto falava, eu ficava olhando os enfeites que depois do quanto quarteirão, havia ficado para traz. Logo próximo a minha casa faltava uma lâmpada, em um poste quase enfrente a nosso barraco. Ali estava a vizinha e novamente minha mãe parou. Durante a conversa, fiquei viajando pelas estrelas em minha nave de sonhos, imaginando que se uma delas acompanhou os Reis Magos ate o local em que Deus nasceu, para que estes lhe dessem presentes, talvez pudessem guiar, até a mim, alguém que me desse meu objeto de desejo.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;A conversa acabou, chegamos em casa, fui logo para a TV, enquanto minha mãe, na cozinha, contava os acontecidos da rua a meu pai, preparando algo. Tristeza irremediável misturada com lembrança me acompanha, na televisão começara a Missa do Galo, chateado resolvi dormir, não queria ver ninguém da casa, fui pro quarto. Sentado sobre a cama, astronauta na solidão do vazio, observava as estrela por um vitrô velho, que não se abria, não havia cortinas e a luz da lua clareava na ausência de lâmpada. Observara que algumas eram maiores que outras, outras brilhavam mais que outras ainda; fui olhando uma por uma, como se isso fosse possível, pedindo a cada uma delas, que me dessem o fusca, “mesmo as pequenininhas”, eu pensava, “ajunte com outras ai, faz uma vaquinha e me dá um, por favor.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;Continuei a olhar para as estrelas, com olhos brilhando, tanto quanto elas, meu cansaço era reinante, foi demais, não resisti, adormeci pedindo. Um clarão repentino saiu do quanto, instantaneamente abri meus olhos, avistei aos pés de minha cama um embrulho, caixa enorme, toda coberta com papel xadrez, rodeada por largas fitas azuis levando tudo pro centro da caixa, finalizando a obra com um grande laço. Fui logo abrindo, rasgando o que tinha pela frente, quando descobri; era meu fusca da estrela, “qual delas havia me atendido?” Me perguntei logo, sabendo que a resposta seria impossível. Voltei-me para o Fusca com suas listas transversais a cortar-lhe, igualzinho ao que vira na loja. Ali mesmo sobre a cama o liguei, um barulho mágico sinfonizava meus ouvidos de criança, não podia conter de alegria, as luzes picando sem parar; no mesmo instante escuto uma voz chamando.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"&gt;&lt;span style="mso-bidi-: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:11;color:black;"&gt;__Menino vem comer, já é meia noite! Instintivamente, passei a mão pelo rosto sonolento, dei aos olhos o que eles queriam, olhei de novo pras estrelas, puxei as cobertas cobrindo a auxência de agasalho, virei pro canto, e com a barriga pedindo comida, adormeci novamente, abraçando meu sonho. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times: ;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:12;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-3652760450672612309?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/3652760450672612309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=3652760450672612309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3652760450672612309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/3652760450672612309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/fusca-da-estrela-de-minha-infncia-entre.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM1yufgpr9I/AAAAAAAAAGI/xqQRo3j0EJI/s72-c/Herbi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-7972228988028856086</id><published>2008-09-12T10:39:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T10:05:16.873-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM6DmL6QctI/AAAAAAAAAGY/tHhfFeP2dDA/s1600-h/foto+Santa+Rita+grand.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246275307988611794" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM6DmL6QctI/AAAAAAAAAGY/tHhfFeP2dDA/s320/foto+Santa+Rita+grand.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;font-family:Arial;" &gt;De Arraial a Pontalina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:'Arial','sans-serif';color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;s primeiras penetrações em território pontalinense perdem-se no tempo e no espaço, porém pesquisas recentes mostram que essas terras, onde hoje esta situado o município de Pontalina, antigo Arraial de Santa Rita do Pontal, estava povoada, antes da colonização branca, por índios de origem étnica macro-jê, cujo nome era Caiapó, termo que significa, em tupi, “índios incendiários”. Esses nativos, extremamente arredios a presença estrangeira, vai se interiorizando fugindo da chegada dos brancos, primeiro os Paulistas Bandeirantes e mais tarde os mineiros agropastoris; os Caiapós entraram pelos sertões das terras dos “Goiazes”, ou mesmo, enfrentaram a invasão estrangeira, morrendo pela espada, doenças, tornado-se escravo desse invasor, ou ainda, se mesclando a ele através de casamentos forçados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;Tem-se por tradição, que os brancos vieram de início da Capitania de São Paulo, eram exploradores e não fixaram nessa região, deixando a fixação para a segunda orla de homens, estes últimos oriundos do norte da capitania de Minas Gerais, fugiam da crise do ouro a procura de novas alternativas de vidas, todos estes fatores, somados ou espírito religioso e bandeirantista dessa população, originaram o povoado que sobre a ação do tempo e desses homens e mulheres tornara-se Arraial de Santa Rita do Pontal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Esse primeiro povoamento deu-se numa ponta de terras, daí o nome pontal, cercadas por três pequenos córregos , erguendo se ali uma capela em homenagem a santa Rita, daí o nome Santa Rita do Pontal, na fazenda São Lourenço, de propriedade do Sr Justiniano José Machado, tempos se passaram e a manifestação religiosa desses primeiros habitantes foi ganhando vulto em torno dessa capela, os anos correntes são 1826 a 1840, quando devido a uma graça recebida o Sr Justo José de Magalhães doa ao patrimônio da Igreja católica as terras em torno da capela de Santa Rita, que é datada de 3 de maio de 1841.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;Quando falamos de história, precisamos lembrar que na região existem micro e macro histórias, isto é, que há uma localidade próxima a capela, formadora da cidade, como também uma região maior que hoje é o município. Quando falamos de micro, temos que citar a ação dos Machados. O primeiro Machado a buscar a micro-localidade (região) segundo documentos locais e a oralidade familiar, foi o senhor Justiniano de José Machado e sua jovem mulher Felicidade Alves Rezende, ao que parece já vieram casados ou amasiados, esse fato explicaria a questão de D. Felicidade não possuir o sobrenome de Machado. A data precisa da chegada é inviável até o presente momento, porém uma comparação entre a data de nascimento dos filhos e os obtos tambem destes, retirada dos processos de partilha das terras, remete a ulitma década do século XVIII às duas primeiras do século XIX, marcaria a possível data da chegada dos Machados a micro região.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;As causas da vinda ainda se fazem obscuras, porém é evidente que está ligada à questão econômica. O senhor Justiniano de José Machado natural de Bruinado da Capitania de Minas Gerais e dona Felicidade Alves Rezende é natural de Uberaba também da mesma capitania. Não tendo como, na presente data, precisar suas natalidades e nem os óbitos, pois ambos morreram ainda no século XIX, provavelmente ainda na primeira metade do dito século.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A história dos Machados vai ecoar como um sino que zune na torre da velha capela do tempo. Quando fazemos uma analogia entre a capela e a história, ligando aos machados, estamos falando de sonhos, fé e luta, que são três esteios aos quais são forjada a história do Arraial de Santa Rita do Pontal juntamente com outras, não menos importantes, famílias.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os Machados construíram um rancho a 15 km da localidade onde futuramente nasceria a atual cidade de Pontalina, deram o nome às terras de fazenda São Lourenço, tudo bem rústico e simples, todavia com advento do tempo pessoas vão chegando,  melhoras surgiram; já no início do século XX, por volta de 1901, havia na fazenda moinho e serraria movidas pelas águas do córrego (10 minréis) hoje São Lourenço. Eles chegaram nessa região carregando sonhos, porém não só sonhos constroem o processo, a dureza da realidade marca a vida dessas famílias patriarcas. Eram pessoas simples, analfabetos e desprovidos de quase tudo, filhos ainda do seculo XVIII, contando apenas com a esperança, fé e coragem como alimentos dessa utópica odisséia, Sem médicos nem remédios, distantes dos centros mais desenvolvidos da época, sem letramento, toda primeira geração sofreram vitimados pelas doenças e mortes prematuras devido ao isolamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para se ter uma ideia do fato citado anteriormente, dos sete filhos que os Machados tiveram na primeira metade do século XIX; cinco faleceram nesse mesmo século, restando dois entrando no século XX, entretanto morreram em 1901. Desses sete filhos, só casaram dois. Dos casados, somente uma família manterá a descendência, pois um, dos filhos casados, tiveram apenas um filho com problemas mentais, restando na história, uma Família para dar continuidade aos Machados no século XX. o fato de citarmos aqui a família Machado se deve não só ao fator construcional do arraial mas também, como exemplo dos nucleos formadores na micro hitória (cidade), entretanto houveram outras famílias que vieram, ou mesmo, já estavam presentes na macro região formadora (município).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Iniciando-se assim, a “grosso modo” a história do povoado, acredita-se que essas primeiras populações imigradas, eram tradicionalmente, agropastoris como já citado anteriormente, fugindo do fim do ciclo do ouro mineiro penetrando no território goiano chegando à região. Todo trabalho dessa gente decorreu à sombra desta capela, erguida pelo sentido místico dos mesmos, e que dominava uma área de mais de 200 alqueires doados a Santa Rita do Pontal. Edificada a capelinha e a casa para o vigário daí para frente, mediante estabelecimentos de aforamentos pagos a igreja católica, foram erguendo novas casas e a povoação tomou vulto.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Já no século XX, hoveram correntes migratorias, compostas somente por familias nacionais, compondo-se de indivíduos de todas as profissões, com predomínio em volumes, a das classes rurais que exploram a agricultura e a pecuária. Nenhum elemento estrangeiro teve a menor parcela de contribuição para o povoamento do município. A não ser os bandos de ciganos errantes, um ou outro sírio ou italiano de curta presença, o solo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;pontalinense&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; só sentiu o peso do pé nacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;A resolução nº 543, de 29 de julho de 1875, cria um Distrito de Paz na Capela de Santa Rita do Pontal, este permanece ligado ao Municipio de Vila Bela de Morrinhos. Já no Recenseamento Geral, em 1920, aparece Santa Rita do Pontal ainda como distrito de Morrinhos. Daí por diante, começa a apresentar condições para a vida política e autonomia administrativa, lá pelo ano de 1935.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;Segue-se então um movimento local para a separação, incentivado principalmente pela política nacional inovadora de Getúlio Vargas e pelo então governador de Goiás Pedro Ludovico, o que se dá por força do Decreto-lei nº 329, de 2 de agosto de 1935, tendo como liderança entre a elite local o Sr Onofre Gonçalves de Andrade, pagando de seu próprio bolso as despesas com a implantação do município, este decreto elevou o distrito a categoria de Vila, desmembrando-se de Morrinhos, e sendo solenemente instalada em 1º de janeiro de 1936, com o nome de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vila de Santa Rita do Pontal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em 31 de outubro de 1938, pelo Decreto-lei nº 1233, a em tão Vila de Santa Rita do Pontal foi elevada à categoria de cidade com a denominação de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pontalina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Até a promulgação de nossa constituição Estadual, em 1947, Pontalina era termo da comarca de Morrinhos, da qual se desmembrou por força do artigo 8º do Ato das Disposições transitórias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fica evidente que o nome pontal, donde deriva Pontalina, não vêm da divisão do município pelos rios &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Meia ponte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Rio dos Bois&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; , mais sim pela geografia da cidade, onde e circundada em três partes por córregos, pois quando nasceu o arraial, não havia intenção de criar um município e nem idéia que esse arraial, iria um dia, tornar-se ia uma das cidades do Estado de Goiás.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Texto: Prof. Antonio Henrique Rosa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Esp. em História Contemporânea &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span times="" new="" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-7972228988028856086?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/7972228988028856086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=7972228988028856086' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7972228988028856086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/7972228988028856086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/de-arraial-pontalina-s-primeiras.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SM6DmL6QctI/AAAAAAAAAGY/tHhfFeP2dDA/s72-c/foto+Santa+Rita+grand.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1248717002623062605</id><published>2008-09-06T04:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T08:50:50.668-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPN-gIkPMI/AAAAAAAAAE4/LH5SXB8VIn4/s1600-h/que+%C3%A9+voce.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243260864850836674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPN-gIkPMI/AAAAAAAAAE4/LH5SXB8VIn4/s320/que+%C3%A9+voce.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ECCE OMO&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem és tu, o homem, que a este mundo se apresenta ? “Falar na lata” assim fica complicado. Acho que me apresento nas coisas que gosto, faço e amo: sair, “tomar uma” no barzinho, conversar com Diogo, Diego, Zkias, Eltinho, Aline, Fabiana, todas as Marias e Joaquins da terra, de escrever, caminhar, ir ao cinema (não posso esquecer disso), ler (adoro muito), de Pontalina-Goiás (onde nasci há 35 anos), e finalmente de Gyn.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gosto muito (Veja só!) de trabalhar, hoje sou pescador (não do que V6 pensão), de sonhos, sou Professor; não de falácias, mas o que procura vive intensamente o que faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De todas as coisas que faço o que mais me dá prazer, é sem dúvida escrever; embora, isso pra mim, não se constitui um trabalho e sim um lazer. Este blog por exemplo, é grande o prazer em escrever coisas pra postar nele. Mas dá muita canseira (V6 não imaginam quanto!), o que encontrarão aqui serão entulhos de uma cabeça em construção. Há muito queria um espaço como esse, entretanto, o tempo não me deixava, agora briguei com ele (o tempo), me demiti, não o sigo (pelo menos é o que eu acho) constantimente, entretanto reservo um pouco dele pra mim, pras minhas insanidades, daí a construção do &lt;span style="TEXT-TRANSFORM: uppercase"&gt;tapiocanga&lt;/span&gt;. Espero que gostem ou não... Deixo a V6 as escolhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quero agradecer e dedicar. Obrigadoooo, por lerem este blog, e não esqueça de comentar, sua opinião será sempre bem vinda, mesmo que seja negativa. E também à minha mãe, sei que ela nunca lerá este blog, porém trago dela o gosto por contar estórias então, devo a ela esta vida de pescador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E a todos os arquitetos de sonhos (contadores e escritores), que permaneçamos vivos. Na estória fantástica e fantasiosa de um texto ou no brilho de um olhar de quem nos ouve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1248717002623062605?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1248717002623062605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1248717002623062605' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1248717002623062605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1248717002623062605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/ecce-omo-quem-s-tu-o-homem-que-este_06.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPN-gIkPMI/AAAAAAAAAE4/LH5SXB8VIn4/s72-c/que+%C3%A9+voce.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-4918161272602733753</id><published>2008-09-05T04:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T12:44:45.289-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPGNf4sujI/AAAAAAAAAEo/iHBTpaXcGUE/s1600-h/solid%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPGNf4sujI/AAAAAAAAAEo/iHBTpaXcGUE/s320/solid%C3%A3o.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243252326389299762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Parte de mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Parte de mim  angústia&lt;br /&gt;Outra solidão&lt;br /&gt;Outra tristeza&lt;br /&gt;Mansidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Parte de mim  alegria&lt;br /&gt;Outra Delinqüência&lt;br /&gt;Incerteza outra&lt;br /&gt;Decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo parte de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-4918161272602733753?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/4918161272602733753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=4918161272602733753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4918161272602733753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/4918161272602733753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/parte-de-mim-parte-de-mim-angustia.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPGNf4sujI/AAAAAAAAAEo/iHBTpaXcGUE/s72-c/solid%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-1425018550355877616</id><published>2008-09-05T04:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T06:01:33.122-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPQcv-1v4I/AAAAAAAAAFI/W7EPon8SSDM/s1600-h/buraco+de+luz.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPQcv-1v4I/AAAAAAAAAFI/W7EPon8SSDM/s320/buraco+de+luz.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243263583524339586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Todas Partes de mim &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Partes de mim angústia&lt;br /&gt;a outra Solidão a outra&lt;br /&gt;Tristeza&lt;br /&gt;Mansidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Partes de mim alegria&lt;br /&gt;A outra Delinqüência&lt;br /&gt;Incerteza a outra&lt;br /&gt;Decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Todas são partes de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-1425018550355877616?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/1425018550355877616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=1425018550355877616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1425018550355877616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/1425018550355877616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/duas-partes-de-mim-parte-de-mim_5447.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMPQcv-1v4I/AAAAAAAAAFI/W7EPon8SSDM/s72-c/buraco+de+luz.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5451286124617933868</id><published>2008-09-05T03:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T08:37:07.492-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMvCeiQm56I/AAAAAAAAAGA/_PSRETr_S9w/s1600-h/banco+sozinho.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMvCeiQm56I/AAAAAAAAAGA/_PSRETr_S9w/s320/banco+sozinho.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245500020851402658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;RESTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;De todas as coisas que eu vivi&lt;br /&gt;Resta:&lt;br /&gt;A coisa que eu não comi&lt;br /&gt;O cheiro que eu não cheirei&lt;br /&gt;A água que eu não bebi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O vinho que não tomei&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Resta:&lt;br /&gt;Ausência do toque&lt;br /&gt;A falta de visão&lt;br /&gt;As saudades&lt;br /&gt;A Razão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo resta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5451286124617933868?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5451286124617933868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5451286124617933868' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5451286124617933868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5451286124617933868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/resta-de-todas-as-coisas-que-eu-vivi.html' title=''/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMvCeiQm56I/AAAAAAAAAGA/_PSRETr_S9w/s72-c/banco+sozinho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2956525058652648757</id><published>2008-09-03T07:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T11:50:48.673-07:00</updated><title type='text'>Confissão de um viciado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ4nuh0OkI/AAAAAAAAAFQ/AO4ad2_7JQg/s1600-h/pensador.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ4nuh0OkI/AAAAAAAAAFQ/AO4ad2_7JQg/s320/pensador.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243378121322019394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Não, não sou um viciado! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pelo menos é o que eu penso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Vou contar minha história e você, moço, tire suas conclusões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Eu era criança na vida, moço, quando fui apresentado a ela, e tudo começou na escola, de início eu não gostava muito, era muito difícil conseguir, mas com ajuda de alguns colegas conseguia. A professora?... Deus me livre se soubesse. Usava apenas para impressionar meus colegas, queria ser importante e ela me fazia isso. Diferenciava-me perante a minha turma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ah !&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O tempo ... O tempo foi passando, daí aquilo tudo foi tomando parte de mim, cada vez mais. Tudo que estou contando a você, moço,  não me faz um viciado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Na escola, às vezes eu me tornava agressivo, naquela altura, era usuário diário ali dentro da sala de aula ou em casa. Entrava em crise se não a conseguisse, chorava.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Coisa de adolescente de 15, 16 anos. Apeguei-me a ela e não resolvia ninguém falar coisas contrárias. Eu já era grande e tinha meus direitos. Pobre de mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Meus pais, coitadinhos, semi-alfabetizados, nem imaginavam. Éramos vaqueiros e trabalhávamos em uma chácara, uns seis quilômetros da cidade, por tudo isso, eles nem conheciam, o contato que tínhamos com o mundo era apenas a televisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Fui crescendo com ela em minha vida, tendo alguns períodos de abstinência, todavia eram raros, com tempo me tornei, como vou dizer... &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Um pouco insuportável? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Diria que sim. Aos olhos de alguns, minhas besteiras incomodam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;As coisas foram tomando formas e ritmos incontroláveis. Porém, mesmo assim, acho que não sou um viciado ou dependente. Vou explicar por que. Informei-me sobre isso e me afirmaram que o viciado passa por fases. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Deixa eu me lembrar...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Falaram-me que a primeira fase é a da negação. Isso mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Vixe...! Será que sou mesmo? Bem vamos ver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;A segunda fase..., é a da...vejamos, aceitação seguida da recusa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;É pensando bem, por esse lado... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Ah!! Sou não... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Bom, posso até ser, mas de forma moderada moço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;E a terceira é a ... Vamos cabeça lembra, nossa minha cabeça já não é mais essas coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Há! Lembrei. Fase da aceitação incondicional. Isso mesmo, Sublimação. O viciado passa a se ver como alguém estranho a sociedade que o cerca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Vive sozinho em seu mundo, com aqueles malditos pensamentos a povoarem seu cérebro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;É...! As coisas acontecem assim mesmo. Sou quase um E.T.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Bem mas vamos lá, embora o termo ainda não me caiba bem, hoje não consigo ficar sem ela. Às vezes pinta a vontade, ali mesmo, na rua, no carro ou no trabalho, daí fico louco, chegando até a perder minha razão. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Azucrinam-me os sentidos. Saio correndo de onde estou, procuro logo meu quarto, sento em frente ao PC e começo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Ali, fico horas, sozinho, só curtindo, muitas vezes chega ser melhor que um orgasmo, quando termino. Gozo sem fim. As idéias vêm, coloco tudo no papel, meus dedos quase não acompanham meus pensamentos, deixando para o computador, eu vou a tarefa de conter meus excessos e erros. Uma gastura misturada a um gozo de prazer infinito me apazigua. Chego ao Fim. Acabei mais um texto. Prazer infinito eu sinto, quando isso ocorre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Por isso, continuo afirmando, moço, que não sou um escritor viciado, dependente da escrita; acho que ela depende de mim para nascer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sou antes médico, enfermeiro ou melhor, pescador de palavras em um céu de nuvens de histórias, minhas redes ainda são fracas para pescados grandes. Contudo, vou pescando na ânsia de aprender essa profissão, emendando letras, costurado frases, juntando parágrafos. Como companheiros, eu e as letras, vivemos independentemente, eu delas, dependo conscientemente, elas de mim construtivamente. É uma dependência biológica, uma simbiose, mas ainda não sou um escritor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;Concorda comigo moço?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2956525058652648757?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2956525058652648757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2956525058652648757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2956525058652648757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2956525058652648757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/confisso-de-um-viciado_03.html' title='Confissão de um viciado'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ4nuh0OkI/AAAAAAAAAFQ/AO4ad2_7JQg/s72-c/pensador.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5292184705506819236</id><published>2008-09-03T06:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T13:31:43.778-07:00</updated><title type='text'>Assim Chegaram...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ5t9oVbOI/AAAAAAAAAFg/3ZGBt252WJw/s1600-h/quaquitos.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ5t9oVbOI/AAAAAAAAAFg/3ZGBt252WJw/s320/quaquitos.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243379327966735586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A extensa faixa de terra que abrange atualmente o território de Goiás na época da chegada dos povos além-mar era um manto de verdes matas polvilhado com uma população nativa, carregadas de diferentes culturas. Entretanto essas terras nem sempre foram assim, evidências mostram que por volta de 14 mil anos, durante o paleolítico, essa terra era extremamente árida, seca e hostil a qualquer vida que aventurasses por ela, coberta por rala vegetação de savana chegando a ter algumas regiões desérticas, onde o cacto reinava como vegetação típica desse ambiente. Constituindo um clima muito quente e seco durante o dia e extremamente frio a noite, quase nunca chovia. Oferecendo um clima totalmente diferente do atual. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Lá por volta dos 7 mil anos o clima começara a melhorar, alterando o biosistema profundamente, surgi nova vegetação mais típica ao serrado, entre 6 e 4 mil anos esse sistema toma conta da região criando um tapete verde, umedecendo e amenizando a temperatura durante o dia e diminuindo o frio a noite, oferecendo assim novas nascentes de água, criando uma reação em cadeia nascente-corrego-rio, fluindo vida ao redor de se. Vida diferente da ate então existente ali, constituindo novo ecossistema mais dinâmico com novas diversidades, levando a migração de animais que antes não existia ali sugerindo novas vidas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A presença humana no espaço territorial goiano tem início ainda paleolítico entre 14 mil e 11 mil anos. Esses primeiros habitantes eram errantes por essa imensa faixa de terras, procuravam comida e abrigo, constituíam pequenos grupos descendentes daqueles que vieram provavelmente do norte, atravessando o Estreito de Bering, extremo ocidental do continente americano, constituindo assim um marco divisório entre a Ásia e a América, entretanto, durante o paleolítico essas terras estavam ligadas uma a outra pelo gelo que paulatinamente foram desgelando. Esse estreito por muito tempo formou uma “pinguela” entre os dois continentes, servindo de passagens para animais e homens. Descendo o continente americano, hora procurando alimentos, correndo atrás de sua caça; ora simplesmente vagando sem rumo fugindo da seca procurando algo para comer. Povoando assim toda América chegando às terras que constitui atual geografia brasileira.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Eles desceram, provavelmente da Amazônia, andando por esse imenso território, em pequenos grupos de 8 ou 10 integrantes, ilhados em um clima e vegetação&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diferente dos dias atuais .&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Há indícios que mostram que esses primeiros homens também possam ter utilizados as ilhas do pacífico, vindos assim do oeste, salpicando ilhas, chegando em pequenos bandos pela costa oeste do continente americano. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Alimentavam-se de plantas, animais, moluscos, estes últimos encontrados, com abundância devido ao clima quente e úmido por volta dos 6 mil anos. Tudo faz crer que esses caçadores e coletores possuíam utensílios de caça ou defesa, facas de pedras ou de ossos pontiagudos mesmo pedaços de madeira, lascado na ponta criando assim uma espécie de lança.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não sabemos se construíam habitações, tudo indica que não possuíam ainda essa técnica, preferindo as cavernas, abrigos rochosos ou topo de montanhas de preferência próximo a nascente de água. Ao que parece preferiam as cavernas, porém essas não eram fáceis de serem encontradas e quando as encontravam teriam que disputá-las com outros inquilinos, animais que já a habitavam. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;(Ajeitou-se no sofá, esticou suas pernas, chamou para si uma poltrona colocando sobre ela seus pés e continuou lendo.) &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A preferência pela caverna talvez se liga ao fato de estarem em constastes caminhadas à procura de alimentos, principalmente durantes os períodos de seca, e essa se mostrava um abrigo quente, seco e seguro.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim eles vieram, andavam provavelmente durante o dia sobre um forte sol com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;clima e vegetações totalmente diferentes dos atuais, foram povoando, geralmente em pequenos bandos, explorando território e coletando alimentos, pescando e caçando durante o dia, e agrupando-se durante as noites frias. É provável que eles tenham convivido, e ate se alimentado, de animais de grande porte como o tigre de dente de sabre, a anta ou preguiça-gigante, este ultimo um dos maiores mamíferos da América. Produziam o fogo que durante as noites os aqueciam usando-o também para facilitar a ingestão dos alimentos, os tornados macios menos resistentes as mordidas, visto que alguns sofriam demasiadamente com constantes cáries. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Escavações feitas em Serranópolis/Goiás mostram que esses caçadores e coletores, viviam em um clima quente com poucas chuvas, quase um deserto, forçando-os a constantes andanças, a procura de alimentos, entretanto o clima da região começara a mudar, de 10 mil a 4 mil a região passou por ondas de uma reviravolta climática alterando profundamente o clima, registrando assim uma expansão da vegetação de cerrado e mata...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;(Continuava lendo, tentando lembra-se última vez em que lera outro texto referente a historia goiana, quando iniciou sua carreira adorava esse tema, História de Goiás.) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A revolução verde vai chegando de vagar, cooperando para uma nova biodiversidade, com isso eles passam a encontrar comida com uma constância e em quantidade maior, não precisando deslocar grandes extensões para coletar esses alimentos, começam a se dedicar a outras necessidades, buscando um meio de se adaptarem a um espaço, surgi à cerâmica começam a desenvolver a técnica de construção de uma espécie de oca de palha ou mesmo galhos de arvores, muitas dessas habitações era apenas para livrá-los do frio da noite. Em um espaço pequeno...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O divino povoava e apaziguava essas primeiras mentes, acompanhando-os através de suas crenças, usavam-no como forma de explicar as reações da grande mãe natureza e suas transformações, assustadoras na aquela altura. Seus enterros e pinturas rupestres mostram que, e não temos como trazer exatidões numéricas de datas, a preocupação com o divino constantemente aparecia. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Entender ritos, pinturas rupestres e cerimoniais e dizer como ocorriam, ou quais eram os nomes desses deuses, torna-se ato impossível até a presente data. A consciência do divino requer um grande gral de abstração e sentimentos desenvolvidos, e esses atos ocorreram de maneira lenta, evoluindo através dos tempos evidenciada na forma como cada civilização apresenta seus deuses. Podemos então afirmar apenas que possuíam noções míticas, responsável pela lenta explicação dos atos cotidianos e naturais da vida. &lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;(remexeu mais uma vez, o acento estava incômodo, a leitura estava boa entretanto a hora passava e tinha que se arrumar, iria sair. Por um momento desistiu. Voltou a leitura, dessa vez em outro parágrafo.)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;...A presença humana ficou marcada nessas terras, comprovadas pelos vastos sítios arqueológicos encontrados hoje, alguns ate catalogados e registrados pelos órgãos competentes. Isso evidencia o potencial a abundancia de alimentícia do cerrado com sua fauna e flora, nessa bacia do Paranaíba no sul do Estado de Goiás. Entre outras presenças marcantes nessa faixa de terras destacado esta os Caiapós, povos guerreiros e arredios a ação dos estrangeiros, lutaram pelo seu território ate a sua completa aniquilação restando alguns que escaparam embrenhado se pelas matas fugindo das reduções impostas pela coroa ou mesmo por não quererem contato com o estranho...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;(Pulou capítulos, não estava muito interessante, achou melhor ler outro. Estava inquieta, parecendo tentar esquecer algo. Passou por seus dedos as paginas, deslizando as e parando repentinamente iniciando novamente a leitura.)   &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Durante o século XVII inicia-se a migração de novos homens para a região central do Brasil perseguindo um sonho de riqueza que duraria, enquanto existisse o ouro, esse fenômeno trouxe para essa terra desolada um bando de migrantes em busca&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de sonho e riqueza.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A maioria não obteve êxito na empreitada ficando apenas com o pouco que a terra lhe dava e todas as doenças e miséria que essa terra oferecia.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O que aconteceu com esses homens e com sua vida? Retornaram à Capitania de São Paulo, ou resolveram apesar dos problemas, adentrarem ao sertão? Alguns voltaram as suas origens, outros morreram tentando, alguns embrenharam mata adentro abrindo picadas, construindo ranchos e tentando sobreviver do que a terra lhes oferecia.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Havia aqueles que, distanciando da região das minas, lançaram-se sertão adentro enfrentando todo tipo de dificuldades como uma mata fechada, ou mesmo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um cerrado perigoso vivendo do que encontrasse transpondo córregos e rios, sofrendo com doenças tropicais, algumas vezes encontrando e enfrentando os habitantes nativos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;hostis à presença estranha.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O sonho do ouro para a maioria os chamados despossuidos, aqueles que não tinham lavras ficou apenas como um erro cometido. Essa população quase toda masculina, que já no final do ciclo do ouro, havia sobrepujado a idéia de riqueza fácil, passou a buscar outros sonhos, começando a produzir bens de consumo, abastecendo os lavreiros, visto que os senhores das lavras não dedicavam tempo a produção de bens de consumo, preferindo antes tentar aumentar sua produção aurífera que já não produzira tanto como antes.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;Há 350 anos esses homens, conhecidos vulgarmente como bandeirantes,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desletrados, falando pouco o português e em sua maioria mamelucos, tendo conhecimentos do que a mata oferecia, esbarrando-se com emboabas e portugueses vindos pela coroa ou por seus próprios sonhos de riqueza rápida e fácil, desembarcaram nessas terras, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para também buscar o seu eldorado. Vindos de São Vicente ou mesmo da Capitania de São Paulo, de barco pelos rios, preferencialmente, ou mesmo a pé caminhando pelas matas, outras vezes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à cavalo levando consigo alguns raros suplementos colocados sobre burros marchando cansadamente pelo sertão, enfrentando a paisagem ora densa, ora rala com clareiras, e cerrados com seus campos e veredas onde encontraram Buritis frondosos, nascentes de água límpida e fresca contrapondo-se a um clima tropical quente e úmido .&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Quando chegavam à região do cerrado o que viam era&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;campinas salpicadas por Paus Terra, distorcido pela ação do tempo a oferecer sombra a quem se interessasse circundados pelas pequenas capoeiras, uma espécie de savana local, acúmulo de vegetação carregadas de pequenas arbustos, sapêches e unhas de gatos e outras tantas árvores quase rasteiras sombreando moitas de arbustos que vindos do chão não passavam de poucos centímetros, que em determinados tempos enchiam-se de frutos pequenos como o muricí, a pitanga, a gabiroba, a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;curriola e tantas outras plantas nativas do cerrado que dão frutos doces e cheirosos, tornado-se uma verdadeira mesa-posta para pássaros e animais pequenos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Uma Região que talvez não tivesse ouro, mas que dava uma nova perspectiva ao recém chegado invasor, convidando-o a se estabelecer em campinas, oferecendo uma visão diferenciada da mata fechada anterior.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Muitos deles já acostumados a esses “trieiros” pelas matas, acumulavam historias de aventuras contadas por mestres paulistanos, por pais ou avós índios , Esses homens se embrenhavam mata adentro como veias, usando os rios e caminhos já abertos pelos seus ancestrais como ponto de partida matando qualquer coisa que apresentasse perigo à suas metas. Tratavam os índios como bichos, como animais ou pior, como uma coisa que representava obstáculo a seus planos e que deveria ser escravizado ou eliminado. Alguns homens falavam a língua nativa da região, macro jê, outros vindos de São Vicente falavam o Tupi ou Guarani, deixando o português para os padres ou emboabas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Subindo pelo Tietê, dormindo em suas margens entre mosquitos, pernilongos, capivaras, lontras e macacos. Entrando pelo rio grande, e rio das velhas até chegar ao&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Paranaíba e seus afluentes. Esses homens costumavam-se acampar nas margens e nos leitos arenosos ou mesmo em clareiras dispostas nesses caminhos naturais de águas, servindo-se do que a natureza lhes oferecia fazendo suas fogueiras, que na altura da historia teria duas funções, aquecimento e proteção, aquecer das noites frias as margens dos rios, córregos e ao mesmo tempo espantar animais ferozes que às vezes atacavam os pousos procurando um deleite de carne humana, tipo a jaguatirica ou mesmo a onça pitada que durante o dia vagava pela floresta sempre verdes das regiões montanhosas nas margens do Tietê ou seus afluentes. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;No andar dessa longa migração a procura de ouro, índio ou o que de melhor a terra tivesse a oferecer, aliada a competição à sobrevivência, misturando as culturas, e aqui refiro não só portuguesa, mas a todas as outras que para a região do cerrado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;caminharam,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;negras e suas ramificações, indígenas com toda suas variedade tendo de se adaptar as regras da região.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;     &lt;/o:p&gt;(Pensou por um minuto se ela não teria talvez vindo de descendência desses homens “pois negra com certeza ela não era. Era branca demais para isso.” Continuou lendo.)&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No inicio a fala tornara-se um obstáculo sem importância, não havendo muito diálogo e sim monólogo, visto que sempre valera o comando do chefe da entrada, chefe que geralmente não falava o português puro e sim um tupi guarani aportuguesado, costurado e remendado pelos Jesuítas. Durantes os pousos as histórias indígenas e pessoais de passados, não tão remotos, povoavam as conversas, “causos”, uma espécie de conto fantasioso e engrandecedor que esses homens tinham como alto-afirmação de seus atos, tentando espantar a solidão e o medo na maioria deles, com evocação e intervenção divina. Com tudo isso acontecendo junto, os causos, as ordens e a fala cotidiana, as palavras foram se misturando e com o tempo a preponderância do português sobressai as outras línguas como forma escrita e falada, forçada pelo colonizador ansioso por uma padronização lingual graças ação jesuítica.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;As lavras de ouro não enriqueceram todos, fazendo surgir orlas de pessoas sem posse, sociedade frustrada, buscando uma nova alternativa de vida, após esse sonho dourado, ou mesmo durante ele, pessoas começaram a subir, tanto pela sobrevivência quanto pela economia, para norte da capitania de Minas Gerais entrando no Sul de Goiás longe da onda aurífera. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;No sul goiano, onde não havia minas de ouro, a penetração paulista e mineira ocorrera com menos intensidade do que na sociedade do ouro, logrando a essa extensa faixa de terra um período de dormência populacional invasora, que foi ao poucos sendo ocupada tendo como população alguns nativos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que já &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;habitavam essas terras a milhares de anos, mas com a invasão estrangeira começaram a fugir da ação dos senhores de Lavras ou paulistas se assim não agissem eram mortos ou escravizados....&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Misticismo era o médico, psicólogo, enfermeiro. O único remédio que podiam esses homens contarem, com a crença no deus cristão, muito embora esse cristianismo invasor fosse português e romano de origem, misturara se a crença indígena e africana, criando um sincretismo religioso único no mundo. Quando algo os afligia procuravam uma benzedeira ou Pajé resolvendo logo as moléstias que os atormentavam, personagens tradicionalmente respeitadíssimos, misturavam as orações cristãs, ou não cristãs, aos conhecimentos das ervas medicinais passados de geração a geração. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Parou de ler. Em sua memória alguma boa aula de História que ministrara, já fazia muito tempo que não entrava em uma sala de aula, é a vida tinha dessas coisas, quando esta em sala, queria férias ou mesmo, sair, não ver as caras daqueles insuportáveis adolescentes. Quando fora, a memória teimava em lembrar-se retornando as terras esquecidas. O corpo e os olhos pareciam combater a memória em uma batalha que todos perderiam.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Será que sou nostálgica? Não eram apenas fragmentos da memória que teimava em voltar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;                 Quanto tempo fazia? Há!! 7, 8 anos&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Repentinamente lembrou-se que já passava das 7 horas. Tinha que se arrumar não queria chegar atrasada, sempre quando acontecia isso ficava sem banco. “Já era horas de aumentar aquele espaço”. Gostava de se sentar nos primeiros bancos, atrás era muito barulhento não suportava aqueles adolescestes que não tinham respeito, iam a missa olhar outras coisas menos a homilia.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A missa desenrolava e ela lembrando do tempo em que era jovem, sempre atenta ao fundo mesmo quando não podia estar lá, sentada nas primeiras filas da Igreja obrigada pelos pais, suas orelhas e olhos sempre vertendo ao fundo, buscando algo que já perdera.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O tempo foi passando e com ele à vontade de ficar no fundo, o fundo agora era para jovem interessados em namorar, não para uma velha, às vezes, só às vezes, sentia vontade de sentar-se ao fundo, entretanto tinha medo. “as corocas ficam falando”, por isso ia pra frente lá sim era local de pessoas interessadas no que o sacerdote tinha a dizer.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Às vezes ficava pensando, durante a homilia, onde estava ela, uma pessoa que sempre falou da igreja, sempre lutou durante suas aulas, contra o que a história da igreja e ao poder que ela representava, sem falar no que pregava. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Agora! Fazia parte daquilo. “É estou ficando velha” imaginava ela, às vezes tinha vontade de jogar tudo pela janela e gritar aos quatro cantos da igreja: &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;“Seus idiotas isso não existe! não é a igreja que salva mas sim sua crença no divino ou melhor nem é isso, salvar de que? De vocês mesmos?” quando chega nessa fase continha-se. Tinha uma espécie de “ibop” particular que a avisava que estava passando dos limites. Daí voltava-se para dentro de se e ficava calada.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Muita disso tudo era medo, medo de ficar sozinha, de envelhecer, dela mesmo, estava em si à maior inimiga. Havia anos resolvera que viveria como a sociedade queria, resignada, “envelhecer como todas as velhas da sua cidade” dizia ela. Muito embora fosse uma velha diferente, não tinha filhos e nem era casada. Isso tudo não por opção os homens tinham medo dela, ao que parece ela os tirava o chão, e daí logo quando arrumava um pretendente esse logo escorria pelos dedos e sumia ficando ela só novamente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;E a missa passando, já chegara à hora da comunhão, o coro a cantar, pessoas levantando tomando fila em direção a comunhão, ela se sentindo como a “mulher dos talentos” “a samaritana”, a última da fila. Mesmo que a comunhão a ela não significasse nada, iria participar pois vivia na comunidade e como Historiadora sabia que não podia fugir a sua história, entretanto a rejeitava não toda historia só os pedaços ruins e olha que não era muitos, entretanto aquilo não cabia a ela julgar, por isso entrava e comungava, como todos os outros tinha defeitos, muitos deles bem menores dos que os dela.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Na vila pensava, não sabia por que, em casamento. Imaginava ela entrando de véu e grinalda enorme arrastando se pelo chão com todos a olhar. E ela com um sorriso do tipo “olhem seus babacas eu casei viu”, com todas as amigas e inimigas a morrerem de inveja. “Há como seria bom... mais não , ela tinha que se tornar historiadora, tinha que falar tudo, não podia ter escolhido uma pedagogia ou mesmo letras, tinha que ser história”. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O padre aproximava-se e ela ainda no casamento. Tomara a comunhão, o padre pareia mais uma freira, mais estava em um ambiente sagrado isso não era de sua conta. Toma a comunhão, vira-se enxergando ao fundo seu passado vivo, tudo isso acontecendo seus pensamentos fervilhando e ela um ar de “Madre Tereza de Calcutá” serena, ternura naquele momento era seu nome. Ao fundo uma turma de adolescentes cochichando, rindo. “há que vontade de gritar. Hei seus merdas!, vocês estão na casa de Deus. presta atenção!”. No que chega ao acento, ajoelha se e começa a perguntar a si mesma, “será que eu estou com inveja deles? não acho que não! Inveja eu... ? imagina. Aqueles adolescentes e que são um bando de desinteressados.”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Murmura algumas palavras e levanta. Resolve se sentar, por um segundo lembra dos seus sonhos, alguns que ela já se esquecera por achar-se incapaz, outros por falta de dinheiro, naquele momento, fecha seus olhos e sente a presença do sagrado, pede perdão pelos primeiros e coragens para os demais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5292184705506819236?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5292184705506819236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5292184705506819236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5292184705506819236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5292184705506819236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/assim-chegaram.html' title='Assim Chegaram...'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMQ5t9oVbOI/AAAAAAAAAFg/3ZGBt252WJw/s72-c/quaquitos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-5064137829893591700</id><published>2008-09-02T13:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T14:05:42.536-07:00</updated><title type='text'>Alice ou o gato?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRA4wp1BKI/AAAAAAAAAFo/lSeiRAI4Nl0/s1600-h/alice+perdida.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRA4wp1BKI/AAAAAAAAAFo/lSeiRAI4Nl0/s320/alice+perdida.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243387210043294882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não conseguiria mensurar minha ignorância, acho que nem uma fita métrica esticaria tanto. Na medida em que trilho por esse caminho, cada vez mais vou percebendo que minha estrada esta apenas iniciando. Às vezes fico a examinar conceitos e verdades questionando o quanto ainda tenho a buscar nesse caminho sem volta; por isso fico mesmo com a fala do gato perante a pergunta indecisa da menina Alice:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 148.85pt;"&gt;“ &lt;i&gt;Poderias dizer-me, por favor, que caminho hei-de tomar para sair daqui?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;- Isso depende do local &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;onde queres chegar! - Disse o Gato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não interessa muito para onde vou... - Respondeu Alice.&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:red;"&gt;Nesse caso, pouco importa o caminho que tomes - interpôs o Gato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Desde que chegue a algum lado! - Acrescentou Alice.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já explicando a causa da escolha, ele deu a Alice um caminho, que de certa forma, fez com que ela não deslumbrasse em demasia as maravilhas que pelo caminho dos tijolos amarelos encontraria. Fico com minhas dúvidas, com meus anseio e rompantes, com minha luta solitária, contra meu maior inimigo, Eu mesmo. Fico com gato e desfaço-me de Alice. Não da Alice sonho, mas da que pensa estar no real, e acredita em conceitos já pré-fabricados, caminhos prontos, armados, construídos e estabelecidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Busco o gato que questiona esse cara de 35 anos; o que é realidade e o que não é bom. Prefiro lutar contra esse cara construído, que vos apresenta caro leitor, dessa terra das maravilhas que é a filosofia. Porém não espere de mim mais do que a fala do gato, ou mesmo, espere. Por que para alguns, a Alice é o real, e o gato ilusão de uma cabeça em construção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-5064137829893591700?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/5064137829893591700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=5064137829893591700' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5064137829893591700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/5064137829893591700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/alice-ou-o-gato.html' title='Alice ou o gato?'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRA4wp1BKI/AAAAAAAAAFo/lSeiRAI4Nl0/s72-c/alice+perdida.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-660502316869600980</id><published>2008-09-02T12:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T13:04:46.154-07:00</updated><title type='text'>Pra dormir</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Do quarto ouve-se um chamado.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Vem deitar, menino, já ta tarde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Já vou mãe! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Anda depressa, vem deitar! Eu já arrumei sua cama, pega o travesseiro ai na caixa de roupa na sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__ Tá escuro mãe. Tô com medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Leva a lamparina uai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Tá bom... Tô indo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Levanta, deixa de fazer o que fazia, pega a lamparina, que aquela altura era apenas uma fagulha contra uma imensidão noturna. Pelo caminho até o quarto, que estava a poucos metros, a distância parecia enorme. A lamparina criava um círculo de luz clareando os locais que antes era apenas negridão. Durante o percurso vai escutando passos que o acompanha, paralisa-se, o medo o sonda, os passos no assoalho aproximavam rapidamente, então uma voz corta a escuridão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__ Já deitou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Ainda não, mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Então deita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Mãe, conta uma estória pra mim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Deita aí que conto. Mas qual estória? Deixa eu arrumar e tampar seus pezinhos primeiro. E não é esse travesseiro! Ele é muito ruim, Chô pega outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Zé traz outro travesseiro aí da caixa pra mim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Mãe, conta vai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Pêra aí tô pensando. Ah!? Lembrei de uma...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Tâma... Disse Zé, com rosto sonolento, já dando sinal de cama também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Me dá aqui Zé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Tá aqui, o travesseiro é esse meu filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&amp;shy;&amp;shy;__De lobisome não mãe. Vai Dizendo com os olhinhos quase fecados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Que lobisome o que, cê Sab que eu não gosto de ficar contando essas estórias de fantasmas e lobisome. Enquanto pensa organiza o quarto a luz de lamparina.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Vou contá a dos ... A fala saia e os olhos da criança fechavam. Acho que não precisa mais né?... Deus ti abençoi. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sai e leva consigo a única luz que teimava piscando na escuridão incistente; fechando a porta do imenso quarto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;__Mãe!?... Mãeeeee!!... Cê ta ai?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-660502316869600980?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/660502316869600980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=660502316869600980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/660502316869600980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/660502316869600980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/pra-dormir_02.html' title='Pra dormir'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8170798441806233792.post-2191611520801432303</id><published>2008-09-02T11:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T14:36:40.392-07:00</updated><title type='text'>A EDUCAÇÃO E A DESUMANIZAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRHEVa4FwI/AAAAAAAAAFw/DxERFTva8RM/s1600-h/caminhos.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRHEVa4FwI/AAAAAAAAAFw/DxERFTva8RM/s320/caminhos.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243394005961021186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Pensar sobre a educação e seu papel transformador, leva-nos a analisar toda história da evolução humana e buscar o fio da gênese educacional. Como seria esse nosso mundo sem a educação? Escravo ou livre. Ivan IIIich, um pedagogo austríaco, nos diz que “a desescolarização está, pois, na raiz de qualquer movimento que visa a libertação humana”. Não queremos ter aqui a precisão íntegra da citação de IIIich, outrossim, buscamos alternativas que nos norteiem à realidade que nos cercam. Certamente, sem esse importante instrumento de humanização o homem moderno não passaria de hominídeos ainda sobre as galhadas das árvores saltando de galho em galho. Então outra pergunta toma a cena. Se há educação e desenvolvimento como o homem teria se desumanizado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    Nessa humanidade moderna, se podemos chamar o homem assim, melhor seria inverter; nessa moderna humanidade, a educação vem cada vez mais ocupando os espaços da vida do homem moderno, forçada muitas vezes pelo jorro das inovações tecnológicas causadas pela Revolução industrial. Entretanto, algo tem nos intrigado instigando nosso raciocínio, quanto mais alto é o processo educacional dos seres humanos, parece-nos que mais desumanos, desescolarizados e consumistas se tornam. Exemplos, existem vários, entre eles as nações mais desenvolvidas do mundo, tornaram-se frias e calculistas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Lembrando que esse fato não é característico somente das nações desenvolvidas, nós também somos e estamos no mesmo barco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    Não trazemos aqui nenhuma teoria sobre como deveria pontuar a educação e nem como essa deva trilhar seus caminhos. Apenas questionamos o papel desumanizante que muitas vezes ela cria. Principalmente, a brasileira com sua dupla versão, onde não há educação popular democrática e sim escolas particulares surgidas a partir das necessidades emergentes de educação, com a parcimônia e omissão dos poderes estabelecidos, onde o público alvo é de classe média e alta; E a pobre escola pública, sucateada engatinhando, destinada aos menos afortunados financeiramente. Não afirmamos que toda educação seja desumanizante, ou mesmo que seja ela, culpada por todas as mazelas ou até que deveríamos deixar de levar nossas crianças a escola. As coisas são muito complexas, uma leitura tão simplista do fato não trará à luz a temática. Para analisar essa problemática que nos aflige teremos que “radicalizar”; ir fundo ao âmago do ser homem, buscar na história suas relações afetivas-familiares aliada ao desenvolvimentismo a qualquer preço, ao que tudo indica esses serem o câncer do século XXI; contribuindo desmedidamente para o degeneramento do ser humano moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    O homem é um ser em construção, os tempos modernos, a vida moderna e suas redes têm levado nossas crianças a serem frias e estarem, como nós, a mercê deste século de desumanização maquinaficante. Onde cada vez mais, o ter supera o ser. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Até quando isso vai reinar? Fica difícil avaliar; só podemos afirmar que cada vez mais tem se tornado evidente as convulsões sociais. Seres humanos isolados, tristes, amargurados e atormentados por uma série de doenças psicossomáticas. E a educação como fica? Ou melhor, onde fica nisso tudo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    A educação fica como fator ligado diretamente as relações humanas, sofrendo interferências delas e as alterando. Tem sentido educação sem sentimentos?, Como nunca, agora é que a educação tem que buscar sua capacidade de transformação, refazer-se, “desaprender a educar”, mostrar que seres frios são antes de tudo seres humanos em construção, trazer a tona o relacionamento questionando-o e procurando relacioná-lo a outros fatores esquecidos por nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    Educar tem de ser mais do que ter, devemos tornar nossas escolas ambiente de democracias do amor, e isso não gasta dinheiro, só dedicação, e nem é ufanista. Não falo de formação ou de titularização dos mestres, antes, achamos pertinente a discussão das titularidades e das lutas salariais, entretanto tudo isso tem que caminhar com amor, com paciência com fraternidade, e não com imposições, disputas ou com a arte da “Lei de Gerson”, onde o esperto é o melhor. Temos que construir cabeças humanas nas universidades e não cabeças acadêmicas, cheias de títulos e sedenta por conhecimentos frios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    Um professor não é construído em quatro anos, e nem se mede pelo número de títulos que possui, antes leva-se um bom tempo, ou até a vida toda a construção do Ser Docente. Pessoas possuem características próprias e contudo no decorrer do relacionar constituem-se seres melhores ou piores. Daí a educação por si só não ter poder de mudança, mas têm que ser somada as relações e interações, os dois possuem fortes fatores “construcionais”. O que o professor Paulo Freire, nosso maior educador, nos lembra da Práxis, que antes de tudo deve ser ação sobre nós mesmo, repensar a conduta do professor em todas as esferas, fundamental, média e superior. Propor-lhe alternativa e ação perante a complexibilidade existencial humana, pensar primeiro no Ser Humano; para só depois buscar o acúmulo conteúdista. Não buscamos minimizar a importância do conteúdo, buscamos sim, priorizar o Ser Humano, para só depois apresentar-lhe a teoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;    A educação antes de tudo, é um ato de vida e precisamos devolver a ela humanização, formar exemplos, inserir a disciplina amor em seu cotidiano, pois é somente com a ajuda efetiva dela, interagindo com nossa postura social, que seremos capazes de transformar nossa tão dura realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:14;"  &gt;Prof. Antonio Henrique Rosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Pedagogo e Filósofo&lt;br /&gt;Coordenador Geral do Pólo UEG/Pontalina e&lt;br /&gt;Professor de Filosofia da Educação nos Cursos&lt;br /&gt;Especiais de Formação em Licenciatura&lt;br /&gt;Pela Universidade Estadual de Goiás&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8170798441806233792-2191611520801432303?l=tapiocanga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tapiocanga.blogspot.com/feeds/2191611520801432303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8170798441806233792&amp;postID=2191611520801432303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2191611520801432303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8170798441806233792/posts/default/2191611520801432303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tapiocanga.blogspot.com/2008/09/educao-e-desumanizao_02.html' title='A EDUCAÇÃO E A DESUMANIZAÇÃO'/><author><name>Antonio Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05339141987573418433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/TIdtAw-582I/AAAAAAAAAKU/PCgPJShurcg/S220/antonio+blusa+preto+branco.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VVigfa2v8z0/SMRHEVa4FwI/AAAAAAAAAFw/DxERFTva8RM/s72-c/caminhos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
